O que acontece quando um banco decide não apenas usar tecnologia, mas criá-la do zero “em laboratório”? Após um movimento de consolidação iniciado em 2024, o ICTi (Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú) completa agora seu primeiro ano de operação plena. O objetivo dessa entidade é claro: encurtar o ciclo entre a descoberta científica e a chegada de novas funções ao aplicativo no seu celular.
Hoje, fazemos um balanço de como esse primeiro ciclo de resultados mudou o jogo da inovação no mercado brasileiro.
ICTi: Ciência feita por quem entende
Com a criação e amadurecimento do Instituto, o Itaú Unibanco evoluiu parcerias estratégicas com universidades brasileiras e do exterior e passou a atuar como um produtor ainda mais ativo de ciência. O "como" acontece por meio de uma rede de cientistas, matemáticos e engenheiros - de estudantes de iniciação científica a pós-doutores - que trabalham diretamente nesses projetos.
Atualmente, o Instituto integra 195 pesquisadores e faz parcerias com mais de dez instituições de elite, incluindo USP, UFG, MIT e Stanford, conectando o conhecimento desses especialistas com os desafios reais do banco.
Impactos reais na sua experiência bancária
Este primeiro ano de operação plena revela avanços que já facilitam o uso das ferramentas digitais:
- Agilidade com IA: O instituto impulsionou ferramentas como o agente de IA para Pix no WhatsApp e sistemas que resumem notícias de investimentos, otimizando o tempo do cliente.
- Segurança de Ponta: Em parceria com o MIT, por exemplo, o Itaú desenvolveu sistemas para detectar deepfakes, antecipando-se a fraudes digitais para garantir transações mais seguras.
- Conhecimento Compartilhado (Open Source): Diferente de modelos fechados, o ICTi compartilha parte de suas pesquisas com o público, permitindo que outros cientistas usem esses avanços para desenvolver a tecnologia em todo o Brasil.
Fomentando o futuro em 2026
O impacto do ICTi também é social e acadêmico. Atualmente, cerca de 50 pesquisas estão em andamento, impulsionadas por programas como o Bolsistas ICTi - que oferece bolsas para mestres e doutores em regime remoto.
Para Carlos Eduardo Mazzei, diretor de tecnologia do Itaú Unibanco, o lançamento oficial do Instituto, em abril de 2025, foi uma resposta à percepção de que o ciclo entre a descoberta científica e a aplicação prática está cada vez mais curto. Ao jornal O Globo, ele destacou a estratégia: “Nosso foco é gerar impacto real, para o banco e para a sociedade”
Por que isso importa?
Para o mercado, o ICTi ajuda a colocar o Brasil como protagonista na produção de tecnologia, deixando de ser apenas um consumidor para se tornar um exportador de tendências. Para o cliente, o impacto é uma experiência mais fluida. Como avalia Anderson Soares, coordenador de IA na UFG, na mesma entrevista para O Globo: "A aliança entre setor privado e academia é importante para equilibrar a pesquisa profunda com demandas concretas do setor produtivo".
Um exemplo prático dessa jornada pode ser visto no debate sobre como a computação quântica já protege o sistema financeiro, em vídeo no canal do Itaú: Assista aqui.
Inovação na prática
Os resultados deste último ano mostram que a ciência de alta performance é o motor da experiência digital. Para quem utiliza as plataformas do Itaú, isso se traduz em agilidade: processos simplificados, respostas rápidas e ferramentas que aprendem com o uso para facilitar o cotidiano. Ao integrar academia e mercado, reforçamos o pioneirismo na criação de soluções que antecipam as demandas de um mundo em constante transformação.
