Muitos casais preferem jogar pra debaixo do tapete aquela conversa franca sobre dinheiro para não azedar romance. Às vezes, um assume a planilha do orçamento, enquanto o outro apenas segue suas decisões financeiras. Mas que sentido faz uma relação onde a confiança tenha limites e assuntos essenciais para o bem-estar, como planejamento e organização financeira, sejam tratados como tabus?
Pensando nisso, preparamos uma lista com 3 verdades e 1 mito sobre finanças de casal, para que esse detalhe tão grande de vocês dois não se torne algo muito pequeno para esquecer.
VERDADE: Intimidade financeira é possível sim!
Pode parecer que conversar sobre dinheiro desgasta a relação, mas é quando fingimos que ele não existe é que surgem as crises. Mas é importante reconhecer que essa conversa não é igual para todo mundo. “Dependendo de como a pessoa foi criada e do que ela viveu, falar sobre dinheiro pode ser mais desafiador para uns do que para outros, mesmo que existam boas técnicas de comunicação”, explica Adriana Rodrigues, psicóloga especialista em Psicologia do Dinheiro.
Segundo ela, quem teve experiências precárias de afeto ou confiança na infância pode carregar para a vida adulta uma dificuldade maior de se abrir e confiar no outro, inclusive quando o assunto é dinheiro. A especialista reforça que “a intenção da conversa precisa ser construir pontes, não muros”. E isso envolve empatia, escuta genuína e compaixão, tanto com o outro quanto consigo mesmo.
Uma boa prática, segundo Adriana, é reservar momentos específicos para tratar do tema, sem deixar que o dinheiro vire uma pauta constante de conflito. “É bom reservar um dia da semana e hora. Nesse momento, o casal pode colocar sonhos, desejos, falar do que querem alcançar e do que o dinheiro pode proporcionar.”
Criar esse espaço de escuta segura e intencional ajuda o casal a se enxergar como parceiros que planejam juntos, sem julgamentos, e transforma o dinheiro — tantas vezes motivo de tensão — em um instrumento de união e cumplicidade.
VERDADE: Separar contas individuais das conjuntas é o caminho
Quando o assunto é dinheiro e relacionamento, não existe uma fórmula única. “Nós estamos falando de muitos casais e são realidades distintas que eles vivem. Para um casal, unir as contas 100% pode ser maravilhoso; para outro, pode ser um inferno na terra”, observa a psicóloga Adriana.
Por isso, a divisão financeira precisa respeitar o tempo e o momento de cada casal, considerando que algumas relações funcionam melhor com contas totalmente separadas, enquanto outras preferem um modelo combinado, no qual cada parceiro mantém sua conta individual e ambos compartilham uma conta conjunta para despesas do lar, como aluguel, mercado, luz e internet.
Nesse caso, a Conta Conjunta Itaú pode ajudar a centralizar esses gastos e acompanhar em tempo real a movimentação do casal, enquanto os cartões adicionais garantem que cada parceiro tenha seu próprio cartão, mas com todas as despesas concentradas na mesma fatura.
VERDADE:App de finanças compartilhadas pode ajudar a evitar uma DR
Usar a tecnologia para facilitar a rotina financeira do mês pode trazer leveza e ainda evitar discussões. No SuperApp do Itaú, você encontra ferramentas como o Controle de Gastos, o Cofrinho e a área Meus Compromissos, que ajudam a agendar e dividir pagamentos sem que toda a responsabilidade fique nas mãos de uma só pessoa.
Com o Controle de Gastos, o casal consegue organizar despesas por categorias — supermercado, contas da casa, lazer — e ver claramente quem está contribuindo com cada valor. Já o Cofrinho é perfeito para guardar dinheiro de forma organizada e com rendimento de 100% do CDI, seja para aquela viagem dos sonhos ou para trocar o sofá da sala. Dá para criar Cofrinhos separados para cada objetivo, acompanhar a evolução do valor em tempo real e até comemorar cada conquista juntos.
O Pix com cartão de crédito também pode ser um aliado do casal quando o mês aperta. Por exemplo, se faltar uma parte para cobrir um boleto, dá para enviar rapidinho para o outro parceiro, sem mexer na conta corrente de ninguém. É uma forma de ajustar o orçamento na hora, sem dor de cabeça.
Como explica Mario Miguel, diretor de Plataformas de Contas, Pagamentos e Cartões do Itaú Unibanco: “As ferramentas digitais estão aí para simplificar a vida financeira e dar mais visibilidade ao dinheiro. Quando o casal enxerga tudo com clareza, as decisões ficam mais fáceis e o diálogo mais leve”. Usar essas soluções juntos transforma a gestão do dinheiro em algo mais transparente, organizado e até divertido para os dois.
MITO: O melhor é centralizar a planilha de gastos na mão de um dos dois
Mesmo que um dos dois seja “o dono da planilha” e o outro entenda menos de planejamento financeiro, é preciso tomar cuidado para que toda a vida financeira do casal não seja controlada por um só. Isso pode criar um desequilíbrio que fragiliza um dos lados em fases de crise na relação ou até no caso de uma separação. Importante lembrar também que organizar finanças e pagar boletos dá trabalho, então é bom que seja uma tarefa conversada e bem dividida.
Como vimos, o Itaú oferece ferramentas que ajudam a manter tudo organizado e transparente. O Controle de Gastos mostra quanto cada um está contribuindo, a Conta Conjunta reúne as despesas do lar e os cartões adicionais dão liberdade para cada um usar sem perder o controle compartilhado. O Pix com cartão de crédito é ótimo para ajustes rápidos no orçamento, sem estresse sobre quem paga o quê.
Aliás, um ponto que merece atenção é a diferença de salário, que pode gerar desconforto se não for conversada. Como Adriana explica: “Alguns casais lidam com isso de forma tranquila, mas outros enfrentam desconforto quando um ganha mais e o outro assume a gestão financeira.”
A dica é que cada um contribua de acordo com a sua renda, para que ninguém se sinta sobrecarregado. Também é importante valorizar outras formas de contribuição, como cuidar da casa, apoiar emocionalmente o parceiro e participar das decisões do dia a dia. Assim, o equilíbrio do relacionamento vai além do dinheiro.
“Para quem não está acostumado a lidar com as próprias finanças, a dica é buscar um conhecimento mínimo que seja sobre o tema, para conseguir participar deste aspecto tão relevante da vida a dois. Educação financeira é o primeiro passo para mudar a mentalidade e começar a pensar no dinheiro como um aliado, e não um inimigo”, diz Marques.
