Planejar o futuro do negócio não é um luxo, é necessidade. Afinal, não dá para brincar: só 40% das empresas conseguem sobreviver depois de cinco anos, segundo levantamento realizado pelo IBGE. Então, saber o que é fato e o que é mito pode ser o que separa quem cresce de quem precisa fechar as portas cedo demais.
O estudo “Empresas que geram valor: o impacto da relação financeira na prosperidade das PMEs”, feito pelo Itaú em parceria com a FGV, mostrou que ter orientação consultiva, diversificar e buscar crédito de forma estruturada aumentam — e muito — as chances de uma empresa resistir e prosperar. Já os velhos mitos e crenças que limitam a visão acabam barrando oportunidades preciosas, inclusive de expansão internacional.
Para simplificar, juntamos aqui 3 verdades e 1 mito sobre planejamento estratégico, com dados e exemplos para você transformar conhecimento em prática no dia a dia.
Verdade - Planejamento financeiro aumenta a chance de sobrevivência
Quer um segredo para aumentar as chances do seu negócio dar certo? Tenha uma estratégia financeira. Segundo estudo da FGV, empresas atendidas pelo Itaú, que contam com acompanhamento estratégico e acesso a crédito planejado, têm 30% mais chance de permanecer ativas após cinco anos.
"Como a análise compara negócios estruturalmente semelhantes, incluindo porte e setor, a probabilidade de maior sobrevivência está diretamente relacionada ao acesso a crédito, soluções personalizadas, orientação estratégica, planejamento e confiança para atravessar momentos de instabilidade”, afirma Daniel da Mata, economista e professor da FGV que liderou a pesquisa.
Na prática, isso significa que empresas com planejamento conseguem lidar melhor com crises, manter o caixa saudável e estabelecer metas alcançáveis. Para chegar lá, é importante fazer um diagnóstico detalhado: identificar pontos fortes e fracos, entender o perfil dos clientes e definir metas que possam ser medidas. O problema é que, embora esse seja um passo essencial, pouca gente faz.
Verdade - Diversificação de produtos e serviços fortalece o negócio
Expandir de forma estratégica também ajuda na sobrevivência das empresas. O estudo da FGV mostrou que PMEs que diversificam conseguem ter, em média, 25% mais CNAEs, ou seja, abrem o leque de atuação e descobrem novas fontes de faturamento.
Um exemplo apontado pela pesquisa é o de uma padaria que, além de funcionar como restaurante e lanchonete, expandiu a operação para a fabricação industrial de produtos de panificação após receber orientação estratégica do Itaú. Essa virada deixou o negócio mais preparado para lidar com crises, aumentou as chances de inovar e ainda abriu novos caminhos de receita.
Verdade - Acesso ao crédito estruturado gera impacto além da empresa
O crédito certo vai muito além de ajudar no caixa: ele movimenta a economia como um todo. Cada R$ 1 concedido em crédito pelo Itaú Empresas gera R$ 1,56 em PIB, de acordo com a pesquisa da FGV. Em cinco anos, isso equivale a R$ 486 bilhões a mais no PIB, mais de 6 milhões de empregos e impacto direto na renda das famílias e na arrecadação de impostos.
Cadu Peyser, diretor de estratégias para PMEs do banco, enfatiza que, "em um cenário em que a sobrevivência e a evolução das pequenas e médias são desafiadoras, o suporte financeiro e estratégico oferecido pelo Itaú Empresas se transforma em motor para impulsionar vantagem competitiva. Os resultados do estudo demonstram como gerar valor tangível para as PMEs e para o país".
No dia a dia, isso quer dizer que uma pequena empresa com crédito estruturado pode comprar equipamentos, investir em tecnologia ou contratar mais pessoas. Isso aumenta a produtividade e cria novas oportunidades que se espalham por toda a economia.
Mito - Só grandes empresas conseguem exportar
Muita gente ainda acredita que exportar é coisa só de grandes empresas, mas não é bem assim. A pesquisa da FGV mostra que, quando recebem a orientação certa, as PMEs têm 70% mais chance de se tornarem exportadoras em comparação a negócios que não são clientes do banco.
Exportar abre portas para insumos de melhor qualidade, acesso a tecnologias mais avançadas e a entrada em novos mercados, vantagens que antes pareciam exclusivas das grandes. "Exportar exige visão de futuro, qualidade e resiliência – e, ainda segundo a literatura econômica, gera ganhos de eficiência e lucros que vão de 15% a 25%”, garante o economista Daniel da Mata.
