Ir para conteúdo principal

Como planejar um passeio pelo RJ usando o Bike Itaú

Conheça a história de quem trocou parte dos deslocamentos de carro e ônibus pela bicicleta em 2018, e hoje sabe de cor qual estação do Bike Itaú fica perto de quê, em quase toda a cidade. 

Tempo de leitura:
Publicado em Atualizado em
Imagem de uma mulher andando de bicicleta na orla do RJ
Imagem gerada por IA

Toda tarde em que decide ir do Flamengo até o Shopping Rio Sul, a contadora Cláudia Claro, de 59 anos, faz a mesma conta mental: de Bike Itaú, ela chega mais rápido do que enfrentando o trânsito da Praia de Botafogo de carro. 

De lá, se o dia render, segue pedalando até Copacabana, um trajeto que, poucos anos atrás, ela fazia de ônibus ou dirigindo. 

“A principal mudança na forma de me deslocar pela cidade foi não ficar refém do transporte público, presa em engarrafamentos, mas sim aliada à sensação de liberdade, à atividade física e, dependendo do lugar, à possibilidade de apreciar a cidade”, resume. 

Ela conta que já nem lembra o ano exato em que pegou a primeira Bike Itaú. “Acredito que foi em 2018, já com a administração da Tembici”. 

Entretanto, a contadora sabe dizer com precisão o que a bicicleta representou na pandemia: "um excelente meio de transporte não só para evitar aglomeração, mas para usar como lazer e escape da loucura que foram os isolamentos". 

Sete anos depois, Cláudia pedala pelo Rio como quem desenha um mapa de cabeça. E é esse mapa, testado no dia a dia, que guia o roteiro que você confere a seguir. 

Da orla ao Centro, sem pegar fila de trânsito 

O trajeto mais recorrente de Cláudia também passa pela Praça Mauá, região que reúne diferentes opções de lazer e cultura. É ali que fica o Museu do Amanhã, onde clientes Itaú têm 50% de desconto na bilheteria ao pagar com cartão do banco. Dali, ela segue até o Aeroporto Santos Dumont e o MAM, ou desce para o Largo da Prainha.  

“De qualquer lugar até a Praça Mauá e o Largo da Prainha, ou para as praias” é como ela resume a lógica que usa a bike, sempre em direção a um ponto com boa concentração de estações, de onde outros trajetos se abrem. 

“Vou aproveitando a pista Cláudio Coutinho, a Praia Vermelha e a Mureta da Urca”, comenta sobre um de seus caminhos favoritos, que liga o bairro Botafogo à Urca. 

Outro hábito, menos óbvio: ela procura pontos da bike perto de estações de metrô, o que facilita emendar bicicleta com outros meios de transporte sem depender de um único ponto de partida. 

Para quem nunca pedalou na cidade e quer um primeiro contato com a orla, a recomendação de Cláudia é direta: ir do Leme ao Leblon, num trecho com várias estações ao longo do caminho. 

“Uso bastante a estação do Arpoador para andar pela orla, e a do Largo do Machado para andar pelo Aterro”, revela a contadora. 

As estações que ficam perto de coisas boas, fora do óbvio 

Passado o trecho mais conhecido – Flamengo, Copacabana, Ipanema – , Cláudia lista de cabeça outros bairros onde vale a pena descer da bike. 

No Centro e na Lapa, “temos várias estações, várias na Praça Mauá, Praça XV e Cinelândia, perto dos museus, centros culturais, AquaRio e Roda Gigante, Teatro Municipal, e restaurantes e bares” – um roteiro que rende cultura de dia e roda de samba à noite, dependendo do dia da semana. 

Na Urca, o pedal termina na Praia Vermelha e no Pão de Açúcar, enquanto no Jardim Botânico, nas estações perto do Parque Lage, do próprio Jardim Botânico e do Jockey Club. 

Já na região da Lagoa e na Gávea, o entorno concentra outras tantas, como próximo ao Shopping da Gávea, cita ela. 

E, para quem topa ir além da Zona Sul, ela também recorre a estações na Barra da Tijuca: Jardim Oceânico, Barra Shopping, Píer da Barra, e mais adiante Recreio dos Bandeirantes, Pontal e Parque Chico Mendes. 

Quando o assunto é comer e curtir sem precisar de carro, três lugares aparecem primeiro na lista dela: a Lagoa, “para curtir a natureza e os quiosques, a pista de skate, o Parque dos Patins, o Parque da Catacumba”; a Praça Mauá e o Largo da Prainha, com “museus e restaurantes, roda de samba e eventos”; e o Arpoador, especialmente para curtir a praia e eventos. 

Nem toda subida pede a bicicleta elétrica — mas ajuda 

O Rio tem ladeira, e Cláudia sabe exatamente onde elas aparecem mais: Horto, Alto da Boa Vista, Mirante do Leblon e a ciclovia de São Conrado. É nesses trechos, ou quando o relógio aperta, que ela recorre à bike elétrica. 

“No meu caso, quando não quero fazer muito esforço físico e/ou quando estou com pressa. As elétricas são ótimas, porém são escassas – são muito usadas por entregadores”, conta. 

Por isso, não é sempre que uma estará disponível na estação mais próxima, o que ela já aprendeu a considerar antes de contar com uma no meio do trajeto. 

Sobre os horários de maior movimento, a resposta também vem rápida: “aos fins de semana e feriados, nos horários de dez às duas e ao final da tarde são os mais lotados, principalmente na orla. A ciclovia ali fica lotada”, diz. 

Já sobre equipamentos de segurança, Cláudia ri antes de responder. “O ideal é ter capacete e a maioria das pessoas não usa. Protetor solar e garrafinha de água também são essenciais”, conta. 

Para quem está começando ou tem alguma limitação de mobilidade, ela recomenda roteiros que aproveitam vias mais largas e tranquilas. 

“A Quinta da Boa Vista, a Orla, o Aterro e o Píer Mauá são lugares amplos e seguros, com estações. Orla e Aterro, nos feriados e domingos, têm pistas laterais fechadas para trânsito, sendo uma grande opção de lazer com as bikes”, sugere a contadora. 

O que aprender com quem já rodou muito de bike 

Da experiência de Cláudia é possível tirar um roteiro prático para quem nunca usou o Bike Itaú no Rio: 

  • comece pela orla. O trecho do Leme ao Leblon reúne várias estações seguidas, é plano e bem sinalizado – bom primeiro contato com a cidade de bicicleta;
  • use a estação como ponto de virada. Arpoador para a orla, Largo do Machado para o Aterro: escolher a estação certa evita rodeio e economiza tempo;
  • saia do óbvio quando quiser. Centro, Lapa, Urca, Jardim Botânico e até a Barra têm estações bem posicionadas para quem já domina a orla e quer variar;
  • reserve a bike elétrica para as ladeiras. Em trechos como Horto e Alto da Boa Vista, vale checar a disponibilidade no app antes de contar com ela no roteiro;
  • evite o pico do fim de semana. Das dez às duas e no fim de tarde, a ciclovia da orla enche – sair fora desses horários rende um pedal mais tranquilo;
  • leve o básico. Capacete, protetor solar e água fazem diferença, mesmo que nem todo mundo use.

Vantagens que podem ajudar 

Para quem, como Cláudia, acaba pedalando com frequência, alguns benefícios do ecossistema Itaú tornam o uso mais vantajoso. 

E, dependendo do plano de bem-estar contratado pela empresa, parcerias corporativas como o Wellhub (ex-Gympass) também podem oferecer condições especiais. Aqui, vale consultar as regras vigentes direto no app ou com o RH. 

Perguntada sobre uma única dica para quem nunca pedalou no Rio, Cláudia não hesita: “ir do Leme ao Mirante do Leblon, e pedalar no entorno da Lagoa também”. Uma sugestão que carrega sete anos de trajetos testados, ajustados e repetidos – provando que, às vezes, o melhor roteiro da cidade para fazer de Bike Itaú é o que já virou rotina. 

Bike itaúMobilidadeRj