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“Se você tem um propósito, não tem como dar errado”

Morgana Santana criou um negócio que nem a pandemia parou, e conta como o Itaú Empresas contribuiu para seu sucesso

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Por Redação Feito.Itaú em
Empreendedora Morgana Santana

A jornada da empresária e confeiteira baiana Morgana Santana, 35 anos, dona da Caseirinhos da Moh, é a prova de que um momento de crise pode se transformar em oportunidade. Em meio aos desafios trazidos pela pandemia da Covid, em 2020, ela se reinventou na cozinha e transformou um pequeno comércio de bolos em uma empresa que hoje realiza seus sonhos e os de sua família.

Com muito trabalho e o apoio das soluções do Itaú Empresas, Morgana conta que, hoje, tem um faturamento anual que chega a marca de R$1 milhão. No depoimento à seguir, ela detalha sua trajetória no empreendedorismo.

“Minha mãe trabalhou a vida toda como empregada doméstica, sempre foi um exemplo de mulher arretada, trabalhadora e cheia de coragem. Quando eu tinha 6 anos, ela precisou me deixar aos cuidados dos meus tios em Gandu, no sul da Bahia, para vir atrás de mais oportunidades em São Paulo. E conseguiu: um ano depois, voltou para me buscar. 

Ela cozinhava muito bem, não negava trabalho e, acima de tudo, nunca desistia diante das dificuldades. Foi com esse exemplo que aprendi que determinação e trabalho duro são capazes de transformar a vida. Tanto que bem novinha, já comecei a trabalhar: fui vendedora de loja, balconista e garçonete, tudo isso conciliando emprego e escola.

Quando terminei o ensino médio, fui contratada para trabalhar em uma padaria e depois em um clube bem top aqui de São Paulo. Foi lá que trabalhei por 8 anos e conheci meu marido, o Renato, que também era garçom. Hoje, temos duas filhas: a Maria Eduarda, de 15, e a Joana, de 7.

Gostava desse emprego, era querida pelos clientes e colegas, mas em minha segunda gravidez, senti que precisava de mais tempo com minhas meninas, queria vê-las crescer de perto. Conversei com o gerente e ele topou me mandar embora em um acordo amigável: como eu era CLT, teria uma boa indenização. Com isso, empreender passou a ser minha meta.

“Tinha convicção de que os bolos mudariam nossas vidas”

Com o dinheiro da rescisão, dei entrada em nosso primeiro apartamento. Morávamos em um alugado, no Grajaú, na zona sul de São Paulo, e sempre foi um sonho ter o nosso. Eu e o Renato queríamos dois quartos e dois banheiros, para dar conforto às nossas meninas. Estávamos felizes, mas alguns meses depois veio a pandemia e mudou tudo. Meu marido foi afastado com o lockdown e vivíamos apenas com o auxílio emergencial do governo, de R$ 600. Isso mexeu demais com nossa vida. Como não tínhamos mais condições de pagar o aluguel - o apartamento que compramos ainda não estava pronto e precisávamos pagar as parcelas do financiamento - tivemos que ir morar com os meus sogros, no Grajaú, na zona sul de São Paulo, até que a situação melhorasse.

Foi nesse período de dificuldade que surgiu a ideia de vender bolos e aí que entrou a minha mãe. Aprendi com ela a fazer receitas simples, mas deliciosas e cheias de afeto. Comecei com uma produção pequena, na cozinha da minha sogra, vendendo os bolos para parentes e amigos próximos, principalmente da igreja que frequentamos até hoje. Todos elogiavam muito e sempre voltavam para comprar mais. Esse incentivo me fez querer transformar os bolos em algo maior, um negócio mesmo. Por que não?

Comecei então a pesquisar mais receitas, a estudar muito. Sempre fui boa na cozinha e tinha convicção de que os bolos mudariam nossas vidas. Ter uma loja ou uma cafeteria passou a ser meu maior desejo. No início, cada pequeno passo era um grande desafio. Comprava apenas o essencial: farinha, ovos, fermento… Vendia o que conseguia e reinvestia o lucro em novos ingredientes. Enquanto isso, o boca à boca cresceu entre os parentes, amigos e o pessoal da nossa igreja. Logo vendíamos 20 bolos por dia, por R$ 14 cada um. Quando entrava R$ 300 era um dinheirão!

Logo comecei a sonhar com a minha marca de bolos e eu queria muito que lembrasse o fato de serem caseiros, a partir de receita de vó. Foi aí que veio a ideia de chamar de ‘Caseirinhos da Moh’, o meu apelido, com esse ‘h’ no final, para ficar mais chique!

“Com o Itaú Empresas, consegui botar ordem nas minhas finanças, separando gastos pessoais dos da minha conta PJ”

Conforme as encomendas aumentavam, percebi que precisava de um espaço maior para cozinhar. Encontramos um local perto da igreja e reformamos o básico para abrir nossa primeira loja. Tudo isso foi feito com muita dificuldade, ficamos endividados, com o nome sujo… Mas hoje, vejo que valeu à pena.

Com o Itaú Empresas, consegui botar ordem nas minhas finanças, separando meus gastos pessoais dos da minha conta PJ, entender o capital de giro do meu negócio e planejar investimentos. As soluções digitais foram fundamentais: recebo os alertas de Pix quando uma venda cai, sem a necessidade de ficar checando item por item no extrato. O QR Code da Laranjinha não cobra taxa, o que aumenta nosso lucro; e a gestão pelo Superapp dá segurança, agilidade e liberdade para focar na produção e no crescimento do negócio. Dois anos depois, em 2022, tivemos outro desafio: conseguir quitar o financiamento do apartamento. Faltava dinheiro, e foi aí que o Itaú entrou de forma decisiva. Ganhei R$14 mil em um prêmio de seguro de cartão de crédito Visa Extra.

Hoje, nossa produção mínima diária é de 130 bolos, mas nos finais de semana e feriados, esse número praticamente dobra. Meu faturamento anual chega a R$ 1 milhão. A parceria com o Itaú Empresas nos dá suporte constante, orientações sobre empréstimos, capital de giro e cartões, permitindo planejar o futuro da empresa com confiança. Agora tenho três fornos e fogões industriais, bancadas, geladeira, freezer e balcão. Só eu e meu marido fazemos toda a produção de bolo, pois ainda não conseguimos treinar ninguém pela falta de espaço. Mas temos três funcionárias que trabalham no atendimento e pretendo contratar mais duas.

A minha loja atual tem 51 m², mas agora apareceu um espaço três vezes maior, e pretendemos nos mudar para lá até o começo do ano que vem. E pensar que comecei com um forno na casa da minha sogra, com pouquíssimas panelas e formas…

Futuramente, pretendo abrir uma segunda loja em Diadema, onde fica o apartamento que a gente comprou e mora. Creio que o Itaú Empresas vai me auxiliar nessa também. Além de produzir os bolos, também temos que comprar material, fazer a contabilidade… Recentemente fiz um empréstimo no Itaú Empresas, de forma segura e calculada, para ganhar mais fôlego financeiro para investir em melhorias. Por isso, essa parceria com o Itaú tem sido tão importante. Eles têm nos orientado sobre todo o processo e isso é fundamental para quem empreende.

Tenho que entender mais sobre gestão e, para isso, tenho visto muitos conteúdos no Itaú Mulher Empreendedora

Tenho muita força de vontade, muita fé, muita perseverança, mas quem olha de fora acha que é fácil, né? Mas não é! Trabalho demais… Como moramos um pouco distante da loja, aluguei até uma casinha mais próxima para as minhas filhas ficarem enquanto eu trabalho. Assim fico mais pertinho das meninas, que era meu principal propósito lá no início, quando decidi me tornar empreendedora. Como a igreja também é perto, precisava de um lugar para tomar um banho para me arrumar e ir direto para o culto depois do trabalho.

Lógico que hoje me permito alguns luxos, como comer fora, dar bons presentes para minhas filhas, comprar uma roupa sem estar precisando... Mas ainda sou muito pé no chão Tenho que entender mais sobre gestão e, por isso, tenho buscado conteúdo do programa Itaú Mulher Empreendedora e também participei do curso Empreendedoras do Futuro, oferecido por essa iniciativa. Essa experiência foi importante para ampliar minha visão de negócios e impulsionar ainda mais o crescimento da Caseirinhos da Moh. Além disso, quando tenho dúvidas, sempre as tiro com a minha gerente.

Ainda tenho muito o que lapidar como empreendedora, mas se pudesse dar um conselho para mulheres que estão como eu nessa luta, seria: ‘Se você tem um propósito, saiba que terão altos e baixos, mas não tem como dar errado!’

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