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Crédito: aliado na realização de sonhos

Neste episódio do videocast "Poupar pra Render", especialistas do Itaú detalham como transformar o crédito em uma ferramenta de planejamento, evitando que o limite vire uma extensão perigosa do salário

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Por Redação Feito.Itaú em
Imagem mostra mulher sendo atendida em uma loja de carros
Shutterstock editado por IA

Para milhões de brasileiros, o crédito faz parte da realidade financeira do dia-a-dia. Seja para antecipar a compra de um bem necessário ou para lidar com uma emergência, essa ferramenta oferece uma autonomia valiosa. A preferência por essa modalidade é clara: segundo um levantamento de 2025 do Serasa, 53,1% dos brasileiros escolhem pagar com crédito pela praticidade.

No entanto, essa facilidade exige cuidado. Existe uma linha tênue entre usar o crédito como uma alavanca para conquistas e cair na armadilha de tratá-lo como renda extra. No episódio “Como usar o crédito de forma consciente” do Poupar pra Render, do Itaú, os especialistas Luis Moreira, Amanda Aiach e Rhuan Pereira debatem como usar essa ferramenta com consciência, reforçando que pagar com crédito é usar o dinheiro agora com o compromisso de pagar depois.

A regra de ouro: o crédito cabe no bolso de hoje?

O principal erro apontado pelos especialistas no vídeo é contar com um dinheiro que ainda não existe. A parcela do empréstimo ou do financiamento precisa caber no seu orçamento de hoje, e não na expectativa de um bônus, de um 13º salário ou de uma renda extra futura.

Se essa renda extra entrar, ela será muito bem-vinda para adiantar parcelas ou poupar, mas nunca deve ser o pilar que sustenta o compromisso mensal. Essa disciplina é o que separa o uso saudável do endividamento, garantindo que o crédito atue a favor do seu bem-estar financeiro, e não contra ele.

Entendendo as modalidades para escolher melhor

Para tomar decisões seguras, é fundamental entender qual modalidade atende à sua necessidade específica. No episódio, eles detalham alguns tipos de crédito:

  • Financiamento: ideal para conquistas de alto valor e longo prazo, como imóveis e carros. Como o bem funciona como garantia, as taxas costumam ser mais competitivas, mas exige planejamento rigoroso para preservar o patrimônio;
  • Empréstimo pessoal: oferece liberdade de uso, pois o dinheiro não tem destino carimbado. Justamente por essa liberdade, exige atenção redobrada para não ser gasto com impulsos momentâneos que não trazem retorno real;
  • Cheque especial ou limite da conta: valor disponível na sua conta para fazer uma operação quando você não tiver saldo. Ele possui taxas altas quando comparado com outras formas de crédito, então é recomendado que seu uso seja feito apenas em emergências.
  • Cartão de crédito: uma ferramenta poderosa de centralização de gastos e benefícios, mas que jamais deve ser encarada como complemento de renda. A recomendação é sempre pagar o valor total da fatura para fugir dos juros do rotativo.

O episódio também destaca uma novidade importante: o crédito do trabalhador. Essa modalidade simplifica o acesso ao consignado sem a necessidade de convênio prévio entre a empresa e o banco, facilitando o acesso a taxas mais atrativas.

Ferramentas para simular e não se enrolar

Entender o Custo Efetivo Total (CET) - que inclui juros e taxas - é o que vai dizer se aquela parcela é saudável para você. A tecnologia do app do Itaú atua como uma consultora de bolso nesse momento.

Ferramentas como o Simular Compras oferecem previsibilidade, permitindo saber se uma compra de alto valor será aprovada e como ela impactará o futuro. Já o Controle de Gastos, categoriza despesas automaticamente, ajudando a monitorar se o uso do cartão está proporcional à sua renda e evitando surpresas no fim do mês. Além disso, a Área de Crédito concentra todas as informações sobre limites pré-aprovados, permitindo uma tomada de decisão mais transparente e consciente.

E se o descontrole acontecer?

 Imprevistos acontecem e o desequilíbrio pode ocorrer com qualquer um. A mensagem dos especialistas é acolhedora: não sinta culpa ou vergonha. O caminho para a recuperação começa por mapear as dívidas e priorizar as contas essenciais, como luz, água e internet, que garantem a manutenção da rotina.

O passo seguinte é buscar o banco para renegociar, ajustando as parcelas para algo que caiba na sua realidade atual. Quando usado com planejamento, sem medo de olhar para os números e com o apoio das ferramentas certas, o crédito deixa de ser um vilão e volta a ser um aliado na realização dos seus planos.

O vídeocast “Como usar o crédito de forma consciente” é um episódio do programa Poupar pra Render, do Itaú, que tem como objetivo mostrar formas de usar o crédito de forma consciente para atingir sua saúde financeira.

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