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O que ninguém te conta sobre os custos de subir de classe social

Especialista mostra que o preparo técnico e o apoio institucional podem transformar o triunfo na profissão em segurança financeira duradoura

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Imagem de um homem em uma loja de joias
Imagem gerada por IA

Muitas vezes, uma promoção no trabalho, ou uma mudança de carreira pode trazer sucesso financeiro, a entrada em novos círculos sociais e uma série de novas responsabilidades. Tudo isso vem com um custo oculto: como se manter em um cenário novo e muitas vezes desafiador?

Subir de classe é um projeto de vida, mas, sem estratégia, pode virar uma armadilha. Diante disso, conversamos com Celson Placido, CEO da holding Apen, que detalha como evitar que o sucesso financeiro seja engolido pelo novo padrão e como usar ferramentas do Itaú para ajudar nessa jornada.

Um novo estilo de vida

Muitos profissionais experimentam saltos repentinos de ganhos. Segundo Celson Placido, geralmente o erro mais comum nesse caso é a "inflação do estilo de vida", onde, por falta de educação financeira, o indivíduo antecipa desejos de consumo e o patrimônio não acompanha o novo salário. "Eu vejo isso principalmente em médicos, onde o salário sobe muito… Eles acabam aumentando o seu custo de vida e o patrimônio não acompanha", explica o especialista.

Estratégia: Para quem vê a renda multiplicar, a regra de ouro é recalcular a rota de investimentos. Se antes a recomendação era poupar entre 10% e 15%, Placido sugere que, com o aumento da renda, esse percentual deve subir para 20% ou 25%, evitando que todo o ganho seja drenado pelo consumo imediato.

No Superapp Itaú, por exemplo, o cliente pode programar aportes mensais automáticos para garantir que esse excedente trabalhe para o futuro antes mesmo de ser gasto.

A armadilha do status

A ascensão social traz uma pressão silenciosa: a de pertencer. Placido alerta que o maior problema surge quando a pessoa começa a se comparar com quem já está no topo há mais tempo, buscando um status que ainda não pode sustentar.

"O que mata muita gente é olhar para o lado e comparar... Querendo mostrar status, tendo carros que não deveriam ter, imóveis que, de repente, não estariam prontos para ter", pontua o CEO da Apen.

“Muitas vezes, o indivíduo acaba vivendo no de "mundo de Nárnia", ou seja, priorizando a aparência para os outros em vez de seu próprio bem-estar”

No Itaú, o conceito de investir por objetivos ajuda a separar o "dinheiro do futuro" (aposentadoria em IPCA+) do "dinheiro do agora" (liquidez diária para emergências ou projetos de curto prazo)

Além disso, para quem já possui patrimônio, o uso de limites de crédito com garantia de investimento surge como uma ferramenta estratégica. Em vez de contratar linhas de crédito tradicionais e caras, o uso de investimentos como lastro reduz as taxas e pode preservar o fluxo de caixa.

Delegar para não "se automedicar" financeiramente

Profissionais de alta performance raramente têm tempo para a supervisão diária de ativos, e tentar gerir tudo sozinho pode gerar erros graves baseados em ansiedade ou falta de técnica. Placido, então, explica fazendo uma analogia direta com essa questão: "Se eu tenho um problema médico, eu não posso me automedicar. E nos investimentos é a mesma coisa"

Estratégia: Para profissionais com rotinas intensas, as Carteiras Administradas e a Consultoria de Investimento do Itaú são ferramentas essenciais. Elas permitem que o rebalanceamento da carteira seja feito por especialistas, garantindo que o dinheiro renda com estratégia técnica enquanto o cliente foca em sua carreira ou família.

O colchão que evita o tombo

Na vida financeira, imprevistos exigem proteção. O especialista ressalta que possuir uma reserva de emergência - cobrindo de seis a doze meses de gastos mensais - pode minimizar os impactos de uma demissão, garantindo que o profissional tenha fôlego financeiro para se adaptar à nova realidade sem desespero. "Se você conseguiu acumular um bom colchão, (a falta de renda) é um menor problema até que você se adapte a isso”.

Preparando os sucessores

Um dos desafios de uma família que ascende socialmente é transmitir valores em um novo contexto social. Educar para o amadurecimento envolve, inevitavelmente, o aprendizado sobre o valor das coisas.  Como ensinar o valor do planejamento quando, para os olhos de uma criança, o sucesso parece vir apenas de "trabalhar muito"?

Essa é uma barreira que o próprio Celson Placido vive dentro de casa. Pai de um casal de gêmeos de 15 anos e de um filho de 5 anos, o especialista revela que a teoria muitas vezes esbarra na resistência dos jovens. Segundo ele, os próprios filhos o questionam sobre a necessidade de aprender sobre finanças: "Pai, por que eu preciso dessa disciplina? Eu não vou utilizá-la no futuro, eu não utilizo."

Esse relato humaniza uma dor comum a muitas famílias em ascensão: enquanto a educação financeira não é aplicada no uso do dia a dia, ela parece um conceito abstrato e desnecessário. O risco é que os filhos cresçam sem entender o esforço por trás de cada conquista pode ser fácil.

A solução? O especialista diz que para quebrar essa resistência, a estratégia é transformar a disciplina em prática cotidiana.

Estratégia: Para apoiar os pais nessa missão, o Itaú Personnalité desenvolveu a Conta Itaú Personnalité Filhos e Filhas, uma solução para dependentes de 8 a 17 anos. A ferramenta permite uma autonomia assistida: os filhos dão os primeiros passos na gestão de mesadas e usam os Cofrinhos para metas lúdicas, enquanto os pais acompanham tudo em tempo real pelo SuperApp. Essa transição gradual do físico para o digital garante que a próxima geração cresça com a segurança necessária para preservar o patrimônio construído pela família.

No final, como reforça Placido, o mais importante na ascensão social não é o status ou os carros que se pode exibir, mas a capacidade de aproveitar experiências, relacionamentos e o tempo com a família. Ao dar aos filhos as ferramentas para gerir sua própria vida financeira, os leitores do Feito.Itaú garantem que o maior patrimônio transmitido não seja apenas o dinheiro, mas a segurança e a sabedoria para preservá-lo.

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