Ir para conteúdo principal

Do zero aos primeiros rendimentos: como e por onde começar a investir?

Especialista do Itaú explica os pilares para construir sua base financeira e diversificar o patrimônio com inteligência e ferramentas digitais.

Tempo de leitura:
Por Redação Feito.Itaú em
Imagem de dois homens conversando sobre investimentos

Muitas pessoas adiam o início da jornada no mercado financeiro por acreditarem que é necessário ter muito dinheiro guardado ou ser um expert em economia. A verdade é que o primeiro passo é mais simples do que parece e depende mais de organização e disciplina do que de grandes quantias.

Para desmistificar esse processo, estruturamos um guia de investimento com a ajuda de Martin Iglesias, especialista líder em investimentos e alocação de ativos do Itaú Unibanco. O objetivo é transformar a teoria em prática, usando as ferramentas digitais que você já tem na palma da mão.

1. O alicerce: Segurança antes do risco

Antes de olhar para as promessas de altos ganhos da Bolsa de Valores, é preciso olhar para dentro de casa. O começo de qualquer investidor de sucesso não é a busca pelo lucro máximo, mas pela estabilidade. É aqui que entra o conceito de reserva de emergência: aquele montante (geralmente de 3 a 6 meses de seus gastos fixos) que fica guardado para imprevistos.

"Para quem está começando, o primeiro passo não é buscar o maior retorno, mas construir uma base sólida. Isso significa montar uma reserva de emergência em investimentos conservadores e com liquidez. Antes de pensar em risco, é fundamental ter segurança", explica Martin Iglesias.

No Superapp do Itaú, o caminho para essa base sólida passa pelos produtos de Renda Fixa. Títulos como CDBs (Certificado de Depósito Bancário) que oferecem liquidez diária são os mais indicados, pois permitem que você resgate o dinheiro no mesmo dia se, por exemplo, o pneu do carro furar ou se surgir uma despesa médica inesperada.

2. A escolha do produto ideal para o iniciante

Para quem está dando os primeiros passos, o "economês" pode assustar. Siglas como CDI, Selic e IPCA parecem complexas, mas Martin simplifica a escolha para quem busca o primeiro aporte.

"Produtos atrelados ao CDI, como CDBs e fundos conservadores de renda fixa, costumam ser ferramentas bastante adequadas nesse início, especialmente quando oferecem liquidez diária. Eles permitem que o investidor comece a formar patrimônio com baixo risco e acesso rápido aos recursos em caso de necessidade", pontua o especialista.

Como investir no Superapp Itaú:

Ao acessar a aba de investimentos, você encontrará sugestões. O diferencial de investir pelo banco é a facilidade de visualizar o rendimento diário e a segurança de uma instituição sólida por trás do título.

3. O poder das metas: Investir com propósito

Um erro comum é investir "por investir". A psicologia financeira mostra que ter um objetivo claro ajuda a manter a disciplina. Se o dinheiro tem "nome e sobrenome" (como "Viagem 2026" ou "Meu Carro Novo"), as chances de você resgatar o valor antes da hora para um gasto supérfluo diminuem drasticamente.

Quando o investimento está associado a uma meta concreta, o comprometimento com o hábito de poupar tende a aumentar.

Essa visão é compartilhada por Iglesias, que destaca o papel educativo dessa estratégia:

"Hoje, os 'cofrinhos' ou investimentos vinculados a objetivos específicos também são um caminho natural para muitos iniciantes. A experiência se torna mais didática e motivadora", afirma Martin.

4. Os três pilares da decisão

Para não errar na escolha, Martin Iglesias sugere que o investidor sempre passe sua decisão por um filtro de três pontos principais:

  1. Liquidez: Em quanto tempo consigo transformar esse investimento em dinheiro na conta?
  2. Perfil de risco: O quanto eu aguento ver o saldo oscilar sem entrar em pânico?
  3. Horizonte de tempo: Quando pretendo usar esse dinheiro?

"Para quem está começando, a liquidez e o conservadorismo são prioritários. À medida que o investidor ganha conhecimento, estabilidade financeira e maior tolerância à volatilidade, pode começar a diversificar gradualmente", orienta o especialista.

Respeite o seu tempo

Muitos iniciantes travam na hora de investir por acharem que, se escolherem a Renda Fixa hoje, estão perdendo as oportunidades da Bolsa de Valores. Martin Iglesias esclarece que o segredo não é a velocidade, mas a progressão lógica.

"Esse processo costuma ser progressivo. Muitos investidores começam ampliando a carteira com crédito privado ou fundos multimercados, que já trazem um pouco mais de volatilidade. Posteriormente, ativos de renda variável podem ser incorporados, para perfis moderados e arrojados, ou mesmo para conservadores que tenham horizonte mais longo e aceitem oscilações no curto prazo", explica.

Essa visão é fundamental para entender que até o investidor mais conservador pode, em algum momento, ter uma pitada de risco na carteira, desde que o objetivo seja de longo prazo (como a aposentadoria).

Conheça os perfis de Investimento no Itaú:

Para ajudar nessa "escada", o banco utiliza o questionário de Suitability, que divide os investidores em três categorias principais:

  • Conservador: Prioriza a segurança e a liquidez. O foco é não perder o que já conquistou. É o perfil ideal para quem está montando a reserva de emergência.
  • Moderado: Já aceita um pouco de oscilação em busca de retornos acima da inflação. Começa a flertar com Fundos Multimercados e Crédito Privado (como as Debêntures).
  • Arrojado: Entende que a volatilidade faz parte do jogo. Tem uma fatia maior da carteira em Ações e ativos internacionais, focando no potencial de valorização ao longo dos anos.

5. A evolução da carteira: Além da Renda Fixa

Uma dúvida frequente é: quando é a hora de arriscar um pouco mais? A resposta não é uma data no calendário, mas sim um processo de amadurecimento.

Investir é uma jornada que começa com proteção e evolui com aprendizado. Segundo Martin, a evolução costuma seguir uma trilha lógica:

  • Passo 1: Renda Fixa Conservadora (CDBs / Título do Tesouro).
  • Passo 2: Crédito Privado ou Fundos Multimercados (um pouco mais de pimenta na carteira).
  • Passo 3: Renda Variável (Ações e FIIs) para quem tem foco no longo prazo.
  • Passo 4: Diversificação Internacional.

5. A evolução da carteira: Além da Renda Fixa

Uma vez que a base está sólida e você já entende como seu perfil reage às pequenas oscilações, a diversificação pode cruzar fronteiras. Nessa hora, olhar para o mercado global não é apenas para "quem é rico", mas uma estratégia de proteção de patrimônio.

"A diversificação internacional também agrega valor. Ela pode começar com uma pequena exposição, como títulos do Tesouro americano para perfis mais conservadores, e crescer conforme aumentam a tolerância ao risco e os objetivos em moeda estrangeira", destaca Iglesias.

Resumo da Jornada: Por onde começar hoje?

Não espere o "momento perfeito". No Itaú, você pode começar com valores baixos, permitindo que você aprenda na prática.

  1. Diagnóstico: Descubra seu perfil no Superapp (Leva menos de 2 minutos).
  2. Use o Superapp Itaú: tenah uma visão completa do seu patrimônio e receber recomendações personalizadas dos especialistas.
  3. Primeiro Degrau: prefira um investimento com liquidez diária até atingir sua meta de reserva.
  4. Diversificação: Com a reserva pronta, comece a explorar Fundos Multimercados ou títulos de inflação (IPCA+).
  5. Acompanhamento: Use as ferramentas de "Carteira Recomendada" do banco para ajustar sua rota conforme o mercado muda.
  6. Programe seus aportes: Ative o investimento programado. Assim, todo mês, uma parte do seu salário é investida automaticamente antes mesmo de você pensar em gastar.

Como resume Martin Iglesias: "Investir deve sempre estar alinhado ao perfil, aos objetivos e ao momento de vida de cada investidor". O importante é dar o primeiro passo.

InvestimentosRendaPlanejamento