A relação entre pequenos e médios empreendedores e a tecnologia passa por uma mudança acelerada, com impactos diretos na gestão financeira, na tomada de decisão e na busca por eficiência. É o que indica a pesquisa “Do caderninho à inovação: os novos caminhos do empreendedor brasileiro”, realizada pela Quaest para o Itaú Emps, que ouviu 600 empreendedores com faturamento entre R$ 200 mil e R$ 3 milhões por ano. O estudo mostra um Brasil empreendedor cada vez mais digitalizado, embora ainda marcado por diferenças significativas de maturidade e de acesso a ferramentas avançadas.
Os dados revelam que 49% têm como principal meta o aumento do faturamento e 18% miram a expansão e a estruturação do negócio, indicando uma transição entre o estágio de sobrevivência e o de consolidação. Porém, mesmo com metas ambiciosas, boa parte dos entrevistados ainda opera com controles tradicionais: 16% usam cadernetas, 23% dependem de planilhas simples e 23% contam basicamente com o contador, cujo foco é mais tributário do que gerencial. Entre as principais demandas para uma gestão financeira mais forte, destacam-se orientação para tomada de decisão e controle de custos. É nesse contexto que tecnologias acessíveis, personalizadas e conectadas ao dia a dia do empreendedor começam a ganhar relevância.
A pesquisa também mostra diferentes graus de familiaridade com a inteligência artificial generativa. Apenas 20% dos empreendedores mais tradicionais utilizam a tecnologia com alguma frequência. Entre os mais habituados às ferramentas digitais, esse percentual sobe para 54% no grupo que acessa IA todos os dias e chega a 65% entre os exploradores, que recorrem a ela algumas vezes ao mês. O uso é variado: desde apoio em tarefas de marketing e relacionamento até geração de conteúdo, análise de dados e, em menor escala, decisões financeiras.
Ferramenta estratégica do empreendedorismo
Nathália Porto, diretora de Inteligência de Mercado da Quaest, destaca que esses comportamentos revelam um momento de inflexão. Segundo ela, a IA deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma ferramenta concreta no dia a dia dos negócios brasileiros. “Mas como os pequenos e médios empreendedores estão lidando com essa transformação?”, indaga. Ela explica que os perfis mapeados compartilham necessidades semelhantes, como orientação de gestão, mas lidam com a tecnologia de maneiras distintas.
O estudo também indica receios, especialmente entre empreendedores em fase de adaptação, que demonstram preocupação com segurança, precisão das informações e falta de domínio sobre o uso das tecnologias. “Há uma oportunidade clara: o interesse por orientação de gestão abre espaço para ferramentas de IA voltadas à educação financeira e planejamento estratégico”, diz Nathália. Já entre os mais exploradores, há espaço para soluções avançadas, personalizáveis e voltadas ao crescimento.
A pesquisadora destaca que a IA não deve ser entendida como um destino, mas como um recurso integrado ao cotidiano. Em suas palavras, “o que os une é o desejo de crescer, de gerir melhor e de encontrar soluções que façam sentido para sua realidade. A IA, nesse contexto, não deve ser vista como um fim em si mesma, mas como uma ferramenta que pode, e deve, ser adaptada ao ritmo de cada empreendedor”. Para ela, tecnologia eficaz é aquela que combina propósito, escala, empatia e inclusão. “Estar ao lado de cada empreendedor significa oferecer não apenas ferramentas, mas também repertório, segurança e oportunidades claras de crescimento a partir do uso sólido e orientado da IA”, garante.
Itaú Emps
Esse cenário se conecta diretamente ao Itaú Emps, banco digital do Itaú Empresas voltado a pequenos empreendedores e profissionais autônomos com faturamento anual entre R$ 200 mil e R$ 3 milhões. A solução reúne um conjunto de produtos estratégicos - como Pix ilimitado gratuito para pagamentos, serviços de pagar e receber, limite emergencial, cartão de crédito e opções como Pronampe - em um app leve e sem mensalidade. A plataforma inclui ainda uma inteligência artificial generativa contextualizada, capaz de apoiar o empreendedor com análises de fluxo de caixa, comparativos de vendas, precificação e visão de entradas e saídas, entre outros assuntos estratégicos.
O Itaú Emps também se apoia em uma demanda prioritária para os empresários: segurança. Com investimentos robustos em tecnologia, a ferramenta opera sobre a mesma infraestrutura do Itaú e segue os princípios de IA responsável, com testes contínuos, mitigação de vieses e guardrails específicos para proteger dados e decisões. A combinação de tecnologia, atendimento humano quando necessário e prateleira personalizada expande o alcance consultivo do Itaú Empresas, oferecendo soluções escaláveis para milhões de pequenos negócios.
Democratização da IA
Nathália Porto reforça que o avanço da IA passa por torná-la acessível, compreensível e útil. “A jornada dos pequenos empreendedores brasileiros com a IA está apenas começando e seu sucesso dependerá da capacidade de adaptar a tecnologia às realidades diversas que compõem esse ecossistema. Torná-la acessível e útil é o que permitirá que a IA seja, de fato, uma ponte para o crescimento”, afirma.
A pesquisa indica que o processo de digitalização dos negócios brasileiros continuará se aprofundando, e soluções como o Itaú Emps tendem a atender justamente às lacunas identificadas: orientação personalizada, gestão integrada, apoio consultivo e segurança. É esse conjunto que define o novo momento dos pequenos empreendedores e amplia as possibilidades para quem deseja crescer de forma sustentável, eficiente e alinhada ao uso responsável da tecnologia.
Como acessar o Itaú Emps
- Baixe o aplicativo Itaú Emps na loja de apps.
- Faça a abertura da conta diretamente pelo celular, sem mensalidade.
- Todo o atendimento e as ferramentas - incluindo o assessor digital de IA - ficam disponíveis no app.
- Saiba mais em www.itau.com.br/emps.
