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Férias em casa: saiba como transformar o tempo livre em boas memórias para as crianças

Convivência, rotina equilibrada e atividades compartilhadas podem tornar o período tão inesquecível quanto uma viagem

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Por Redação Feito.Itaú
Publicado em Atualizado em
Imagem de uma mãe e um filho assistindo TV e comendo pipoca
Imagem gerada por IA

Nos primeiros dias após o retorno às aulas, uma atividade costuma se repetir em escolas de todo o país: a redação sobre as férias. Algumas crianças escrevem sobre praias, hotéis e passeios. Outras contam histórias bem diferentes: o bolo preparado com a mãe, a cabana montada na sala, uma tarde na praça do bairro ou a maratona de filmes em família.

Para muitas famílias, essa comparação pode gerar desconforto. Afinal, nem sempre o orçamento permite viagens durante o recesso escolar. Mas será que férias memoráveis dependem, necessariamente, de deslocamentos e grandes programações?

Na avaliação de especialistas, não. O que costuma permanecer na memória das crianças está menos ligado ao valor investido e mais ao tempo compartilhado, à participação e aos pequenos rituais construídos ao longo dos dias.

O primeiro passo é deixar a comparação de lado

A planejadora financeira, pedagoga e pesquisadora Olívia Resende, especialista em educação financeira, economia comportamental, neuroeducação e desenvolvimento infantil, avalia que existe uma pressão para que as férias sejam sinônimo de grandes experiências.

“As redes sociais acabaram se tornando uma vitrine. Muitas famílias passam a acreditar que precisam reproduzir determinadas experiências para oferecer boas férias aos filhos. Mas essa cobrança não nasce das necessidades da criança. Ela surge de expectativas externas”, afirma.

Essa pressão pode levar pais a associarem viagens e gastos elevados à ideia de cuidado e afeto. Na avaliação de Resende, a comparação costuma desviar a atenção do que realmente está ao alcance da família. Em vez de focar naquilo que não será possível fazer, a proposta é olhar para as possibilidades concretas do período e construir uma programação compatível com a realidade financeira da casa.

Planejamento também ajuda quem vai ficar na cidade

Organizar as férias não é uma tarefa exclusiva de quem pretende viajar. Reservar momentos de convivência, distribuir atividades ao longo das semanas e envolver as crianças nas escolhas pode colaborar para tornar o período mais leve para todos.

É o que pretende fazer a administradora Letícia Coelho, de 37 anos, moradora de Manaus. Mãe de Henrique, de seis anos, ela já começou a planejar as próximas férias escolares do filho. Sem previsão de viagem neste ano, decidiu montar uma programação que combine lazer, convivência e atividades dentro da própria cidade.

A lista inclui sessões de cinema na sala, receitas preparadas em conjunto, visitas a parques públicos e brincadeiras escolhidas pelo menino. “Percebo que ele gosta muito mais de participar das atividades do que simplesmente receber algo pronto. Mesmo sem grandes investimentos, vamos construir histórias maravilhosas juntos”, conta.

O que realmente fica na memória das crianças

Quem observa uma criança relembrando as férias percebe que as recordações nem sempre estão ligadas aos momentos mais caros. Uma receita preparada em família, uma caminhada diferente, um jogo inventado dentro de casa ou uma atividade repetida ao longo de várias semanas podem ganhar um significado especial.

Segundo Olívia Resende, o envolvimento da criança faz diferença nesse processo. Por isso, atividades que convidam os filhos a participar tendem a produzir mais engajamento do que programações organizadas exclusivamente pelos adultos. “Participação, convivência e vínculo costumam ter um peso muito maior do que o custo da programação”, destaca a especialista em educação financeira.

Quatro ideias para construir experiências durante as férias

1. Criar pequenos rituais

Nem sempre são os grandes passeios que ficam na memória. Muitas vezes, o que marca as férias são os momentos que se repetem: uma noite de jogos por semana, uma sessão de cinema aos sábados ou um lanche preparado em família. Esses pequenos rituais ajudam a criar expectativas positivas e fortalecem a convivência.

Para quem gosta de programas em casa, vale aproveitar esse período para criar uma experiência diferente sem sair da sala. O Combinaqui, disponível no app Itaú, reúne combos de streaming que ampliam as opções de entretenimento para toda a família. Já quem prefere a experiência da telona pode contar com benefícios como descontos em ingressos de cinema disponíveis para clientes Itaú Personnalité em determinados níveis do programa Minhas Vantagens.

2. Dar voz às crianças

As férias também são uma oportunidade para que as crianças participem mais das decisões do dia a dia. Permitir que escolham um filme, sugiram um passeio ou ajudem a planejar uma atividade aumenta o sentimento de pertencimento e torna as experiências mais significativas.

3. Aproveitar espaços públicos

Praças, parques, bibliotecas, centros culturais e áreas de convivência podem render dias inteiros de diversão sem exigir grandes gastos. Além de estimular o contato com novos ambientes, esses espaços ajudam a quebrar a rotina e incentivam o movimento. Vale ficar de olho também na programação do Itaú Cultural e em eventos patrocinados pelo Itaú, que ao longo do ano oferecem opções de exposições, shows e atividades para diferentes idades.

Além disso, uma forma diferente de explorar a cidade é fazer os trajetos de bicicleta. Clientes Uniclass que participam do Minhas Vantagens, em determinados níveis, podem contar com até duas viagens mensais gratuitas no Bike Itaú, o que pode ser um incentivo extra para transformar um simples passeio em família em uma nova aventura.

4. Transformar tarefas em experiências

Preparar uma receita, cuidar das plantas, montar uma horta ou reorganizar um cantinho da casa podem parecer atividades simples, mas costumam se transformar em momentos de aprendizado e conexão. Além da diversão, essas experiências podem abrir espaço para conversas importantes sobre escolhas, prioridades e planejamento.

Uma maneira de tornar esse aprendizado mais concreto é criar pequenas metas em conjunto. Vale montar um cofrinho físico ou usar ferramentas digitais, como os Crofrinhos Itaú, para separar dinheiro para comprar os ingredientes da receita especial, adquirir mudas e sementes para a hortinha ou juntar para aquele brinquedo dos sonhos que vai ganhar um lugar especial no cantinho recém-organizado.

O tédio é um convite à criatividade

Durante o período de férias, muitos pais sentem a necessidade de preencher a agenda das crianças do início ao fim do dia. Cursos, oficinas e atividades recreativas acabam substituindo a rotina escolar. Mas o descanso também faz parte das férias.

Olívia Resende observa que os períodos de tempo livre contribuem para a criatividade, a autonomia e a capacidade de a criança criar suas próprias brincadeiras. “Em ambientes seguros e acolhedores, o tédio pode abrir espaço para invenção, criatividade e autorregulação”, garante.

Isso não significa ausência de rotina. Ter horários aproximados para refeições, descanso e lazer ajuda a trazer previsibilidade para o dia a dia sem transformar as férias em uma extensão da escola.

Como reduzir os conflitos com as telas

Celulares, tablets e televisão costumam ocupar mais espaço durante o recesso escolar. A questão, no entanto, não é eliminar completamente as telas, mas evitar que elas se tornem a única forma de entretenimento.

Uma alternativa é organizar o dia em blocos de atividades: um período para brincadeiras livres, um momento para atividades compartilhadas e um tempo reservado para os dispositivos eletrônicos. A previsibilidade costuma reduzir negociações constantes e ajuda a criança a compreender melhor os limites estabelecidos.

Assim, férias inesquecíveis não são medidas pela distância percorrida nem pelo tamanho do investimento. Quando há tempo compartilhado, participação e espaço para criar memórias juntos, os momentos mais simples podem se transformar nas histórias que as crianças vão carregar para a vida.

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