A série Inventando Anna, da Netflix, conta a história de Anna Sorokin, jovem que se infiltrou na elite de Nova York ao construir uma identidade fictícia de herdeira milionária. A trama levanta uma discussão que também aparece no mundo real: como a busca por status pode impactar a vida financeira das pessoas.
Na série, Anna Delvey circula por hotéis de luxo, restaurantes caros e eventos exclusivos enquanto constrói uma reputação de milionária. O problema é que grande parte desse estilo de vida era sustentado por promessas de investimento, empréstimos e contas que raramente eram pagas.
A história real por trás da série
Na vida real, Anna Sorokin foi condenada em 2019 por crimes financeiros relacionados a fraude. As investigações mostraram que ela utilizava comprovantes financeiros falsificados e narrativas de negócios milionários para obter crédito e manter seu padrão de vida.
O caso ganhou repercussão mundial porque revelou algo além do golpe em si: como uma um sucesso forjado pode abrir portas em ambientes sociais.
O comportamento financeiro por trás da história
Embora o caso retratado na série envolva fraude, o tema central dialoga com um comportamento mais comum: o consumo para sustentar uma imagem social.
A pesquisa “Consciência e Prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizada pelo Itaú em parceria com o grupo Consumoteca, aponta que o relacionamento das pessoas com o dinheiro vai muito além da matemática do orçamento. Fatores emocionais, sociais e culturais também influenciam decisões financeiras, incluindo o desejo de manter determinados padrões de consumo.
Isso ajuda a explicar por que, muitas vezes, assumimos gastos acima da nossa própria realidade financeira para acompanhar expectativas do ambiente social ou profissional.
Organização financeira como antídoto
Para enfrentar esse tipo de desafio cotidiano, o Itaú tem ampliado as ferramentas de planejamento financeiro. No Superapp do Itaú, por exemplo, uma das soluções criadas para ajudar na organização do dinheiro são os Cofrinhos, que permitem separar valores para metas específicas, como viagens, estudos ou uma reserva de emergência.
A ferramenta permite guardar dinheiro a partir de R$ 1 e acompanhar a evolução dos objetivos diretamente no aplicativo, facilitando a visualização das metas e o hábito de poupar.
Segundo Mario Miguel, diretor de Plataformas de Contas, Pagamentos e Cartões do Itaú Unibanco, a ideia é tornar a gestão financeira mais simples no dia a dia.
“Sabemos que muitas pessoas enfrentam dificuldades para organizar suas finanças quando todo o dinheiro está concentrado em um único saldo. Desenvolvemos uma solução prática que permite criar reservas e acompanhar a evolução do dinheiro guardado de forma simples e acessível”, afirma o executivo.
Outra inovação que busca trazer mais previsibilidade para o orçamento é o Pix Automático, modalidade que permite programar pagamentos recorrentes como contas de serviços ou mensalidades, diretamente pelo Pix, reduzindo o risco de atrasos e facilitando o controle financeiro.
A história de Anna Delvey mostra que aparência de riqueza não significa estabilidade financeira. Planejamento, organização e consciência sobre o próprio padrão de consumo são fatores essenciais para evitar um ciclo de dívidas.
