Ir para conteúdo principal

“Eu me tornei dona da minha própria história… e do meu negócio”

Da sala de cirurgia ao empreendedorismo: como abrir minha clínica virou uma jornada de coragem, gestão e apoio certo na hora certa

Tempo de leitura:
Por Redação Feito.Itaú em
Empreendedora Karla Giusti sentada olhando para a câmera

Quando eu decidi que queria ter minha própria clínica, sabia que carregava comigo anos de formação, dedicação e amor pela medicina. Sou a doutora Karla Giusti Zacharias, ginecologista, especializada em reprodução humana, cirurgia robótica, laser íntimo e terapia hormonal. O que eu não sabia e descobri rápido é que empreender na saúde exigiria muito mais do que técnica: exigiria de mim uma nova identidade.

Aprendi, na marra e com muita humildade, que abrir uma empresa é quase como abrir o peito. De repente, eu, que sempre estive focada no cuidado e na entrega do serviço, precisei entender de fluxo de caixa, controle de estoque, precificação, custos fixos e variáveis, e toda uma engrenagem que nunca fez parte da minha rotina quando eu trabalhava para outras pessoas. E é curioso dizer isso, mas foi aí que eu percebi: eu fazia conta de padaria.

Não porque eu não me importasse, mas porque simplesmente não sabia tudo o que precisava considerar. Luz, aluguel, condomínio, hora da sala, salário das funcionárias, materiais, equipamentos. Isso muda tudo. E muda também a noção de preço, de lucro, de saúde financeira do negócio.

Essa virada de chave veio quando fiz um curso voltado para médicos empreendedores. Eu olhei ao redor e vi colegas construindo suas próprias clínicas, encontrando sua voz, exercendo a medicina com autonomia, criando cultura, protocolos, identidade. Ali nasceu em mim um desejo profundo: ter meu próprio espaço, do meu jeito.

Mas, claro, o caminho não foi simples.

O começo e os desafios invisíveis

Montar o plano de negócio foi meu primeiro grande teste. Colocar no papel a realidade das contas, prever cenários, planejar a sobrevivência da empresa tudo isso exigiu de mim uma organização emocional que eu ainda estava aprendendo a ter.

Depois vieram os desafios com pessoas. Construir uma equipe alinhada à excelência que eu desejava para minha clínica foi um processo de tentativa, erro e paciência. Tive trocas importantes, precisei ajustar expectativas, treinar, treinar de novo. Empreender também é isso: liderar, cuidar, corrigir, confiar e recomeçar quando necessário.

O fluxo de caixa, embora desafiador, não foi meu maior obstáculo, especialmente porque muitos pacientes já me acompanhavam há anos. Essa confiança deu fôlego ao meu início e me mostrou que eu estava no caminho certo.

O papel do Itaú na minha jornada

No meio desse processo, encontrei apoio onde menos esperava.

Fui selecionada para o curso Empreendedoras do Futuro, do Itaú Mulher Empreendedora, e ali encontrei mulheres que, assim como eu, estavam construindo negócios com propósito, tropeçando, aprendendo, compartilhando dores e soluções. Troquei experiências valiosas, recebi insights práticos, descobri ferramentas, parceiros e conhecimentos que ninguém ensina na faculdade de medicina.

Além disso, ter uma gerente presente fez toda diferença. A Thaís, do Itaú Empresas, sempre me ajudou a resolver problemas com rapidez e clareza. Essa sensação de não estar sozinha de ter orientação quando eu precisava me trouxe tranquilidade para focar onde eu sou essencial: no cuidado às pacientes.

E é exatamente isso que estudos recentes mostram: quando empreendedores têm apoio, informação e orientação, negócios se tornam mais fortes, mais sustentáveis e mais preparados para o futuro. O Itaú, com suas soluções e programas de capacitação, vem investindo em bem-estar financeiro e autonomia para empreendedoras como eu  oferecendo controle, clareza e ferramentas que ajudam a tomar decisões de forma mais segura e consciente.

Por que empreender?

Porque eu queria liberdade. Queria poder criar eventos, oferecer novas terapias, montar programas de acompanhamento, planejar jornadas de cuidado mais amplas. Queria autonomia para fazer medicina com o meu propósito e isso só seria possível tendo o meu próprio negócio.

Hoje, a clínica que construí é voltada para a saúde da mulher, para qualidade de vida, para quem busca engravidar e para quem está vivendo o climatério. É um espaço de acolhimento, ciência e confiança.

E mesmo com tantos papéis, ainda preciso existir fora da clínica. Para manter a saúde mental, treino, jogo pádel, faço musculação, assisto séries, degusto vinhos. Respiro. E, claro, cuido das finanças com disciplina: acompanho gastos, mantenho contas separadas, evito misturar pessoa física e jurídica e só faço investimentos quando eles realmente cabem no momento do negócio.

O conselho que eu deixo para outras mulheres

Vale a pena. Empreender te dá propósito, utilidade, impacto. Mas é preciso ter resiliência, porque as dificuldades virão. E perseverança, porque o crescimento, o profissional e  pessoal acontece todos os dias, um passo de cada vez. Se eu pudesse resumir minha jornada em uma frase, seria esta:

Construir meu próprio negócio foi, antes de tudo, um ato de coragem de confiar na mulher que eu me tornei e na profissional que sempre fui.

E, com os apoios certos, inclusive financeiros, essa coragem se transforma em caminho, rotina e futuro.

Mulher empreendedoraEmpreendedorismo