Ter apenas um salário já não representa segurança financeira para a maioria das pessoas. Uma pesquisa realizada pelo Itaú em parceria com o Grupo Consumoteca mostra que oito em cada dez brasileiros dizem buscar múltiplas fontes de renda para se sentirem mais protegidos financeiramente. O dado revela uma mudança importante na forma como o país pensa dinheiro, estabilidade e prosperidade.
O levantamento faz parte do estudo “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, que investigou hábitos e percepções financeiras de cinco mil pessoas em 15 estados. O resultado aponta que o conceito de prosperar deixou de estar ligado apenas ao emprego fixo ou à capacidade de consumir e passou a incluir diversificação de renda, autonomia e construção de patrimônio ao longo do tempo.
Na prática, isso significa que cada vez mais brasileiros buscam formas diferentes de ganhar dinheiro ao mesmo tempo.
O que significa ter múltiplas fontes de renda
É não depender de apenas um fluxo financeiro. Isso pode acontecer de várias formas, por exemplo:
- trabalho formal combinado com renda de investimentos;
- pequenos negócios ou vendas online;
- freelancer ou serviços pontuais;
- aluguel de imóveis ou ativos;
- renda digital, como produção de conteúdo ou comércio eletrônico.
Segundo a pesquisa, os brasileiros associam prosperidade a diferentes caminhos. Entre os entrevistados:
- 49% dizem buscar renda passiva, como investimentos;
- 45% veem no empreendedorismo uma forma de prosperar;
- 41% acreditam que investir em educação aumenta o potencial de renda;
- 26% recorrem a trabalhos extras ou projetos paralelos.
Durante décadas, o modelo dominante era simples: ganhar e poupar. Hoje, o raciocínio tende a ser outro: ganhar, diversificar e construir patrimônio ao longo do tempo.
Por que diversificar renda virou estratégia de segurança
1. Busca por estabilidade
O histórico de crises econômicas, inflação e mudanças no mercado de trabalho criaram a percepção que depender de apenas uma renda pode ser arriscado. Ter alternativas funciona como uma rede de proteção financeira.
2. Transformação do trabalho
A economia digital ampliou as possibilidades de gerar renda. Hoje é comum combinar diferentes atividades ao mesmo tempo: emprego formal, freelas, pequenos negócios ou investimentos.
3. Mudança na ideia de prosperidade
O estudo também mostra que 41% dos brasileiros consideram os empreendedores como modelos de sucesso, sinal de que prosperar passou a ser associado a autonomia e capacidade de gerar oportunidades.
Para Marina Roale, head de insights do Grupo Consumoteca, essa mudança tem forte componente geracional.
“Se os boomers associavam prosperidade a estabilidade e carreira linear, os millennials passaram a buscar flexibilidade. Já a geração Z vê prosperidade como autonomia, diversificação de renda e capacidade de adaptação”, afirma.
A tecnologia também mudou a forma de receber dinheiro
A digitalização das finanças também ajudou a viabilizar esse novo modelo de renda. A popularização do Pix, por exemplo, tornou mais simples receber pagamentos por serviços, freelancer e pequenos negócios, muitas vezes de forma instantânea.
Isso reduziu barreiras para quem trabalha de forma autônoma ou mantém atividades paralelas ao emprego principal.
O desafio passa a ser organizar o dinheiro
Diversificar renda pode aumentar oportunidades, mas também exige mais organização financeira.
Quando o dinheiro passa a chegar por diferentes caminhos (salário, vendas, serviços ou investimentos), acompanhar tudo se torna essencial para entender quanto realmente entra no mês e como esse valor está sendo usado.
Hoje, ferramentas digitais como as do Itaú classificam automaticamente receitas e despesas ajudam a visualizar esses fluxos e identificar oportunidades de poupar ou investir parte da renda extra.
No Superapp Itaú existem funcionalidades que foram pensadas para apoiar essa tarefa:
- Cofrinhos: permitem separar pequenos valores para objetivos específicos (uma emergência, um presente, um passeio), sem misturar com o dinheiro das contas do dia a dia ou para ajudar a separar entradas de valor de fontes diferentes;
- Controle de Gastos: organiza automaticamente as despesas por categorias, ajudando a enxergar para onde o dinheiro está indo – e onde talvez dê para ajustar;
- Ajuste de Limites: possibilita adaptar o limite do cartão de crédito ao momento financeiro, reduzindo o risco de comprometer a renda com parcelas que não cabem no bolso, fazendo com que as entradas das múltiplas fontes acabem indo apenas para pagar contas e despesas.
Outra estratégia comum entre quem tem múltiplas rendas é separar o dinheiro por objetivos. Dividir valores destinados à reserva de emergência, estudos, viagens ou projetos pessoais facilita o planejamento e evita que a renda extra desapareça no orçamento cotidiano.
