A medicina sempre fez parte de mim, desde muito cedo e eu aprendi que cuidar vai muito além do toque. Meu nome é Nina Pimenta, sou cirurgiã geral, especialista em trauma e coloproctologia, e atualmente faço pós-graduação em fisiologia anorretal na USP (Universidade de São Paulo).
Sempre me interessei por entender o corpo humano, talvez porque o corpo, de alguma forma, revele tudo o que somos. Foi estudando anatomia no primeiro ano da faculdade que tive certeza da minha escolha. Aquela precisão dos gestos, o cuidado em cada movimento… era como aprender uma nova linguagem.
Na minha família, ninguém era médico. Mesmo assim, sempre fui incentivada a estudar, a me dedicar, a não desistir. Meus pais, meu companheiro e meus amigos sempre foram meus alicerces. Eles entendem que, na medicina, o tempo é diferente e que o aprendizado nunca termina.
Mas o tempo também me mostrou o outro lado da profissão. O atendimento tradicional me deixava frustrada. As consultas rápidas, o relógio sempre contra nós, a falta de espaço para ouvir o paciente. Eu queria outra forma de cuidar, mais humana, mais presente, mais minha. Foi então que decidi abrir meu consultório.\
“Abrir um CNPJ foi quase como fazer a primeira cirurgia sozinha: um corte diferente, mas igualmente desafiador"
De repente, me vi diante de um mundo que a faculdade não ensina: planilhas, precificação, impostos, fluxo de caixa. Nenhum livro de anatomia prepara a gente para isso.
Foi quando abri meu CNPJ e escolhi o Itaú para minha conta empresarial. Sempre vi o banco como um lugar seguro, sólido, confiável e era exatamente disso que eu precisava naquele momento.
Desde o início, contei com o apoio da minha gerente, Thais Martins, que se tornou uma espécie de mentora nessa fase. Ela não só me orientou na abertura da conta PJ, mas também me apresentou ferramentas para entender melhor a gestão financeira, organizar custos e separar as contas pessoais das profissionais. Me indicou cursos, enviou materiais, tirou dúvidas que pareciam bobas mas que, no dia a dia, fazem toda a diferença.
Hoje, posso dizer que a Thais é uma parte importante da minha rotina. Ela me lembra que empreender também é aprender.
Meu consultório é pequeno, o Pimenta Serviços Médicos. Somos só eu, minha secretária e uma instrumentadora cirúrgica que me ajuda quando necessário. Mas, mesmo sendo uma equipe enxuta, temos um propósito imenso: oferecer tempo e qualidade a quem busca atendimento.
“Empreender me fez revisitar tudo o que aprendi: é preciso ter técnica, mas também coragem para começar do zero”
No início, as planilhas me assustavam mais do que uma cirurgia complexa. Mas aos poucos, fui dominando o processo. As soluções digitais do Itaú me ajudaram a organizar o fluxo de caixa, receber pagamentos por Pix e acompanhar tudo em tempo real, com praticidade.
Essa autonomia me devolveu o que eu mais queria: tempo para focar no que realmente importa, o paciente.
Ser mulher, negra e cirurgiã é uma travessia diária. A área cirúrgica ainda é, em grande parte, masculina. Já senti olhares que duvidavam da minha competência, já precisei provar mais do que colegas homens. Mas aprendi a transformar cada obstáculo em impulso. Não há espaço para desistir quando o que te move é o propósito.
Empreender, nesse sentido, também foi um ato de resistência, sabe? Foi assumir o controle da minha própria narrativa, sem abrir mão da minha essência.
Hoje, percebo o quanto cresci. O consultório é mais do que um espaço físico é o reflexo de uma nova forma de viver a medicina. E o melhor é ver que o esforço começa a florescer: esse tem sido o melhor ano da minha vida. Os atendimentos aumentaram, a rotina se organizou, e eu me sinto, enfim, no caminho certo.
“A Thais me ajudou a entender que gestão também é cuidado só que voltado pra mim mesma”
O apoio que encontrei no Itaú foi fundamental. Desde a segurança na movimentação da conta PJ até os cursos e conteúdos que me ajudaram a entender o dia a dia do negócio. Cada detalhe conta: receber um Pix com notificação imediata, planejar as despesas do mês, entender como reinvestir os lucros. São pequenas engrenagens que fazem o consultório girar e que me permitem respirar, planejar e cuidar com mais calma.
Empreender não é simples. É abrir mão de certezas, testar caminhos, se reinventar todos os dias. Mas, ao mesmo tempo, é libertador. É olhar para o próprio trabalho e reconhecer ali um pedaço de quem você é.
Eu ainda estou no começo dessa jornada, e sei que há muito o que aprender. Mas, pela primeira vez, sinto que a medicina e o propósito caminham juntos e dão certo.
Quando fecho a porta do consultório no fim do dia, olho em volta e penso: isso aqui é o resultado de todas as madrugadas, de cada plantão, de cada dúvida. É o reflexo de uma mulher que entendeu que também pode ser dona do próprio tempo.
E, sinceramente? Se eu aprendi a abrir uma barriga, não vai ser uma planilha que vai me vencer, né?
