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Guia da reforma: o que você precisa saber antes de transformar o seu lar

Confira dicas práticas, custos e etapas essenciais para planejar e executar uma obra que cabe no seu bolso

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Por Redação Feito.Itaú em
Casal em uma sala em reforma

Mais do que mudar paredes ou cores, reformar a casa ou o apartamento é transformar um espaço e, muitas vezes, realizar um sonho. No entanto, para que essa jornada seja prazerosa e livre de imprevistos, o planejamento financeiro é tão essencial quanto o projeto arquitetônico. Afinal, uma obra bem-sucedida é aquela que se encaixa no seu orçamento. Para desvendar os passos cruciais para organizar suas finanças antes de ligar a betoneira, o Feito.Itaú conversa com a arquiteta paulista Cristiane Schiavoni, 51, para garantir que a sua reforma não se torne um pesadelo de dívidas.

1. O ponto de partida: o orçamento realista

O primeiro e mais importante passo é estabelecer quanto você realmente pode gastar. Isso vai além de pesquisar o preço médio da mão de obra.

Segundo a arquiteta , o ponto de partida antes de começar qualquer obra é o planejamento financeiro. Nessa hora, a pessoa precisa ter clareza do quanto pode investir e, principalmente, ser transparente com o arquiteto. “Costumo dizer que o arquiteto é como um médico: quanto mais informações o cliente der, mais precisa será a solução. Quando se tenta esconder ou subestimar o orçamento, o risco de ter surpresas é muito maior”, avalia a profissional, que atua há mais de 20 anos nas áreas de arquitetura, decoração e reforma, e mantém em São Paulo um escritório que leva o seu nome.

Por isso, você deve considerar no seu planejamento o teto máximo de gastos. Analise suas finanças e a capacidade de destinar recursos mensais para a obra, sem comprometer seu estilo de vida ou outras obrigações.

Em uma construção nova, recomenda-se fazer uma reserva financeira de cerca de 15%. Já em reformas, que são mais imprevisíveis, essa reserva pode subir para 20% ou 25%. Isso porque a reforma sempre traz surpresas, como descobrir vazamentos, estruturas comprometidas ou instalações antigas que precisam ser refeitas.

O papel do arquiteto é justamente ajudar a definir um orçamento realista e montar um projeto maduro, discutindo desde o início a funcionalidade, o acabamento e a estética. “Quando tudo isso é conversado antes, as chances de retrabalho e de gastos adicionais desnecessários diminuem muito.”

2. A estrutura financeira: como organizar os recursos

adulto colocando moeda em um cofre com formato de porquinho
Foto: new africa/ Shutterstock/ Modificada com IA

Com o valor em mente, é hora de estruturar onde e como o dinheiro será alocado. A reforma realmente costuma levar meses, então o controle financeiro precisa ser constante.

A - O poder do cofrinho digital

Para quem está planejando uma reforma, criar uma reserva financeira é o ideal. “Acho o cofrinho uma boa sugestão para quem quer se planejar com antecedência. O que sempre reforço é a importância de um controle rigoroso de gastos durante toda a execução da obra. Isso ajuda a acompanhar o que está sendo gasto e a manter o orçamento dentro do planejado”, diz Cristiane.

Diante disso, utilize o Cofrinho Itaú para separar o dinheiro da obra do seu saldo do dia a dia. Automatize transferências mensais para esse objetivo, tratando o valor da reforma como uma despesa fixa. Essa disciplina evita que o capital seja usado em outras compras.

B - Monitoramento e transparência de gastos

Durante a obra, o controle deve ser rigoroso. Cristiane alerta que o orçamento detalhado antes de começar uma reforma é muito difícil de fazer, porque o cliente ainda não teve contato com todos os materiais. “Muitas vezes ele muda de ideia no meio do caminho, quando vê as opções de perto. Por isso, o ideal é começar com um orçamento macro, uma estimativa geral. Conforme as compras forem acontecendo, esse orçamento vai se tornando mais detalhado”, aconselha.

Assim, o segredo é equilibrar os gastos. Por exemplo, se você gastar um pouco mais em um item, pode compensar economizando em outro. O importante é não perder a noção do total e ajustar conforme o andamento da obra. Cristiane diz que gosta de ir junto nas lojas com o cliente para ver de perto as opções e, assim, fazê-lo entender melhor as escolhas. “Olhando os preços e os acabamentos juntos, conseguimos equilibrar melhor estética e orçamento e evitar arrependimentos no futuro”, explica.

Outra dica é usar a ferramenta Controle de Gastos disponível no Superapp para registrar absolutamente todas as saídas: desde o saco de cimento até o pagamento do eletricista. Categorize os gastos (material de construção, mão de obra, acabamento, etc.). Isso permite identificar rapidamente se algum item está extrapolando o previsto e tomar ações corretivas a tempo.

3. O aliado da flexibilidade: Pix Parcelado

celular e cartão de crédito em cima de uma mesa de madeira
Imagem gerada digitalmente

Um dos maiores desafios da reforma é a necessidade de grandes desembolsos de uma só vez, seja para a compra do material “grosso” ou para o pagamento da etapa de alvenaria. É aqui que soluções de crédito flexíveis podem ser aliadas.

O Pix Parcelado, então, surge como uma alternativa para gerenciar o fluxo de caixa, permitindo que você compre os materiais necessários ou pague o prestador de serviço à vista (garantindo, muitas vezes, um desconto) e parcele o valor com o Itaú.

“Essa é uma novidade bem interessante. Muitos fornecedores têm dificuldade em oferecer parcelamento por causa das taxas de cartão, então essa opção pode ser vantajosa. Isso acaba facilitando a negociação e o fluxo de pagamentos para o cliente”, diz a arquiteta, ponderando que é sempre importante avaliar os juros e condições antes de usar o serviço.

“O pagamento à vista costuma ser mais vantajoso, porque permite negociar descontos. Mas em alguns casos, o crédito pode ajudar a manter o fluxo de caixa equilibrado e evitar que a obra pare por falta de recursos imediatos. O mais importante é ter planejamento e saber exatamente o que está sendo parcelado, para não acumular dívidas.”

4. Pensando no pós-obra: proteção do seu novo lar

chaveiro mexendo na porta
Foto: Andrew Angelov/ Shutterstock/ Modificada com IA

Após todo o esforço e investimento na transformação do seu imóvel, protegê-lo é o passo final. Diante disso, considere a contratação de um seguro residencial. Além de proteger contra incêndios e roubos, muitas apólices oferecem serviços de assistência 24 horas, como chaveiro e eletricista, que podem ser úteis até mesmo durante os ajustes finais da obra ou em imprevistos futuros. “Depois da obra finalizada, o seguro residencial se torna uma camada extra de proteção, que eu considero muito importante”, diz a arquiteta.

O Seguro Residencial Itaú, por exemplo, garante que, após a obra, você não terá que arcar com prejuízos causados por imprevistos como incêndio, roubo, furto qualificado e danos elétricos, ressarcindo os bens cobertos conforme o contrato. Além da indenização financeira, o seguro oferece um pacote de serviços de assistência 24h — incluindo o envio de encanador, eletricista e chaveiro para emergências. A contratação é simples, rápida e 100% digital, podendo ser realizada diretamente pelo Superapp, garantindo tranquilidade e segurança para o seu imóvel.

Transparência para o sucesso

Para garantir que a jornada da reforma seja livre de sustos financeiros, tenha, acima de tudo, transparência nas negociações com prestadores de serviços e fornecedores. Você precisa confiar nos profissionais envolvidos na obra e falar abertamente sobre suas necessidades e acordos financeiros. Da mesma forma, o arquiteto e fornecedores devem ser claros sobre informações técnicas, prazos e custos. Quando essa relação de confiança se estabelece, a execução da reforma fica mais prática, linear e o resultado final mais próximo do seu sonho - sem imprevistos que comprometam o orçamento planejado.

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