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Pró-labore: o que é e como definir o seu

Entenda como definir seu pró-labore e organizar de vez as finanças da empresa

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Por Redação Feito.Itaú em
Imagem mostra empreendedor em uma mesa de café

Para muita gente que empreende, separar o dinheiro da empresa do dinheiro pessoal é um dos maiores desafios do dia a dia. Quando isso não acontece, decisões importantes acabam sendo tomadas no improviso e o caixa do negócio sente o impacto.

O pró-labore foi criado justamente para evitar esse tipo de confusão. Ele funciona como a remuneração oficial do empreendedor pelo trabalho que realiza dentro da empresa. E, ao contrário da participação nos lucros, que depende do desempenho do negócio, o pró-labore está ligado às funções executadas no dia a dia.

A seguir, respondemos às principais dúvidas para ajudar você a organizar essa etapa fundamental da gestão financeira.

Para que serve o pró-labore?

O pró-labore existe para garantir que a remuneração do empreendedor não se misture com o caixa da empresa. Isso evita retiradas desordenadas, facilita o controle financeiro e contribui para uma gestão tributária mais eficiente, segura e previsível.

Além de proteger a saúde financeira do negócio, o pró-labore traz mais organização para a vida pessoal do empreendedor, que passa a ter um “salário” definido para planejar suas despesas.

Como calcular o pró-labore?

Não existe um número único. Mas há quatro critérios que ajudam a chegar ao valor ideal e todos seguem a lógica de equilíbrio e planejamento.

1. Liste o que você faz dentro da empresa

Anote suas funções, responsabilidades e o tempo dedicado a cada atividade. Depois, compare com cargos equivalentes no mercado para ter uma referência realista.

2. Pesquise a média salarial para o cargo

Busque valores em sites de recrutamento, consultorias ou veículos econômicos. Isso evita um pró-labore muito alto (que pesa no caixa) ou muito baixo (que prejudica sua própria organização financeira).

3. Considere impostos e contribuições

Inclua INSS e tributos que variam conforme o regime tributário da empresa (Simples Nacional, Lucro Presumido etc.). O valor líquido precisa cobrir suas despesas pessoais.

4. Tenha equilíbrio

Nem sempre o negócio consegue pagar o valor desejado. O pró-labore deve caber no orçamento e coexistir com outros custos operacionais.

Como fazer o pagamento do pró-labore?

1. Mantenha contas separadas

A empresa deve ter uma conta PJ. O empreendedor, uma conta pessoal. Essa separação é a base de uma boa gestão financeira.

2. Defina uma data fixa de retirada

Escolha um dia do mês para a transferência. Se houver funcionários, vale alinhar com a data da folha. Isso cria previsibilidade e disciplina.

3. Documente o combinado entre sócios

Datas, valores e critérios devem constar no contrato social e ser revisados sempre que houver mudança na operação.

4. Planeje antes de transferir

Liste todos os custos do negócio: contas de consumo, fornecedores, insumos, folha, impostos, sistemas e equipamentos. Depois, observe o faturamento médio mensal.

Se a margem de lucro comporta sua retirada, o pró-labore está bem definido.

Como gerenciar o pró-labore para não prejudicar a empresa?

1. Enxergue-se como um custo da operação

O seu trabalho faz parte do preço de cada produto ou serviço. Inclua sua remuneração na formação de preços e no planejamento financeiro.

2. Evite retiradas extras sem planejamento

O hábito de “tirar o que sobrar” gera descontrole. A empresa precisa de previsibilidade para crescer com segurança.

3. Revise o pró-labore periodicamente

Mudanças na empresa, entrada de novos sócios, aumento de demanda ou contratação de equipe podem exigir ajustes.

Um pró-labore bem definido ajuda o negócio a funcionar com mais equilíbrio e dá ao empreendedor a tranquilidade de ter uma remuneração clara, previsível e alinhada com a realidade da empresa.

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