Apoiar mulheres empreendedoras é, cada vez mais, uma forma de apoiar o crescimento do Brasil. Hoje, quase metade dos lares brasileiros (49,1%) é chefiada por mulheres, segundo o Censo 2022. Em muitos casos, são elas que garantem a renda principal da casa, conciliando trabalho, cuidado e decisões financeiras no dia a dia.
Quando olhamos para os negócios, esse protagonismo fica ainda mais visível. O estudo “Empreendedorismo Feminino no Brasil – 4º trimestre de 2024”, do Sebrae, aponta um recorde de 10,35 milhões de mulheres donas de negócio no país. Dessas empreendedoras, 52% são chefes de família, o que reforça o peso que esses negócios têm na segurança financeira de milhões de lares. Mesmo assim, os números mostram uma desigualdade que persiste: as mulheres donas de negócio têm, em média, escolaridade maior que a dos homens, mas recebem 24,4% menos de renda na mesma condição.
A informalidade também segue alta. De acordo com o mesmo estudo, cerca de 65% dos negócios liderados por mulheres não têm CNPJ, o que limita o acesso a mercados, a proteção previdenciária e a algumas linhas de crédito e serviços financeiros. Já a pesquisa “Empreendedoras e Seus Negócios 2025”, do Instituto Rede Mulher Empreendedora, mostra que 65,5% das empreendedoras nunca solicitaram crédito para o negócio, muitas vezes por receio de se endividar ou por barreiras de acesso e informação. O resultado é um cenário em que há muito potencial, mas nem sempre as condições adequadas para que esse potencial se transforme em autonomia plena.
É nesse contexto que iniciativas como o Itaú Mulher Empreendedora ganham importância. Há mais de 12 anos, o programa busca apoiar empresas lideradas por mulheres com uma combinação de capacitação, inspiração, mentoria e conexão, e já alcançou mais de 900 mil mulheres em todo o país, buscando oferecer ferramentas concretas para que esses negócios cresçam de forma sustentável.
Um dos exemplos é o Empreendedoras do Futuro, desenvolvido em parceria com IFC (International Finance Corporation) e a Fundação Getúlio Vargas. Um ano após a formação, 72% das participantes aumentaram o faturamento de suas empresas, com crescimento médio de 37%, e 24% ampliaram suas equipes. Esses resultados mostram o que acontece quando gestão, finanças, estratégia e autoconhecimento entram de fato na rotina do negócio, e quando as empreendedoras têm um espaço seguro para tirar dúvidas, testar ideias e revisar decisões.
Outras frentes completam essa rede. No iMentora Empreendedoras, executivos e especialistas do Itaú atuam como mentores, ajudando a enfrentar desafios reais, como organizar o fluxo de caixa, estruturar preços, avaliar o momento certo de buscar crédito ou planejar uma expansão. Já os encontros presenciais Entre Elas promovem trocas e conteúdo em diferentes cidades, com temas que vão de macroeconomia e investimentos a marketing digital e inteligência artificial aplicada ao dia a dia das empresas. Em comum, todos esses movimentos partem da mesma premissa: a jornada empreendedora não precisa ser solitária e isso é ainda mais verdadeiro para as mulheres, que muitas vezes acumulam múltiplos papéis.
O banco também pode ser parceiro das empreendedoras, indo além dos serviços bancários, para oferecer suporte estratégico e desenvolvimento contínuo. A experiência dos últimos anos mostra que, quando aproximamos conhecimento, redes de apoio e programas desenhados com essa realidade em mente, a trajetória das empreendedoras muda de patamar. Negócios se fortalecem, a renda cresce de forma mais estruturada e as decisões sobre dinheiro deixam de ser apenas defesa contra a urgência para se tornarem escolhas de futuro. Para reforçar esse compromisso, o Itaú tem a ambição de aumentar o volume de crédito em empresas lideradas por mulheres, atingindo R$ 34,7 bilhões de carteira.
O Feito.Itaú nasce justamente com esse espírito: aproximar as pessoas do universo financeiro, fortalecer a relação com o dinheiro e apoiar decisões mais conscientes, contribuindo para bem-estar financeiro, prosperidade e uma vida com mais tranquilidade e qualidade. Falar de empreendedorismo feminino é parte central dessa agenda. Quando uma mulher fortalece o próprio negócio, ela não movimenta só um CNPJ: movimenta a família, o bairro, a cidade, e ajuda a desenhar o tipo de desenvolvimento que queremos ver no Brasil.

