Ir para conteúdo principal

Rock in Rio: 8 dicas para organizar sua agenda de shows

Estratégias de quem frequenta festivais ajudam a escolher atrações, circular entre os palcos e aproveitar melhor cada dia

Tempo de leitura:
Publicado em Atualizado em
Casal escolhendo qual show assistir no Rock in Rio
Imagem gerada por IA

No Rock in Rio 2026, escolher o que assistir também faz parte da experiência. É abrir a grade, marcar os artistas que você não quer perder, descobrir quem toca antes ou depois e começar a montar o dia entre tantos palcos, horários e atrações.

Um pouco de organização ajuda a aproveitar melhor tudo isso. Dá para definir prioridades, pensar nos deslocamentos e combinar a programação com quem vai junto, sem transformar o festival em uma sequência rígida de horários. Afinal, os planos podem mudar e descobrir um show pelo caminho também faz parte.

Para entender como fazer essas escolhas na prática, conversamos com Lina Andreosi, jornalista e estrategista do mercado de música ao vivo. Frequentadora de festivais e com três edições do Rock in Rio no currículo, ela desenvolveu seus próprios métodos para decidir o que assistir, calcular o tempo entre os palcos e aproveitar o dia sem ficar presa à grade. A partir dessa experiência, reunimos estratégias que podem ajudar a montar uma programação que funcione para você.

1. Comece separando o que é prioridade

Com a grade aberta, o primeiro passo é separar os shows do Rock in Rio que realmente não podem ficar de fora da sua programação. Essa escolha ajuda a organizar o restante do dia e evita tentar encaixar atrações demais em horários que não combinam entre si.

Lina costuma fazer essa seleção por níveis de prioridade. “A regra geralmente é dar prioridade aos shows de artistas que eu gosto e quero assistir, principalmente quando eles vêm ao Brasil pela primeira vez”, conta. “Depois, entram artistas que vêm pouco ao país, apresentações especiais ou inéditas e, por último, nomes que despertam curiosidade, mas que não são essenciais naquele dia”.

Na prática, essa hierarquia facilita as escolhas quando os horários se cruzam ou o deslocamento entre os palcos aperta. Com as prioridades mais claras, fica mais simples decidir qual show merece mais tempo e qual pode ficar para outra oportunidade.

2. Quando os horários se cruzam, dá para dividir o tempo

Nem sempre escolher uma prioridade significa abrir mão completamente do outro show. Quando duas atrações acontecem ao mesmo tempo, uma saída pode ser assistir a uma parte de cada apresentação, desde que a distância entre os palcos permita.

A especialista conta que já recorreu a essa estratégia quando dois artistas de que gostava se apresentaram no mesmo horário: começou por um dos shows e depois seguiu para aquele com o qual tinha mais afinidade e que considerava uma oportunidade mais rara de ver ao vivo. “Eu acabei fazendo isso para conseguir ver um pouquinho dos dois.”

Para ela, eliminar uma atração da própria lista costuma ser a última opção. “Quando dois shows acontecem no mesmo horário, eu dificilmente deixo um deles de lado. Sempre tento assistir pelo menos a um pouco de cada”. Por isso, definir com antecedência qual apresentação é prioridade ajuda a decidir onde começar, quanto tempo ficar e quando seguir para o próximo palco.

3. Use os palcos a seu favor

Além de olhar os horários, vale observar também como os palcos estão distribuídos. Quando várias atrações de interesse acontecem em espaços próximos, concentrar parte da programação naquela região pode diminuir os deslocamentos e deixar mais tempo para os shows.

É uma estratégia que Lina costuma usar no Rock in Rio. No caso dela, boa parte da programação se concentra entre o Palco Mundo e o Sunset. “Ali é mais o meu mundinho e a distância entre os dois palcos é perfeita.”

Isso não significa passar o dia inteiro na mesma área, mas usar a localização como mais um critério na hora de montar a agenda. Se dois shows interessam quase na mesma medida, por exemplo, a distância até a próxima atração pode ajudar a decidir onde ficar por mais tempo.

4. Coloque o deslocamento na agenda

Não basta olhar o horário em que um show termina e o próximo começa. O caminho entre os palcos também precisa entrar na conta, principalmente quando a programação está mais apertada.

Para Lina, esse tempo faz parte do planejamento desde o início. “O tempo de deslocamento entre os palcos influencia totalmente a minha programação.” Para se organizar, ela monta uma agenda no calendário do celular e programa alertas para saber quando precisa sair de uma atração e seguir para a próxima. “Eu coloco tudo no calendário: a que horas preciso ir para cada palco e quando tenho que sair. Assim, recebo os alertas durante o festival e não preciso ficar conferindo os horários o tempo todo”, conta.

A lógica ajuda a deixar o dia mais fluido, em vez de perceber só no fim de um show que o próximo palco está longe, o deslocamento já entra como parte da programação.

5. Pense também em onde você vai assistir ao show

A programação não depende só de quais palcos você quer visitar, mas também de onde você escolhe ficar em cada um deles. Se a ideia é seguir para outra atração logo depois, se posicionar em uma área com saída mais fácil pode fazer diferença.

A especialista declara que, com a experiência, passou a observar quais pontos costumam ter menos fluxo e quais facilitam a movimentação entre uma apresentação e outra. “Eu já me posiciono no lugar que eu consiga me movimentar e não ficar presa na saída das pessoas depois do final do show.”

Ou seja, ficar mais perto do palco nem sempre precisa ser a prioridade. Em alguns momentos, escolher um ponto que permita sair com mais facilidade pode ajudar a cumprir a programação com menos correria e sem perder tanto tempo no deslocamento.

6. Com amigos, nem todo mundo precisa seguir a mesma programação

Ir ao festival em grupo não significa assistir aos mesmos shows o dia inteiro. Quando as prioridades são diferentes, combinar alguns momentos juntos e outros separados pode deixar a experiência mais leve para todo mundo.

Lina defende essa flexibilidade. “É muito legal curtir um festival com os amigos, principalmente quando todo mundo gosta das mesmas músicas. Mas também é importante ter espaço para fazer o que cada um prefere.” Quando os interesses não coincidem, ela pontua que é melhor o grupo se separar por um período e combinar um ponto de reencontro depois. “Tem que ter essa liberdade para cada um se deslocar do jeito que achar melhor”, salienta.

Para quem vai ao Rock in Rio 2026, a Praça Itaú, no térreo do Pavilhão Itaú, pode funcionar como esse ponto de encontro, seja para encontrar os amigos entre um show e outro, fazer uma pausa ou recarregar o celular antes de seguir para a próxima atração.

7. Olhe também para o meio da programação

Com tantos nomes conhecidos no line-up, é natural começar a montar a agenda pelos shows mais esperados. Mas também vale deixar espaço para artistas menos conhecidos e atrações que acontecem antes dos horários principais.

A especialista recomenda olhar com atenção para quem aparece no meio da programação e chegar cedo para ter tempo de descobrir novos nomes. “Vale olhar o que acontece no meio da tarde e ver o que você pode descobrir, o que pode despertar seu interesse.” Para aproveitar melhor o dia, ela também reforça a importância de se hidratar e se alimentar bem.

E algumas surpresas podem nem estar previstas na grade. Em dias selecionados, o Palco Itaú recebe apresentações surpresa de artistas convidados, mais um motivo para não preencher todos os espaços da agenda e prestar atenção ao que acontece pela Cidade do Rock.

8. Não deixe o dia inteiro girar em torno de um único show

Quando existe um artista muito esperado no fim do dia, é comum querer chegar cedo e passar horas perto do palco para garantir um bom lugar. Para a especialista, porém, isso pode limitar a experiência e fazer com que outras atrações interessantes fiquem de fora.

“Mais do que tentar ficar perto do palco, vale aproveitar a oportunidade de ver tanta música reunida em um só lugar.” Para ela, circular pelo festival, conhecer outros artistas e aproveitar diferentes momentos também faz parte da experiência.

“No fim das contas, um festival nunca foi só sobre o headliner ou sobre ver um show e ir embora. É sobre a experiência e sobre essa convergência em torno da música”, conclui. A programação ajuda a garantir os shows prioritários, mas também deve deixar espaço para aproveitar tudo o que acontece ao redor deles.

Planeje também os gastos do dia

Assim como vale organizar os shows e os deslocamentos antes de chegar à Cidade do Rock, alguns detalhes sobre os gastos do dia também podem ser resolvidos com antecedência. Clientes Itaú terão 10% de cashback em pontos Itaú nas compras realizadas durante o festival, mas é preciso fazer o opt-in previamente no Superapp Itaú, antes de efetuar o consumo.

O benefício vale para pagamentos com cartões físicos, carteiras digitais ou Pix pelo aplicativo do banco. Os pontos são creditados em até 30 dias corridos, têm validade de 24 meses e podem ser usados para desconto na fatura, compras no Itaú Shop ou transferência para milhas aéreas.

Deixar essa ativação feita antes do festival é mais um item que pode sair da lista de coisas para resolver na hora e combina com a mesma lógica de organizar a agenda: antecipar o que for possível para ter mais liberdade para aproveitar o dia.

Rock in rioAtraçõesOrganização