Entre os investimentos de renda fixa disponíveis no Brasil, você sabia que o Certificado de Depósito Bancário, o CDB, aparece como um dos mais acessíveis e conhecidos? Isso porque ele é simples de entender, oferece rendimentos atrativos e ainda conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que garante mais segurança para quem investe.
O CDB DI Itaú, por exemplo, é uma alternativa à poupança, ideal para a reserva de emergência, com resgate fácil: você pode retirar seu dinheiro quando quiser. É possível investir a partir de R$1, ou seja, não é preciso esperar muito para começar. E conta com a proteção do FGC¹ de até R$250 mil por CPF ou CNPJ.
Se você quer entender melhor o CDB, aqui explicamos como esse título bancário funciona, quanto rende e como escolher a opção mais adequada para cada objetivo financeiro.
O que é o CDB e como funciona?
O CDB é um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos. Ao investir nele, é como se você estivesse “emprestando dinheiro” ao banco, que em troca paga juros sobre esse valor. No fim do prazo — que pode ser de alguns meses a vários anos — você recebe o dinheiro de volta acrescido da rentabilidade. Por isso, temos três principais tipos de CDBs:
- Prefixados: a taxa de rendimento é definida no início e você já sabe exatamente quanto terá no vencimento;
- Pós-fixados: o rendimento acompanha um índice, geralmente o CDI, que anda junto da Selic. Nesse caso, o retorno pode variar conforme os juros da economia;
- Híbridos: combinam uma parte fixa e outra atrelada a índices como o IPCA, que mede a inflação, protegendo seu dinheiro da perda de valor ao longo do tempo.
Exemplo de cálculo do CDB
Vamos pensar em quanto R$ 1.000,00 renderia no CBD, por exemplo. Esse rendimento dependerá do tipo de CDB e da taxa contratada. Imagine três cenários:
- CDB 100% do CDI: se o CDI anual estiver em 12%, investir R$1.000 renderia cerca de R$120 em um ano (antes de impostos).
- CDB prefixado de 10% ao ano: aplicando R$1.000, ao final de 12 meses você teria R$1.100 (também antes de impostos).
- CDB híbrido IPCA + 5%: nesse caso, além dos 5% fixos, você teria o rendimento equivalente à inflação do período. Se o IPCA fosse 4%, o ganho total seria de 9% no ano.
Vale lembrar ainda que, quanto maior o prazo do investimento, menor será a alíquota de Imposto de Renda (regressiva, de 22,5% até 15%).
Quanto rende R$100.000 por mês no CDB?
Seguindo a mesma lógica, com valores maiores a diferença se torna mais expressiva:
- Em um CDB 100% do CDI com CDI a 12% ao ano, aplicar R$100.000 renderia cerca de R$12.000 em 12 meses (antes de impostos).
- Já em um CDB que paga 110% do CDI, o retorno anual subiria para aproximadamente R$13.200.
- No caso de um CDB prefixado de 11%, o valor final seria R$111.000 ao fim de 12 meses.
Isso mostra como comparar taxas e prazos faz diferença — especialmente quando os valores investidos são maiores.
Qual é o valor do CDB hoje?
Diferente do CDI, o CDB não tem uma única taxa padrão. Sendo assim, os rendimentos vão variar de acordo com:
- Banco emissor
- Prazo da aplicação
- Tipo de título escolhido
- Liquidez oferecida
Além disso, o FGC garante cobertura de até R$250 mil por CPF e por instituição, com limite global de R$1 milhão a cada quatro anos, oferecendo segurança para o investidor.
Vale a pena investir em CDB?
O CDB é considerado um investimento seguro, acessível e versátil. Mas quer saber, resumidamente, por que pode valer a pena?
Ele se encaixa tanto em estratégias de curto prazo, como a reserva de emergência, quanto em objetivos de médio e longo prazo, como comprar um imóvel ou planejar a aposentadoria.
Comparado à poupança, o CDB costuma render mais, mesmo nas versões mais conservadoras, uma vez que sua tributação só ocorre no resgate – diferente de fundos de investimento –, acompanhando de perto o CDI ou o IPCA.
Assim, oferece clareza para planejar objetivos e comparar alternativas de forma simples, colocando o dinheiro para trabalhar com consistência e apoiando cada fase da vida financeira.
