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Série sobre bem-estar financeiro estreia com olhar para a relação dos brasileiros com o dinheiro

Primeiro episódio da produção realizada pelo Itaú Unibanco em parceria com a Folha de S.Paulo traz o antropólogo Michel Alcoforado para discutir hábitos financeiros, ansiedade e autonomia

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Por Redação Feito.Itaú
Publicado em Atualizado em
Série em um laptop em cima de uma mesa
Divulgação - Editado por IA

Já está no ar o primeiro episódio da série “Bem-estar financeiro para viver com autonomia, controle e leveza”, produção do Itaú em parceria com a Folha de S.Paulo. Apresentado pela jornalista Adriana Couto, o projeto contará com dez episódios dedicados a temas como organização das finanças, renegociação de dívidas, planejamento financeiro e tecnologia.  

A estreia aborda um assunto que atravessa diferentes gerações e classes sociais: a forma como os brasileiros se relacionam com o dinheiro e os desafios para manter as contas sob controle. O convidado é o antropólogo, escritor e pesquisador Michel Alcoforado, fundador do Grupo Consumoteca, hub especializado em pesquisa de mercado e tendências de consumo na América Latina. 

Durante a conversa, ele apresenta os resultados do estudo “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, desenvolvido pela Consumoteca em parceria com o Itaú.  O levantamento ouviu 5 mil pessoas em todo o país para compreender hábitos, percepções e comportamentos relacionados às finanças.  

Os resultados revelam um cenário marcado por contradições. Embora o dinheiro faça parte das decisões cotidianas, muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades para acompanhar o próprio orçamento. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados afirmam não conseguir identificar qual é seu principal gasto mensal. Já 74% dizem sentir ansiedade quando precisam lidar com questões financeiras. 

Herança histórica 

Os números ajudam a explicar uma relação construída ao longo do tempo. Durante décadas, o dinheiro esteve associado a preocupações, inseguranças e à necessidade de lidar com imprevistos. Nesse contexto, falar abertamente sobre finanças nem sempre foi um hábito comum entre os brasileiros. 

No entanto, o levantamento aponta sinais de mudança. Cresce o interesse por temas relacionados à organização financeira e ao uso de ferramentas que ajudam a acompanhar receitas e despesas.  
O estudo também ajuda a entender o significado da prosperidade para os brasileiros. Os resultados indicam que prosperar está menos associado ao acúmulo de patrimônio e mais à possibilidade de viver com equilíbrio, segurança e capacidade de escolha. 

No episódio, Alcoforado associa essa mudança de comportamento a uma busca crescente por autonomia financeira. "Na pesquisa, a gente viu que o brasileiro deseja prosperar. E prosperidade não é acúmulo. É autonomia, equilíbrio e decisão consciente", destaca.  

Os gastos que passam despercebidos 

Assinaturas de serviços digitais, compras recorrentes de pequeno valor e cobranças automáticas estão entre as despesas que frequentemente escapam da atenção dos consumidores. Individualmente, essas despesas costumam ter pouco impacto no orçamento, mas, somadas, podem comprometer a percepção de controle sobre as finanças.  

O episódio propõe uma reflexão sobre a importância de compreender os próprios hábitos financeiros antes de promover mudanças mais profundas. Nesse contexto, apresenta uma forma de visualizar o orçamento, organizando as despesas em três grupos: essenciais, como moradia, contas fixas e alimentação; prazeres, que incluem lazer, autocuidado e pequenas alegrias do dia a dia; e invisíveis, categoria que reúne gastos pouco percebidos, como assinaturas esquecidas e aplicativos duplicados. 

Mais do que incentivar cortes imediatos, a proposta é estimular um olhar mais atento para a forma como escolhas, necessidades e comportamentos influenciam a relação das pessoas com o dinheiro. 

O que vem por aí Os próximos episódios da série vão abordar temas como controle de gastos, renegociação de dívidas, planejamento financeiro e o uso da tecnologia na administração do dinheiro, sempre com a participação de especialistas e convidados.

Educação financeiraMichel alcoforadoFolha de são paulo