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Tudo sobre investir na bolsa: como sair da renda fixa com estratégia e segurança

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Por Redação Feito.Itaú em
Imagem de um laptop mostrando gráficos de investimentos

Para muitos investidores, a Bolsa de Valores ainda é vista como um terreno complexo ou restrito a especialistas. No entanto, com a democratização do acesso digital, a renda variável se tornou um caminho natural para quem busca potencializar o patrimônio no longo prazo, desde que se tenha o método correto.

Para entender como fazer essa transição com segurança, conversamos com Martin Iglesias, especialista líder em investimentos e alocação de ativos do Itaú Unibanco. Ele detalha por onde começar e como as ferramentas tecnológicas do banco podem te auxiliar nessa jornada.

O caminho de entrada: Fundos e ETFs

Diferente do que se imagina, o primeiro passo na Bolsa não precisa ser a escolha de uma única ação. Para quem está estreando, a diversificação costuma ser uma boa estratégia.

"Para quem está dando os primeiros passos na renda variável, fundos de investimento em ações e ETFs costumam ser caminhos mais adequados do que a compra direta de ações individuais", explica Martin Iglesias.

A lógica por trás disso é a proteção do investidor iniciante. Segundo o especialista, ao investir em um fundo ou ETF (Exchange Traded Fund), você passa a ter exposição a uma cesta de ativos, reduzindo o risco específico de uma única empresa.

No caso dos ETFs, Martin destaca ainda a transparência: eles buscam acompanhar a rentabilidade de um índice conhecido, como o Ibovespa ou indicadores internacionais.

A diversificação natural dessas estruturas facilita o acompanhamento e o entendimento do que está por trás do desempenho do investimento.

A evolução: Ações e BDRs

A compra direta de papéis de empresas ou BDRs (certificados de ações estrangeiras) deve ser vista como uma etapa posterior de amadurecimento.

"Isso pode ser um segundo passo na jornada. Esses ativos exigem maior capacidade de análise e seleção por parte do investidor. Além do risco de mercado, existe o risco específico da empresa: mudanças na gestão, problemas regulatórios, perda de competitividade, entre outros fatores que podem impactar individualmente o desempenho daquela companhia", alerta Martin.

Por isso, a recomendação é clara: começar de forma mais diversificada tende a ser mais consistente para a maioria dos investidores.

Como investir na bolsa pelo aplicativo?

Hoje, a experiência digital do Itaú simplifica toda a jornada. O investidor não precisa mais de plataformas complexas para operar; ele pode buscar o ativo, verificar custos e executar a ordem de forma integrada no próprio Superapp.

Segundo Martin, o processo é acessível e oferece recursos fundamentais:

Curadoria: Acesso a recomendações atualizadas dos analistas diretamente na plataforma.

Visão ampla: Consulta opiniões de outras casas de análise, ampliando a diversidade de visão.

Praticidade: Contratação de carteiras recomendadas já estruturadas por especialistas.

Renda Passiva: Acompanhamento de um gráfico de proventos para visualizar claramente quanto se recebe mensalmente em dividendos, juros sobre capital próprio (JCP) e rendimentos de FIIs.

"Essa estrutura permite que o investidor tenha uma visão mais completa da sua carteira, com acompanhamento contínuo da evolução da renda passiva ao longo do tempo", afirma o especialista.

Cuidados e orientações essenciais

Investir em bolsa exige, acima de tudo, método. Por isso, Martin Iglesias elenca pontos fundamentais para quem quer ter sucesso nessa classe de ativos:

  • Ter assessoramento adequado e buscar aprendizado constante;
  • Respeitar o próprio perfil de risco e o horizonte de investimento;
  • Diversificar entre setores, estratégias e, quando possível, geografias;
  • Manter compatibilidade entre o prazo do seu objetivo e o tipo de ativo escolhido.

A paciência é um diferencial competitivo. Tenha cautela com “investimentos da moda” e promessas de ganhos rápidos.

Disciplina sobre velocidade

Por fim, o especialista reforça que o sucesso na renda variável não vem de tentativas de "adivinhar" o movimento do mercado, mas sim da constância.

"O investimento periódico, a construção gradual de posição e o olhar de longo prazo tendem a produzir resultados mais consistentes do que tentativas de antecipar oscilações de mercado. Em bolsa, mais do que velocidade, o que costuma gerar resultado é constância, disciplina e diversificação", conclui Martin.

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