Ir para conteúdo principal

ABC do Banquês: os 4 termos fundamentais na hora de escolher onde investir

Entenda o que significa cada termo no universo das finanças antes de tomar decisões e faça escolhas mais conscientes

Tempo de leitura:
Publicado em Atualizado em
Imagem de mulher analisando documentos
Imagem gerada por IA

Quem nunca abriu o relatório de um investimento ou conversou com um assessor financeiro e sentiu que precisava de um tradutor do lado? Siglas como CDI, Selic, volatilidade e liquidez fazem parte da rotina do mercado, mas podem assustar quem está dando os primeiros passos para fazer o dinheiro render.

Para te ajudar a assumir o controle do seu patrimônio com autonomia e segurança, o Feito.Itaú estreia a série ABC do Banquês, uma jornada para desmistificar os termos financeiros e aproximar a economia do seu dia a dia.

Hoje descomplicamos os quatro 4 termos fundamentais em que todo investidor deve prestar atenção antes de alocar seus recursos.

1. Rentabilidade: quanto o seu dinheiro pode render?

A rentabilidade indica o percentual de retorno que um investimento pode oferecer sobre o valor aplicado inicial ao longo de determinado período. No universo dos investimentos, ela se divide em dois formatos principais:

Rentabilidade Nominal: É o percentual bruto que o produto rende, sem descontar impostos ou a perda do poder de compra provocada pela inflação.

Rentabilidade Real: É o ganho efetivo, calculado ao descontar a inflação do período. É este dado que demonstra se o seu patrimônio está crescendo de fato.

As réguas que definem o seu rendimento

Para saber quanto um investimento de Renda Fixa vai pagar na prática, o mercado utiliza taxas de referência que funcionam como uma espécie de "termômetro" da economia. As duas mais importantes são:

Taxa Selic: É a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central. Quando você ouve que a Selic subiu ou caiu, isso afeta diretamente o rendimento de aplicações atreladas a ela, como o Tesouro Selic.

CDI (Certificado de Depósito Interbancário): É a taxa praticada nos empréstimos que os bancos fazem entre si ao fim de cada dia. Na prática, o CDI anda de mãos dadas com a Selic e serve como a principal régua do mercado para remunerações de CDBs e LCIs/LCAs (que costumam render, por exemplo, "100% do CDI").

2. Liquidez: a facilidade de transformar investimento em dinheiro na conta

A liquidez mede a rapidez e a facilidade com que você consegue resgatar o seu dinheiro aplicado e convertê-lo em saldo disponível para uso, sem que haja perda significativa de valor no processo.

Liquidez Diária (D+0 ou D+1): O resgate entra na sua conta no mesmo dia da solicitação (D+0) ou no dia útil seguinte (D+1). Ideal para a reserva de emergência.

Liquidez no Vencimento: O dinheiro só pode ser resgatado na data de encerramento do contrato do produto financeiro, exigindo planejamento de médio ou longo prazo.

3. Risco e Volatilidade: entendendo as oscilações do mercado

O risco está associado à possibilidade de o retorno do investimento ser diferente do esperado - ou até mesmo de haver perdas do valor principal. Já a volatilidade mede a frequência e a intensidade das variações do preço de um ativo em um período.

Ativos de Renda Variável (como ações), por exemplo, costumam apresentar maior volatilidade, exigindo maior tolerância às oscilações. Por outro lado, a Renda Fixa costuma ser marcada por previsibilidade maior e menor exposição ao risco de mercado.

No entanto, antes de fazer transações é importante - e necessário - estar atento ao seu Perfil de Investidor (API). Essa é uma avaliação obrigatória das instituições financeiras para identificar a tolerância a riscos e os objetivos de cada cliente (Conservador, Moderado ou Arrojado).

4. Custos e Tributação: o impacto de taxas e impostos no resultado final

De nada adianta buscar uma rentabilidade elevada se as taxas contratuais ou a incidência tributária reduzirem de forma expressiva o seu rendimento líquido. Antes de investir, observe:

Taxa de Administração: Cobrada em fundos de investimento para remunerar a gestão profissional da carteira.

Imposto de Renda (Tabela Regressiva): Presente em grande parte das aplicações de Renda Fixa, em que a alíquota cai conforme o tempo de permanência da aplicação (variando de 22,5% até 15%).

Isenção Fiscal: Alguns produtos, como LCI, LCA e Debêntures Incentivadas, contam com isenção de IR para pessoas físicas.

Facilidades Itaú que ajudam a analisar e escolher seus investimentos

Para facilitar o momento de escolha e garantir que os indicadores estejam alinhados aos seus objetivos, o Itaú disponibiliza soluções integradas diretamente no Superapp e nos canais digitais:

Simulador de Investimentos no Superapp Itaú: Permite projetar o rendimento líquido de diferentes produtos (como CDBs, LCIs e Fundos) considerando prazos, taxas e alíquotas de impostos.

Recomendação Personalizada de Carteira: Análise automatizada que cruza o seu perfil de investidor com seus objetivos financeiros para sugerir a combinação ideal entre liquidez, risco e rentabilidade.

Próximo passo rumo à autonomia financeira

Descomplicar o mercado financeiro é o primeiro passo para fazer escolhas que trabalhem a favor dos seus projetos de vida. E, ao entender jargões técnicos, você ganha clareza para montar uma carteira equilibrada. Para continuar descomplicando o sistema financeiro, acompanhe os próximos conteúdos da série ABC do Banquês aqui no Feito.Itaú.

InvestimentosEducação financeiraTermos bancários