Cinco quilômetros podem parecer pouco em um único dia, mas quando esse trajeto se repete ao longo da semana para ir ao trabalho, à faculdade ou cumprir outros compromissos, ele começa a pesar de outra forma, tanto no tempo, quanto nos gastos com mobilidade e também nas emissões associadas a cada deslocamento.
É nesse ponto que a bicicleta pode ganhar espaço na rotina. Compor parte das viagens feitas de carro ou transporte público por trajetos de bike pode reduzir despesas recorrentes e, dependendo do meio de transporte que deixa de ser usado, também diminuir as emissões relacionadas ao percurso.
A bicicleta, portanto, não precisa substituir o carro, o ônibus ou o metrô em todos os deslocamentos para entrar nessa conta. Ela pode fazer parte de alguns trechos da rotina e também ser combinada com outros meios de transporte.
Com sistemas de bicicletas compartilhadas, como a Bike Itaú, essa troca pode acontecer sem a necessidade de comprar uma bicicleta própria. O quanto ela pode representar ao fim do mês varia conforme a distância, a frequência de uso e, principalmente, o tipo de deslocamento substituído. E a primeira conta a aparecer é a do orçamento.
Quanto dá para economizar ao compor parte dos deslocamentos pela bike?
Para entender o efeito da bicicleta no orçamento, dá para partir de uma rotina comum: usar um meio de transporte pago para ir e voltar do trabalho, da faculdade ou de outros compromissos durante os dias úteis. Imagine dois deslocamentos por dia, durante 20 dias no mês:
- São Paulo: com a tarifa comum de ônibus a R$ 5,30, 40 viagens somariam R$ 212. O plano mensal da Bike Itaú parte de R$ 43,90 e inclui até quatro viagens por dia, com até 45 minutos cada, em bikes mecânicas. Nesse cenário, a diferença seria de R$ 168,10, caso os deslocamentos estivessem dentro das condições do plano.
- Rio de Janeiro: com a tarifa municipal a R$ 5, 40 viagens custariam R$ 200. O plano mensal da Bike Itaú parte de R$ 43,90 e permite até quatro viagens por dia, com até 60 minutos cada nos dias de semana, em bikes mecânicas. A diferença, no exemplo, seria de R$ 156,10.
- Porto Alegre: 40 passagens de ônibus a R$ 5,30 somariam R$ 212. O plano mensal da Bike Itaú parte de R$ 29,90 e inclui até quatro viagens por dia, com até 60 minutos cada, em bikes mecânicas. A diferença seria de R$ 182,10.
- Salvador: com a tarifa de ônibus a R$ 5,90, 40 viagens somariam R$ 236. O plano mensal da Bike Itaú parte de R$ 30,15 e inclui até duas viagens por dia, com até 60 minutos cada, em bikes mecânicas. Mantidas essas condições, a diferença seria de R$ 205,85.
- Região Metropolitana do Recife: com a tarifa de referência do Bilhete Único reajustada para R$ 4,50 em 2026, 40 viagens somariam R$ 180. O plano mensal da Bike Itaú Pernambuco parte atualmente de R$ 32,45 e permite viagens ilimitadas em bikes mecânicas, com até 60 minutos por viagem nos dias úteis e até 2 horas aos domingos e feriados. Nesse exemplo, a diferença seria de R$ 147,55.
Os exemplos mostram que compor parte dos deslocamentos pela bike pode ser uma vantagem para o orçamento, mas o tamanho dessa economia varia de acordo com a realidade de cada pessoa e de cada cidade. Por isso, vale comparar os custos da própria rotina antes de decidir quais trajetos fazem mais sentido substituir.
No transporte público, a comparação parte principalmente do preço da passagem. Quando o deslocamento substituído é feito de carro, a conta muda um pouco.
E quando a bike substitui o carro?
No caso do automóvel, a conta muda porque o custo de um deslocamento não está concentrado em uma tarifa. O combustível é apenas uma parte, já que estacionamento, manutenção, seguro, impostos e depreciação também entram no orçamento de quem tem carro.
Ainda assim, dá para ter uma dimensão olhando só para a gasolina. Imagine uma rotina de 5 km para ir e 5 km para voltar, durante 20 dias úteis. São 200 km por mês. Em um carro que faça 10 km por litro, seriam necessários cerca de 20 litros de combustível.
Na semana de 13 a 19 de setembro de 2026, a gasolina comum custava em média R$ 6,54 por litro no Brasil, segundo dados do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nessa referência, rodar os 200 km representaria aproximadamente R$ 130,80 apenas em gasolina. A ANP atualiza semanalmente os preços e disponibiliza médias nacionais, estaduais e municipais, então o valor pode mudar bastante de uma cidade para outra.
Mesmo considerando apenas o combustível, substituir alguns trajetos de carro pela bicicleta pode aliviar os gastos com mobilidade ao longo do mês. No entanto, a diferença entre fazer esses quilômetros de carro ou de bicicleta não aparece só no orçamento.
Uma viagem de bike também muda a conta das emissões
O peso dessa escolha também aparece fora do orçamento. O Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, publicado em 2025 com dados de 2024, estima que o transporte rodoviário tenha emitido cerca de 270 milhões de toneladas de CO₂ no ano, sendo os automóveis responsáveis pela maior parcela, com 42% desse total.
Esse dado ajuda a dimensionar o efeito de uma escolha cotidiana. Quando um percurso que seria feito de carro passa a ser feito de bicicleta, deixam de ser geradas as emissões ligadas à queima de combustível naquele deslocamento. E essa mudança não precisa acontecer em todos os trajetos para fazer diferença, pois uma ida ao trabalho, uma saída no fim de semana ou alguns quilômetros até outro meio de transporte também entram nessa conta.
Essa integração aparece nas discussões mais recentes sobre mobilidade. Em 2025, a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) destacou um estudo sobre sistemas de bicicletas compartilhadas em 150 cidades europeias que estimou 46 mil toneladas de CO₂ evitadas por ano. A publicação também aponta a integração da bicicleta com outros meios de transporte como um dos caminhos para ampliar esses benefícios.
É aí que aqueles poucos quilômetros do começo da conta ganham outra dimensão. Um trajeto curto pode parecer pouco isoladamente, mas, quando se repete ao longo da semana e do mês, passa a representar mais do que uma escolha de mobilidade. Pode mexer no orçamento, reduzir as emissões associadas aos deslocamentos e mudar a forma de circular pela cidade.
Quer experimentar essa alternativa no seu dia a dia? Baixe o aplicativo Bike Itaú e encontre estações, planos e bicicletas disponíveis na sua região.
