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Como declarar criptomoedas no Imposto de Renda 2026

Veja quem precisa declarar, como preencher corretamente e quais informações não podem faltar

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Por Redação Feito.Itaú em
Imagem mostrando uma moeda simbolizando Bitcoin sobre uma mesa

Nos últimos anos, as criptomoedas deixaram de ser um assunto restrito a entusiastas de tecnologia para ganhar espaço no dia a dia de quem investe e, com isso, passaram a fazer parte também das obrigações com a Receita Federal. Se antes a dúvida era como comprar ou vender esses ativos, agora a pergunta mais comum é outra: como declarar criptomoedas no Imposto de Renda?

A boa notícia é que esse processo é simples quando você entende por onde começar. Organizar suas movimentações, reunir os dados corretos e conhecer as regras básicas já coloca você no caminho certo para declarar com segurança. Mais do que uma exigência, esse cuidado ajuda a manter suas informações consistentes e evita problemas com a Receita no futuro.

Neste guia, você vai entender o que precisa ser informado, quando há cobrança de imposto e como organizar seus dados para declarar criptomoedas no Imposto de Renda 2026 com mais segurança e clareza.

Preciso declarar criptomoedas no Imposto de Renda 2026?

Se você possui mais de R$ 5 mil em um mesmo tipo de criptomoeda (como Bitcoin, por exemplo), esse valor precisa ser informado na ficha de “Bens e Direitos”. Isso vale mesmo que você não tenha vendido nada ao longo do ano, ou seja, só o fato de ter o ativo acima desse valor já exige o registro na declaração. Mas aqui está o ponto principal: isso não significa automaticamente que você precisa declarar o Imposto de Renda.

A obrigatoriedade de declarar depende dos critérios gerais definidos pela Receita Federal. Entre eles, estão situações como:

  • ter recebido rendimentos tributáveis acima do limite anual (R$ 35.584);
  • possuir bens ou direitos que, somados, ultrapassem R$ 800 mil até 31 de dezembro;
  • ter obtido ganho de capital na venda de bens, como imóveis ou veículos;
  • ter receita bruta de atividade rural acima de R$ 177.920;
  • receber rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte acima de R$ 200 mil, entre outros casos.

Na prática, o que acontece é que muitos investidores em criptomoedas acabam se encaixando nessas regras, especialmente quem realizou vendas, teve lucro ou utilizou corretoras internacionais.

Por isso, o melhor caminho é olhar para o seu cenário completo: não apenas o valor das criptomoedas que você possui, mas também sua renda, suas movimentações e outros bens. Assim, fica mais fácil entender se você precisa apenas informar seus ativos ou se está, de fato, obrigado a entregar a declaração.

Como ​​declarar criptomoedas na declaração

Na hora de preencher o Imposto de Renda, as criptomoedas devem ser informadas na ficha “Bens e Direitos”, dentro do grupo 08, específico para criptoativos. É ali que você registra tudo o que faz parte do seu patrimônio em ativos digitais.

O primeiro passo é selecionar esse grupo e, em seguida, escolher o código correspondente a cada tipo de criptomoeda. Esse detalhamento é importante porque cada categoria tem uma classificação própria dentro da declaração:

  • 01 para Bitcoin
  • 02 para outras criptomoedas (altcoins), como Ethereum ou XRP
  • 03 para stablecoins, como USDT e USDC
  • 10 para NFTs
  • 99 para outros criptoativos

Depois de selecionar a categoria correta, o preenchimento se baseia em dois pontos principais. Primeiro, informar o valor de aquisição, que é quanto você pagou pelo ativo, e não o valor atual de mercado. Segundo, detalhar bem o campo de “Discriminação”, incluindo informações como:

  • Tipo de criptomoeda;
  • quantidade;
  • forma de custódia (corretora ou carteira própria).

Essa etapa é importante porque dá contexto à declaração e ajuda a Receita a entender a origem e a evolução do seu patrimônio. Essas informações ajudam a dar clareza à declaração e permitem que a Receita Federal acompanhe corretamente a composição e a evolução do seu patrimônio ao longo do tempo.

Operações no exterior

Se você investe em criptomoedas fora do Brasil, essas movimentações também entram na sua declaração e pedem um pouco mais de atenção na organização das informações.

De forma geral, os ganhos obtidos no exterior são tributáveis e devem ser informados. Já eventuais prejuízos também precisam ser declarados, inclusive porque podem ser compensados. Além disso, dependendo do volume e do tipo de operação, essas transações podem influenciar na obrigatoriedade de entrega do Imposto de Renda.

Outro ponto importante é o formato da declaração. Quem teve ganho de capital com criptomoedas em 2025 precisa utilizar o Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível para download, em vez da versão simplificada online da Receita.

Como acessar os informes para declarar criptomoedas

Se você investe pelo íon Itaú, o acesso aos informes necessários para a declaração do Imposto de Renda pode ser feito de forma simples e centralizada pelo próprio aplicativo, o que já facilita bastante a organização dos dados.

Dentro do app, você encontra os informes de rendimentos e relatórios de investimentos, que reúnem informações importantes como posição dos ativos, valores aplicados e movimentações ao longo do ano. Esses dados servem como base para preencher a declaração com mais precisão. O caminho para acessar é simples:

  • Abra o app e acesse sua conta;
  • Vá até a área de investimentos;
  • Busque por “informes de rendimentos”;
  • Selecione o ano que deseja consultar;
  • Faça o download do documento.

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