O Pix já está integrado à vida do brasileiro. Segundo a pesquisa “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro” (2025), feita pelo Itaú em parceria com o Grupo Consumoteca, 83% da população usa o Pix imediato como principal forma de pagamento no dia a dia.
No entanto, pode acontecer de, na correria do dia a dia, você enviar um Pix para a pessoa errada ou até mesmo errar na hora de digitar o valor a ser pago. Como esse assunto ainda é cercado de dúvidas, vamos esclarecer o que é verdade e o que é mito em casos de erros no envio de Pix.
1 - Se eu enviar um Pix para a chave errada, a única maneira de reaver o dinheiro é pedindo a devolução ao destinatário?
VERDADE. Como o Pix é instantâneo e não pode ser cancelado, a chave errada resulta em uma transferência válida para a conta de outra pessoa. Nesse caso, a primeira atitude é entrar em contato com o Itaú e relatar o erro. O banco pode tentar intermediar o contato com a instituição do recebedor e solicitar que ela faça a devolução. A lei brasileira é clara quanto à devolução de valores recebidos por engano: trata-se da vedação ao "enriquecimento sem causa", princípio estabelecido no Artigo 884 do Código Civil. Este artigo determina que todo aquele que se enriquecer à custa de outrem sem motivo legal é obrigado a restituir o valor indevidamente auferido. Caso a pessoa que recebeu o Pix por engano se recuse a fazer a devolução, ela não só estará descumprindo a obrigação civil, como também poderá ser processada por apropriação indébita na esfera criminal.
2 - Se eu errar o valor do Pix, devo entrar em contato com o recebedor para acertar a diferença (para mais ou para menos)?
VERDADE. O Pix é enviado com o valor digitado e, uma vez confirmado, a alteração manual não é possível.
- Valor a menos: Você precisará fazer um novo Pix com o valor faltante.
- Valor a mais: Você deve solicitar ao recebedor que utilize a função Devolver Pix para estornar o excedente. O Itaú pode ajudar a intermediar a situação, mas a devolução depende da ação do recebedor.
3 - O Alerta Pix Suspeito do Itaú é uma camada a mais de segurança automática para proteger o cliente contra fraudes.
VERDADE. O Itaú disponibiliza o Alerta Pix Suspeito automaticamente como um recurso de segurança que utiliza inteligência artificial para identificar comportamentos fora do padrão e destinatários com histórico de denúncias de golpe.
Situações em que o Itaú pode acionar o alerta:
- Destinatário suspeito: Se a chave Pix para a qual você está transferindo já foi denunciada por outros clientes por envolvimento em fraudes ou golpes.
- Atividade incomum na conta: Se a transação for considerada fora do seu perfil de uso habitual, como enviar um valor muito alto para uma conta que você nunca usou.
- Alertas contextuais: O Itaú também pode emitir alertas na tela do Superapp para lembrar o cliente de que funcionários do banco nunca solicitam transferências para "regularizar" ou "bloquear" a conta, protegendo contra o golpe da falsa central.
- Quando o alerta é exibido, o cliente tem a opção de cancelar ou seguir com a transferência, reforçando a necessidade de parar, ler e repensar a operação para garantir que ela seja legítima.
Mito: O Pix pode ser cancelado ou estornado a qualquer momento após a confirmação
A característica fundamental do Pix é a irreversibilidade. Portanto, uma vez que a transação é confirmada e o dinheiro é enviado, ela não pode ser cancelada ou estornada pelo pagador através do aplicativo, como acontece com um agendamento ou boleto.
No entanto, há uma exceção: o único que pode devolver o valor é o próprio recebedor, utilizando a função Devolver Pix no extrato ou comprovante da transação.
Em casos de fraude: Você deve acionar imediatamente o Itaú para tentar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), um recurso do Banco Central que permite o bloqueio e eventual devolução do valor em situações suspeitas.
