Estudar fora do país é uma experiência que pode transformar a vida de um adolescente. No entanto, antes de arrumar as malas e embarcar, é necessário pensar no planejamento financeiro, na organização da viagem e na preparação emocional. Discutir cada detalhe em família ajuda a definir prioridades, criar estratégias para lidar com os custos e preparar o jovem para enfrentar situações novas com segurança e autonomia.
A advogada Maria Paula Santos, hoje com 25 anos, lembra bem de quando, aos 17, embarcou para Londres, na Inglaterra, acompanhada da irmã. “Como só tive contato com o ensino da Língua Inglesa no ensino médio, o intercâmbio surgiu como uma excelente forma de aprofundar o aprendizado por meio de uma imersão no idioma e na cultura”, conta.
Para ela, o maior benefício do intercâmbio foi a evolução no inglês. “Em três semanas, entrei no curso com nível básico e concluí com nível intermediário, principalmente graças às conversas cotidianas em inglês com pessoas de diferentes nacionalidades. Além do aprendizado linguístico, essa foi minha primeira viagem internacional e com ela vieram lições valiosas que ampliaram minha autonomia, independência, responsabilidade e autoconfiança”, afirma.
A adaptação ao novo país gerou desafios. A advogada recorda que a timidez e a insegurança em pronunciar palavras de forma incorreta dificultaram a comunicação. “No início, eu tinha vergonha de errar ao falar inglês. Mas percebi que o segredo era me permitir aprender. Quando deixei o medo de lado, aproveitei cada momento”, relata.
Intercâmbio como ferramenta de desenvolvimento
O economista e doutor em Relações Internacionais, Mário Tito, ressalta que o intercâmbio é uma oportunidade única de crescimento intelectual e emocional. “Mais do que aprender uma nova língua, o adolescente aprende uma nova forma de ver o mundo. É uma experiência que amplia horizontes e estimula o respeito à diversidade”, afirma ele, que também é professor da Universidade do Estado do Pará (UEPA).
Segundo o especialista, a vivência internacional estimula competências que influenciam o desempenho escolar e o desenvolvimento pessoal. “Quando o jovem se coloca em um ambiente novo, aprende também a errar e a se corrigir. Essa convivência multicultural o ensina a se adaptar, a se comunicar e a valorizar o diferente. São aprendizados que nenhuma sala de aula substitui”, garante.
O papel da família no processo
Embora o intercâmbio seja uma experiência individual, o planejamento é coletivo. É importante que os pais ou responsáveis estejam envolvidos desde o início, tanto nas decisões financeiras quanto emocionais.
“O intercâmbio do adolescente precisa estar inserido em um contexto familiar que favoreça o desenvolvimento das potencialidades”, enfatiza Mário Tito. “Os responsáveis devem conhecer a escola, a família anfitriã e o ambiente que o jovem encontrará no exterior. Isso traz segurança e tranquilidade para todos”, orienta.
Maria Paula reforça que o apoio dos pais foi determinante. A família dela também contou com o apoio de uma empresa especializada em intercâmbios. “Essa orientação foi essencial para o planejamento financeiro da viagem, auxiliando em etapas importantes como a compra das passagens, as orientações sobre o visto, a escolha da escola e as autorizações necessárias para o embarque”, detalha.
Fazer intercâmbio exige planejamento
Realizar o sonho de estudar fora do Brasil requer organização. Entender os custos, definir metas e manter a disciplina são passos indispensáveis para tirar o projeto do papel. Para isso:
1. Conheça o custo real do intercâmbio
Cada detalhe conta. Passagens, visto, hospedagem, seguro saúde, alimentação, transporte e lazer fazem parte do planejamento e precisam ser considerados com antecedência para traçar um orçamento realista.
2. Defina metas e acompanhe seu progresso
Estabeleça um valor mensal de economia e trate-o como prioridade no orçamento da família. Ferramentas simples, como os Cofrinhos Itaú, ajudam a visualizar o quanto já foi alcançado e o quanto ainda falta.
3. Mantenha disciplina e foco no objetivo
Separar o valor da economia logo que o dinheiro entra na conta ajuda a criar o hábito de poupar. Transformar esse processo em algo coletivo, como uma meta familiar, também motiva o adolescente a participar da construção do sonho.
Soluções que ajudam a organizar e economizar
Para quem deseja planejar com segurança, o Itaú oferece ferramentas que facilitam o caminho até o intercâmbio. O Cofrinho permite guardar valores de forma separada dentro da conta corrente, ajudando a visualizar o progresso rumo à meta. É possível investir a partir de R$ 1 diretamente no SuperApp, com rendimento de 100% do CDI, maior do que o da poupança tradicional. A ferramenta permite criar até dez metas financeiras diferentes simultaneamente e ainda manter uma reserva de emergência separada.
O uso é simples e intuitivo. Basta acessar o atalho “Cofrinhos”, escolher a meta, definir o valor desejado e, se quiser, estabelecer uma data limite para alcançá-la. É possível acompanhar o saldo e o rendimento líquido em tempo real. Os resgates também são rápidos e flexíveis: valores aplicados até as 20h de dias úteis podem ser retirados no próximo dia útil.
Quanto mais tempo o dinheiro ficar guardado, melhor tende a ser o resultado, devido à tributação regressiva do imposto de renda e à isenção do IOF após 30 dias. Dessa forma, metas de médio e longo prazo, como intercâmbio, podem ser alcançadas de maneira mais previsível e segura.
Outra solução é o serviço de câmbio, que oferece diversas formas de comprar e enviar moeda estrangeira de forma segura. É possível adquirir dólares ou euros pelo aplicativo ou em agências, além de contar com cartões internacionais que permitem saques no exterior nas redes Cirrus e Plus. A conta internacional da Avenue oferece cartão de débito em dólar ou euro aceito em mais de 180 países, garantindo praticidade durante a viagem.
O serviço de câmbio também facilita transferências internacionais, permitindo enviar e receber valores do exterior com rapidez e segurança. As taxas de câmbio podem ser consultadas em tempo real pelo SuperApp ou pelo computador, oferecendo controle sobre a variação das moedas. Essa flexibilidade ajuda os pais a planejarem a viagem de forma segura, evitando surpresas no orçamento familiar.
Com essas soluções integradas, o planejamento financeiro do intercâmbio se torna mais organizado e monitorável. Guardar dinheiro, acompanhar rendimentos, comprar moeda estrangeira e realizar transferências internacionais ficam mais práticos, permitindo que as famílias mantenham o foco no sonho dos filhos sem comprometer o equilíbrio financeiro.
Preparar-se para o novo
O intercâmbio pode durar semanas ou meses, mas o impacto permanece por toda a vida. Para as famílias, o processo é uma oportunidade de fortalecer laços e ensinar, na prática, o valor do planejamento e da responsabilidade financeira. Já para o adolescente, é a chance de descobrir o mundo (e a si mesmo).
“É importante que o jovem se prepare para as diferenças: de idioma, de comportamento, de clima e até de ritmo de vida”, explica Mário Tito. “Ter curiosidade, respeitar o diferente e estar aberto para aprender são atitudes que fazem toda a diferença”, completa o doutor em Relações Internacionais.
“Meu maior conselho é simples: só vai! Conhecer o mundo além da própria bolha foi uma verdadeira virada de chave na minha vida. Percebi o quanto aprender um novo idioma pode abrir portas e criar oportunidades únicas”, finaliza a advogada Maria Paula Santos.
