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Como torcer pela Seleção sem fazer gol contra no orçamento

Limite por partida, escolhas conscientes e planejamento ajudam o torcedor a vibrar pelos craques brasileiros

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Por Redação Feito.ItaúPublicado em Atualizado em
Imagem de uma camisa da Seleção, um celular, uma bola e uma calculadora
Imagem gerada por IA

A entrada em campo da Seleção Brasileira sempre mexe com emoções, rotina e consumo. Entre convites de amigos, transmissões em bares e promoções tentadoras, é fácil gastar mais do que o planejado. A boa notícia é que dá para acompanhar cada partida sem comprometer o mês seguinte. O ponto de virada está menos em cortar a diversão e mais em saber, desde o início, até onde o bolso pode ir.

Segundo o educador financeiro Alexandre Damasceno, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenador do Grupo de Educação Financeira da Amazônia (Gefam), o principal desafio está nos gastos que não entram no planejamento inicial. “Muita gente esquece dos lanches fora de hora, dos pedidos extras e do consumo entre um jogo e outro. Também acontece de assistir partidas que não estavam previstas, o que aumenta o gasto ao longo do período”, explica.

Para o especialista, esses valores parecem pequenos isoladamente, mas se acumulam e podem se tornar um problema. “Mesmo quando existe uma reserva de emergência, é preciso observar com cautela. Sem esse cuidado, o orçamento acaba comprometido”, destaca.

Cada torcedor consome de um jeito

Damasceno lembra que não existe um único modelo de consumo. Idade, renda, rotina e prioridades influenciam diretamente as escolhas. “Cada pessoa tem um perfil. Tem gente que consome pouco, tem gente que consome mais. O importante é entender a própria realidade financeira”, afirma. “O problema não é gastar, é gastar sem saber se pode”, complementa.

Evitar comparações com padrões exibidos nas redes sociais também faz parte do cuidado necessário. “Nem tudo o que aparece ali reflete a realidade financeira da maioria das pessoas”, alerta o especialista.

Sem dúvida, assistir à seleção é um evento emocional por natureza, mas, para o educador financeiro, a razão precisa entrar em campo junto com o amor pela seleção. “A pessoa precisa olhar para a própria realidade. Se não pode, não vai. Simples assim. Afinal, existem alternativas para curtir os jogos gastando menos”, orienta.

Definir um teto por jogo ajuda a manter o controle

Assistir a algumas partidas em casa, intercalar com encontros fora e escolher quais jogos realmente justificam sair são importantes para equilibrar diversão e orçamento. Além disso, uma das estratégias mais eficazes é estabelecer um valor máximo por partida. Alimentação, transporte e lazer precisam caber nesse limite.

Ter um teto definido evita decisões por impulso e facilita ajustes ao longo dos jogos. “Quando há maior demanda, os preços sobem. Transporte e alimentação ficam mais caros nos dias de jogo”, explica Alexandre. “Por isso, é importante pensar nesses custos antes”, salienta o educador financeiro.

Quando o combinado vem antes das partidas

O vendedor amapaense Henrique Monteiro, de 29 anos, já viveu experiências bem diferentes entre si. Teve época de acompanhar quase todos os jogos fora de casa, emendando encontros e esticando a conta sem perceber.

Com o tempo, ele aprendeu que o problema não estava em sair, mas em sair sem combinar nada antes. “Hoje eu gosto de assistir no bar, encontrar os amigos, sentir aquele clima de jogo importante”, conta. “Mas a gente conversa antes. Cada um paga o que consome, ninguém força a barra”, revela.

Henrique diz que essa conversa simples mudou completamente a relação dele com os gastos. “Eu quase não bebo, então não faz sentido dividir tudo igual. Antes eu acabava pagando por coisas que não consumia, só para não criar clima. Agora é mais tranquilo”, diz.

Quando o orçamento do mês está mais apertado, a escolha muda sem drama. “Tem jogo que eu vejo em casa mesmo. Chamo um amigo, faço alguma coisa rápida para comer e pronto. Tem muitas partidas. Não dá para viver todas da mesma forma. Escolher quais merecem sair de casa ajuda muito”, ressalta.

Soluções que ajudam a manter os gastos sob controle

Se você quer torcer com mais tranquilidade no bolso, o SuperApp Itaú reúne ferramentas que ajudam tanto no planejamento prévio quanto no acompanhamento dos gastos ao longo do período.

Uma dessas funcionalidades são os Cofrinhos, que permitem separar um valor específico para objetivos de curto prazo, como acompanhar os jogos. Ao destinar previamente um montante para o lazer, o torcedor evita misturar esse gasto com despesas fixas, como contas de casa ou alimentação do dia a dia.

O recurso possibilita guardar dinheiro aos poucos, acompanhar o saldo em tempo real e visualizar quanto ainda pode ser usado durante esse período. Dessa forma, o torcedor consegue planejar melhor quais jogos assistir fora de casa, quando economizar e quando dá para abrir uma exceção, sem perder a noção do limite.

Outra ferramenta é o Controle de Gastos, que organiza automaticamente as despesas por categoria, como alimentação, bares, delivery e transporte — justamente os custos que costumam aumentar em dias de jogo. Com essa visão detalhada, fica mais fácil entender como pequenas escolhas ao longo da semana impactam o orçamento ao final do mês.

Além disso, o usuário pode definir limites para cada categoria e receber alertas quando os gastos se aproximam do valor estipulado. Esse acompanhamento contínuo ajuda a ajustar decisões em tempo real, evitando excessos sem precisar abrir mão da experiência de acompanhar a seleção.

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