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Deepfakes: como se proteger de golpes com imitação de voz

Conheça os sinais de alerta em ligações suspeitas e use a tecnologia do Itaú a seu favor  

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Imagem de homem falando ao celular
Imagem gerada por IA

O avanço da Inteligência Artificial (IA) trouxe facilidades para o dia a dia, mas também abriu portas para fraudes mais sofisticadas, como o golpe da voz clonada. A preocupação com a segurança digital é real: segundo dados divulgados pela Biocatch, 89% dos brasileiros afirmam temer ter sua voz “roubada” por ferramentas de IA, e que golpistas reproduzam o áudio para simular golpes como os das falsas emergências financeiras.   

Embora não seja possível eliminar completamente o risco, informação, atenção aos sinais de alerta e ferramentas de proteção podem ajudar a reduzir as chances de cair nesse tipo de golpe. A seguir, entenda como esse tipo de golpe costuma acontecer e quais atitudes considerar antes de compartilhar dados, transferir dinheiro ou atender a pedidos urgentes feitos por telefone. 

Como funciona o golpe da falsa emergência e da clonagem de voz? 

O crime quase sempre começa com engenharia social - uma técnica em que pessoas golpistas manipulam o comportamento humano explorando sentimentos como medo, urgência ou confiança. 

Para tornar a história convincente, criminosos buscam reunir informações sobre a vítima disponíveis em fontes públicas, como redes sociais, ou obtidas ilegalmente, por meio de vazamentos e da compra de dados.  

Já para criar uma voz clonada, podem usar amostras de áudio extraídas de vídeos em redes sociais, mensagens ou outras publicações. Com ferramentas de IA, esses registros podem ser usados para imitar características como timbre, entonação e sotaque.  

A partir daí, as pessoas golpistas estruturam abordagens como: 

  • Golpe do falso parente: golpista liga ou envia mensagens de áudio simulando ser alguém da família. Geralmente alegam que sofreram um acidente, que o celular quebrou ou que precisam pagar uma conta urgente.
  • Golpe do falso profissional: O fraudador se passa por advogado, contador ou prestador de serviços conhecido pela vítima, solicitando depósitos urgentes para liberar processos judiciais ou taxas cartorárias.

O objetivo principal é gerar um senso de desespero que impeça a vítima de pensar e checar os dados com calma antes de fazer um Pix ou transferência. 

O uso de Inteligência Artificial nas fraudes financeiras 

Os ataques digitais que utilizam personificação - quando o criminoso se passa por outra pessoa - registraram uma alta de 140% no Brasil em 2025, enquanto os casos envolvendo especificamente deepfakes cresceram 126% no mesmo período, de acordo com dados divulgados pela Biocatch. 

Esse cenário acompanha uma tendência global de sofisticação do crime digital. O relatório global FBI IC3 Crime Report aponta que as perdas com crimes cibernéticos chegaram a U$ 20,8 bilhões em 2025, e o uso de ferramentas de IA tem sido uma engrenagem crescente para aumentar o poder de persuasão das abordagens criminosas. Por isso, a prevenção exige atenção redobrada aos sinais de alerta. 

Como identificar uma ligação ou mensagem suspeita 

Embora a voz clonada seja muito parecida com a real, existem indícios contextuais que ajudam a acender o sinal vermelho: 

  • Pedido imediato de dinheiro: Desconfie de qualquer ligação de parentes ou pessoas conhecidas exigindo transferências urgentes, principalmente se os dados bancários informados forem de terceiros (nomes desconhecidos).
  • Pressão psicológica: O interlocutor tenta fazer com que você tome a decisão imediatamente, desencorajando a encerrar a chamada ou consultar pessoas de confiança.
  • Falsa central de atendimento: O golpe também pode vir na forma de um suposto funcionário do banco. O fraudador usa roteiros personalizados para simular uma movimentação suspeita na conta e solicita senhasiToken ou a instalação de aplicativos.

Atenção: O Itaú nunca solicita que clientes façam transferências, estornos ou pagamentos para resolver supostos problemas na conta. O banco também não pede senhas, códigos de segurança, iToken ou dados do cartão por telefone, mensagem ou e-mail. 

Dicas práticas para proteger você e sua família de golpes com IA 

Para evitar cair em armadilhas que utilizam manipulação de áudio e engenharia social, adote hábitos preventivos:  

  • Combine uma palavra-chave familiar: Crie um código ou pergunta secreta com seus parentes próximos (como uma palavra ou expressão secreta) que só vocês saibam. Se receber um pedido de dinheiro suspeito, peça essa confirmação.
  • Desconfie e desligue: Se receber um áudio ou ligação alarmante de um familiar pedindo dinheiro, mantenha a calma. Desligue o contato imediatamente e ligue de volta para o número original dessa pessoa (não retorne para o número que acabou de te ligar) ou procure outros familiares para checar a história.
  • Limite a exposição de dados: Evite deixar perfis de redes sociais totalmente públicos com vídeos onde sua voz ou dados pessoais fiquem expostos a desconhecidos.

Conheça duas ferramentas essenciais do Itaú para mitigar riscos: 

Modo Protegido 

É uma funcionalidade que permite definir limites reduzidos para transações financeiras (como Pix e transferências) sempre que o cliente estiver fora de locais considerados seguros (como a própria casa ou o ambiente de trabalho). Isso impede que movimentações de valores expressivos sejam feitas de forma precipitada ou sob coação em locais públicos. 

Alerta Pix 

Utiliza sistemas de inteligência em tempo real para analisar o contexto e o comportamento do cliente. Caso o sistema identifique uma transferência que fuja completamente do padrão habitual de movimentação daquela conta, um alerta é emitido na tela antes da conclusão da operação, permitindo que o usuário reavalie a ação antes de enviar o dinheiro. 

Ao unir a conscientização sobre as novas tecnologias de IA com as camadas de proteção digital do banco, fica muito mais fácil proteger o seu patrimônio contra golpes. Uma última dica: em caso de qualquer contato suspeito, interrompa a conversa na hora e procure os canais oficiais de atendimento do Itaú. 

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