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Seguro contra eventos climáticos extremos: o que observar na cobertura?

Conhecer os riscos previstos, as exclusões, os limites de indenização e a franquia ajuda a evitar surpresas quando chegar a hora de acionar a apólice 

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Imagem de homem fazendo reparos na fachada de um estabelecimento comercial
Imagem gerada por IA

Chuva forte, enchente ou vendaval podem danificar um imóvel, destruir bens e interromper a rotina de uma família ou empresa. Nesses casos, uma dúvida costuma aparecer: “o seguro cobre?”. Para saber, é preciso olhar para o que foi contratado, pois um seguro patrimonial não cobre automaticamente qualquer prejuízo causado por um fenômeno climático.

A indenização está vinculada aos riscos previstos na apólice, aos limites estabelecidos e às condições para o acionamento. Por isso, conhecer a cobertura antes da contratação ajuda a evitar dúvidas e frustrações no momento do sinistro.

Para se ter uma ideia, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 afetaram 478 dos 497 municípios do estado e impactaram cerca de 2,4 milhões de pessoas. O episódio mostrou como um único fenômeno pode atingir simultaneamente moradias, empresas, equipamentos públicos e estruturas produtivas.

De acordo com Diego Endrigo de Oliveira, administrador e planejador financeiro, a escolha do seguro deve partir dos riscos efetivamente presentes no imóvel. “O seguro deve ser analisado como uma ferramenta de proteção patrimonial, e não apenas como um produto a ser contratado pelo preço”, afirma.

Enchente, alagamento e vendaval são a mesma coisa?

Não necessariamente. E essa é uma das primeiras informações que o consumidor precisa verificar antes de contratar uma apólice. Vendaval, granizo e determinados danos relacionados a tempestades podem estar previstos, enquanto enchentes, alagamentos e deslizamentos podem exigir proteções específicas. O tratamento de cada ocorrência depende das condições estabelecidas no contrato.

A nomenclatura também merece atenção. Termos como enchente, inundação e alagamento podem ter definições próprias nas condições da apólice. Por isso, não é seguro concluir que determinada situação está protegida apenas porque o contrato utiliza uma expressão genérica relacionada a fenômenos climáticos.

“A recomendação é verificar exatamente quais riscos foram contratados”, explica Endrigo. “Termos semelhantes, como enchentes, inundação e alagamento, podem ter tratamentos diferentes no contrato”, diz o especialista. Por isso, vale consultar as coberturas descritas na apólice e, em caso de dúvidas, contar com o apoio de um corretor ou especialista para entender exatamente quais situações estão amparadas pelo seguro.

A cobertura básica reúne os riscos considerados essenciais naquele produto. Já as adicionais ampliam a proteção para situações específicas. Quanto mais particular for a exposição de determinado imóvel ou região, maior a importância de verificar se a apólice contempla aquele risco.

Localização, histórico de ocorrências, proximidade de rios ou áreas de encosta, características construtivas e utilização do imóvel também podem influenciar as condições oferecidas, incluindo preço, franquia e disponibilidade de determinadas proteções.

Limite de indenização e franquia: o que significam?

Mesmo quando determinado risco está coberto, isso não significa que qualquer prejuízo será integralmente indenizado.

O limite de indenização corresponde ao valor máximo que a seguradora poderá pagar para determinada cobertura. Por isso, é importante avaliar se a quantia contratada é compatível com aquilo que se pretende proteger. O valor segurado também precisa ser revisto ao longo do tempo. Reformas, aquisição de bens e mudanças no patrimônio podem fazer com que uma cobertura anteriormente adequada deixe de ser suficiente.

A franquia, por sua vez, corresponde à parcela do prejuízo assumida pelo próprio segurado. Uma franquia elevada pode reduzir o valor efetivamente recebido e tornar menos vantajoso acionar a apólice em determinados danos de menor porte.

Diante disso, olhar apenas para o preço pode levar a uma comparação incompleta. Duas opções podem ter valores distintos justamente porque oferecem limites, franquias ou conjuntos de proteções diferentes.

Leia também o que ficou de fora

As exclusões estão entre as partes mais importantes do contrato porque indicam as situações em que a seguradora não assume o risco. Um equívoco é presumir que, se o dano foi provocado por uma tempestade ou outro fenômeno climático, a indenização será automática. Não é assim. O risco precisa estar contemplado e respeitar as condições estabelecidas na apólice.

Também é preciso diferenciar o dano provocado pelo fenômeno de problemas que já existiam no imóvel. O seguro não substitui a manutenção. Falta de conservação, desgaste preexistente e determinados vícios estruturais anteriores à contratação podem ficar fora da proteção.

Para entender exatamente o que está coberto e quais situações podem não estar amparadas, vale consultar a apólice e as condições gerais do seguro, disponíveis nos canais de autosserviço Itaú. Em caso de dúvidas, o segurado também pode contar com o suporte da central de atendimento, do corretor ou de especialistas para interpretar as coberturas contratadas e esclarecer as condições para acionamento.

Antes de assinar, portanto, o consumidor deve observar três pontos: o que está coberto, o que está excluído e quais condições precisam ser cumpridas para acionar a apólice. A leitura ganha importância para quem mora ou mantém uma empresa em uma região com histórico de determinados fenômenos. O risco mais relevante para aquele imóvel pode exigir uma proteção específica.

O que fazer depois de um evento climático?

A prioridade é proteger as pessoas. Depois, segundo Endrigo, “é importante registrar os danos com fotos e vídeos, preservar documentos e comprovantes e comunicar o sinistro à seguradora pelos canais oficiais o mais rapidamente possível”, orienta.

O processo pode envolver vistoria presencial ou análise de documentos e imagens. A seguradora verifica se o risco está previsto na apólice e dimensiona os danos para dar andamento ao pedido.

Além da abertura do sinistro, muitos seguros contam com serviços de assistência que podem oferecer apoio imediato em emergências. Dependendo da apólice contratada, o segurado pode ter acesso a serviços como cobertura provisória de telhado, limpeza de calhas, envio de eletricista e outros atendimentos emergenciais que ajudam a reduzir os impactos do evento e a preservar o imóvel até que a situação seja normalizada.

Conhecer esse processo antes de precisar dele ajuda a reduzir a insegurança em um momento que já costuma envolver perdas materiais e decisões urgentes. Entre os erros mais frequentes, estão escolher pelo menor preço, desconhecer as exclusões, contratar valores insuficientes e presumir que qualquer desastre natural estará protegido.

A escolha, portanto, deve considerar o patrimônio protegido, os riscos da região, as exclusões, os limites e as condições de acionamento. Antes de contratar, a pergunta mais importante não é apenas “quanto custa?”, mas “contra quais riscos estou realmente protegido e em que condições?”.

Cinco dicas para escolher uma cobertura adequada

1. Confira os riscos cobertos

Verifique se os eventos mais relevantes para sua região estão previstos na apólice e não presuma que termos como enchente, alagamento e inundação significam a mesma coisa.

2. Leia as exclusões

Entenda quais situações não geram indenização e quais condições precisam ser cumpridas para acionar a cobertura.

3. Avalie limite e valor segurado

Cheque o valor máximo de indenização e se ele é compatível com o patrimônio protegido. Reformas e novas aquisições podem exigir uma atualização da apólice.

4. Entenda a franquia e as condições do imóvel

Saiba qual parcela do prejuízo ficará sob sua responsabilidade e considere que localização, histórico de ocorrências, características da construção e proximidade de rios ou áreas de encosta podem influenciar as condições do seguro.

5. Saiba como agir em caso de sinistro

Conheça os canais oficiais da seguradora, os documentos que podem ser solicitados e a forma adequada de registrar os danos.

6. Conte com o apoio de um especialista

Em caso de dúvidas sobre coberturas para eventos climáticos, como alagamentos, enchentes e vendavais, busque orientação pelos canais de atendimento do Itaú. Esse suporte pode ajudar a entender quais proteções fazem sentido para a sua região, bem como as condições, limites e exclusões previstos na apólice. Para mais informações, a contratação pode ser realizada pelo Superapp Itaú ou com o apoio do gerente da sua conta.

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