O alerta chega de repente: “Transferência via Pix confirmada. Reconhece esta transação?”. Em segundos, vem a dúvida: “será que essa mensagem é verdadeira?”
Com o crescimento das transações digitais e da comunicação via aplicativos, além da inteligência artificial, os golpes que simulam mensagens de bancos se multiplicaram. Muitos usam logotipos, linguagem parecida e tom de urgência para convencer a vítima a clicar em links falsos ou compartilhar senhas.
O Brasil é um dos países mais digitais do mundo. Segundo a pesquisa “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro” (2025), feita pelo Itaú em parceria com o Grupo Consumoteca, 83% da população adotou o Pix como principal meio de pagamento. Praticidades como essas mudaram o jeito de lidar com o dinheiro, mas trouxeram um novo desafio: como manter a segurança em um ambiente de mensagens rápidas e informais?
Mas nada de desespero. A pesquisa “Consciência e Prosperidade” mostra que 80% dos brasileiros querem aprender a administrar melhor o próprio dinheiro e 77% se sentem mais seguros quando sabem como se proteger de golpes.
O dado revela um movimento de mudança: falar sobre dinheiro e segurança digital virou um tema cotidiano — presente nas conversas de família e nos grupos de WhatsApp.
Mas a informação continua sendo o principal escudo contra fraudes.
Para reforçar a segurança, o Itaú passou a conversar com os clientes por um canal verificado no WhatsApp, identificado com o selo verde e o nome Itaú Unibanco. Quando há uma movimentação fora do padrão, você recebe uma notificação e pode confirmar ou cancelar a transação diretamente pelo chat, sem clicar em links externos.
Essa comunicação é sustentada por inteligência artificial, capaz de reconhecer comportamentos suspeitos e interromper possíveis golpes.
Como identificar uma mensagem falsa
Victor Thomazetti, superintendente de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco, explique que as mensagens fraudulentas costumam apelar para dois gatilhos emocionais das vítimas: senso de urgência e oportunidades financeiras imperdíveis. “Como urgência, elas trazem um contexto de ‘faça isso agora’, ‘sua conta será bloqueada’, ‘há uma tentativa de invasão’. Já em oportunidade, vão na linha ‘ganhe 200% de rendimento’, ‘produto pela metade do preço’, ‘promoção imperdível’, exemplifica o Thomazetti.
Quando receber mensagens assim, o especialista aconselha: “pause e valide a origem”. “Se a mensagem tiver como remetente o Itaú, entre no Superapp ou ligue para a Central de Atendimento. Se for um familiar, confirme com ele por outro canal de comunicação.”
Thomazetti afirma que, hoje, os criminosos conseguem criar páginas e mensagens praticamente perfeitas graças à inteligência artificial. “Antigamente, erros de português e imagens ruins eram indícios claros de golpe. Agora, esses sinais desapareceram. Com IA generativa, qualquer pessoa cria um site idêntico ao de um banco em minutos. Por isso, a única defesa efetiva é o ceticismo constante. Todo mundo precisa duvidar de tudo que envolva urgência, medo ou promessas de ganhos fáceis”, completa.
O avanço dos golpes digitais exige atenção constante, mas também mostra um lado positivo: a segurança financeira virou uma conversa ativa. E quanto mais o brasileiro fala sobre o tema, mais difícil fica para os golpistas se passarem por quem não são.
Caiu em um golpe? Saiba o que fazer
1. Comunique imediatamente o Itaú. Use os canais oficiais ou o Superapp para bloquear a conta ou o cartão;
2. Registre um boletim de ocorrência. Isso ajuda na investigação e na recuperação de valores;
3. Troque suas senhas e revise os acessos. Inclua e-mails e redes sociais, já que muitas fraudes são conectadas;
4. Acompanhe as transações nos dias seguintes. Mesmo pequenos valores podem indicar movimentação suspeita.
