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A aposentadoria pode ser um momento de crescimento financeiro?

Com filhos independentes e menos despesas fixas, muita gente descobre que a aposentadoria abre um espaço no orçamento que a vida profissional raramente permite antes dos 60 anos.

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Imagem de uma senhora trabalhando em uma loja
Imagem gerada por IA

O Brasil soma 4,5 milhões de empreendedores da chamada Economia Prateada – pessoas com mais de 60 anos à frente de seus próprios negócios. O número cresceu 58,6% na última década, o maior salto entre todas as faixas etárias, segundo o Sebrae Nacional.

A aposentadoria, que por muito tempo foi sinônimo de descanso obrigatório, virou para muita gente o primeiro momento da vida adulta com tempo, energia e algum patrimônio disponíveis ao mesmo tempo, combinação que pode não aparecer antes dos 60.

A pesquisa “Consciência e prosperidade: nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizada pelo Itaú em parceria com o grupo Consumoteca em 2025, ajuda a entender o que essa geração quer.

No levantamento, 49% dos brasileiros apontam investir para gerar renda passiva como principal caminho para prosperar, e 45% citam empreender e criar o próprio negócio.

Os dois caminhos se abrem com mais concretude exatamente quando os maiores compromissos financeiros da vida ativa começam a sumir.

O que muda no orçamento quando os filhos saem e o trabalho para

Durante a vida profissional, o dinheiro já tem destino antes mesmo de cair na conta: financiamento, escola, plano de saúde da família inteira, transporte diário.

Quando esses compromissos diminuem ou somem, o espaço que aparece no orçamento pode surpreender – não é dinheiro novo, ele sempre existiu.

Com as despesas mensais entre obrigações e necessidades existentes ao longo dos anos, essa percepção na ordem financeira pode acabar passando. Mas esse espaço, quando reconhecido, também pode fazer diferença.

A pesquisa “Consciência e prosperidade” mostra que 83% dos brasileiros reconhecem que investir é essencial para o futuro financeiro, mas, na prática, poucos conseguem investir com regularidade enquanto ainda estão na fase de sustentar família e pagar dívidas.

Nesse sentido, a aposentadoria pode ser o momento oportuno em que investir finalmente se torna possível.

Em regra, aposentado pode continuar trabalhando e empreender

Uma dúvida comum trava muita gente antes de qualquer movimento: se eu voltar a trabalhar ou abrir um negócio, perco a aposentadoria? Em geral, não.

O Regime Geral de Previdência Social (RGPS), administrado pelo INSS e que abrange trabalhadores da iniciativa privada e servidores não vinculados a regime próprio – permite que aposentados continuem trabalhando, prestem serviços como autônomos ou abram empresa, acumulando o benefício com outras fontes de renda.

Há exceções importantes: a aposentadoria por incapacidade permanente (antes chamada de invalidez) suspende essa possibilidade, e a aposentadoria especial pode ter restrições conforme a atividade exercida.

Por isso vale confirmar a situação individual diretamente na central do INSS ou em uma agência antes de qualquer decisão.

No Itaú, vinculando o benefício INSS ao banco, você conta com conta corrente com mensalidade grátis, cartões com condições exclusivas e atendimento próximo na agência ou pelo WhatsApp – além de acesso a opções de crédito consignado, caso precise de capital inicial para um novo projeto.

Por onde começar a investir — mesmo sem experiência

Para quem nunca investiu formalmente, a ideia pode parecer complexa. Na prática, o primeiro passo é simples: entender a diferença entre o dinheiro que precisa estar disponível logo e o que pode ficar aplicado por mais tempo.

Esse conceito tem nome em finanças: liquidez. Quanto maior a liquidez de um investimento, mais rápido ele pode ser transformado em dinheiro na conta quando for necessário.

Parte do patrimônio precisa ter liquidez alta, especialmente o que cobre imprevistos de saúde, que tendem a crescer com a idade.

Em outro trecho de Brasil no Espelho, Felipe Nunes destaca, a partir de uma pesquisa nacional realizada em 2024, que ter saúde é o maior sonho da Geração Bossa Nova, os nascidos entre 1945 e 1964. Já entre os mais jovens, esse desejo ocupa apenas a quarta posição.

A diferença de importância entre as duas gerações chega a 18 pontos percentuais, segundo o levantamento. E planejar o orçamento sem considerar esse custo crescente costuma ser um dos erros mais comuns nessa fase.

Para quem decide empreender

Entre janeiro e julho de 2025, os currículos cadastrados por profissionais com 60 anos ou mais cresceram 42,7% na Catho – que conecta candidatos a empresas –, em relação ao mesmo período de 2024.

Parte desse movimento passa pelo mercado formal, mas outra parcela significativa vai para o empreendedorismo, entre consultorias, prestação de serviços e pequenos negócios que aproveitam décadas de experiência acumulada.

Quem segue esse caminho se depara cedo com um desafio prático: manter a renda da aposentadoria separada do fluxo do negócio.

Quando as duas se misturam na mesma conta, fica difícil saber se o projeto está de pé por conta própria ou sobrevivendo às custas da renda pessoal.

Para isso, o Itaú Empresas reúne conta jurídica, gestão de fluxo de caixa e opções de crédito empresarial em um só lugar, o que ajuda a manter essa separação desde o início, sem burocracia.

A aposentadoria raramente é um ponto final. Para quem tem um projeto guardado há anos – uma consultoria, um pequeno negócio, uma atividade que sempre quis tentar – esse pode ser o momento com mais condições reais de dar o primeiro passo com segurança.

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