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Guia para maratonar o cinema brasileiro na Itaú Cultural Play

Conheça os caminhos para aproveitar de graça o audiovisual brasileiro, entre o humor clássico às produções dos povos originários, em um catálogo repleto de temáticas em mostras variadas.

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Publicado em Atualizado em
Garota assistindo à Itaú Cultural Play em um sofá
Divulgação - Editado por IA

A Itaú Cultural Play é uma plataforma gratuita e sem propagandas que reúne um catálogo variado com filmes, documentários, curtas e séries de todas as regiões do Brasil, em histórias contadas por quem as vive.

Para te ajudar a explorar esse universo, separamos alguns temas e, dentro de cada um, uma lista de títulos para você conhecer.

Como criar sua conta e acessar o Itaú Cultural Play

A Itaú Cultural Play é uma plataforma de streaming gratuita dedicada ao audiovisual brasileiro, voltada a maiores de 18 anos residentes no Brasil. O passo a passo para começar a assistir é simples:

  1. Acesse o site www.itauculturalplay.com.br ou baixe o aplicativo, disponível para celular e smart TV.
  2. Clique em cadastrar e preencha seus dados. O cadastro é gratuito.
  3. Confira seu e-mail: a plataforma envia um código de confirmação.
  4. Use o código para criar sua senha de acesso.
  5. Feito! Agora o catálogo completo de filmes, documentários, séries, curtas e animações fica liberado, sem mensalidade e sem anúncios.

Para quem educa

A mostra reúne obras que podem ser usadas em escolas e projetos educativos, boas para começar conversas sobre cidadania, meio ambiente e desigualdade.

  • Ilha das flores, de Jorge Furtado: em 13 minutos, mostra o caminho de um tomate, da plantação ao lixão, para falar de consumo e fome no Brasil;
  • Jussara, de Camila Ribeiro: um retrato pessoal, bom ponto de partida para conversas sobre memória e identidade;
  • Guida, animação premiada de Rosana Urbes: uma arquivista muda de vida ao se inscrever, por acaso, numa aula de desenho, boa história para falar de recomeços com os alunos;
  • Down Quixote, de Leonardo Cortez: reinterpreta o clássico de Cervantes com atores com síndrome de Down, fruto de mais de duas décadas de trabalho coletivo.

Cadernos do professor

Voltada a quem busca material de apoio pedagógico, essa mostra reúne documentários que revisitam episódios da história recente do Brasil.

  • Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho: começou a ser filmado em 1964, foi interrompido pelo golpe militar e só foi retomado 17 anos depois, quando Coutinho reencontrou os personagens reais da história de João Pedro Teixeira e de sua viúva, Elizabeth Teixeira;
  • Cartola, música para os olhos, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda: revisita a trajetória de Angenor de Oliveira, o Cartola, um dos grandes nomes do samba, misturando imagens de arquivo, música e ficção;
  • O céu dos índios Desâna e Tuiuca: apresenta a visão do antropólogo Jaime Diákara sobre a cosmologia do povo Desâna, do Rio Negro;
  • Águas que me tocam, de Juraci Júnior: percorre o Amazonas e Rondônia para mostrar a relação de povos originários e comunidades ribeirinhas com os rios.

Cine Curtinhas

Pensada para o público infantil, a seção reúne curtas de animação com histórias visualmente acessíveis, ideais para maratonar em família.

  • O jardim mágico, de Naira Carneiro e Carlon Hardt: dois amigos encontram um tesouro escondido e decidem transformá-lo em algo que beneficie toda a aldeia;
  • Vivi Lobo e o quarto mágico, de Isabelle Santos e Edu M. Z. Camargo: uma menina que sofre bullying por causa do próprio sobrenome descobre uma porta mágica em seu quarto;
  • Nosso tempero, feito por alunas e alunos da Escola Municipal João Victor, no Rio Grande do Norte: conta a história de uma menina que mora num povoado conhecido pelo caju, mas detesta a fruta.

Animação

A animação é uma forma leve de aproximar crianças de todas as idades do audiovisual brasileiro, e vira ainda mais rica quando também carrega temas como perda, ancestralidade e diferença. A plataforma tem uma seção dedicada só a isso.

  • Gildo, de Cesar Cabral: baseada nos livros infantis de Silvana Rando, a série acompanha o elefante Gildo e seus amigos Paulo e Socorro em aventuras que transformam situações do cotidiano em descobertas guiadas pela imaginação e pelo brincar;
  • O sonho de Clarice, de Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho: uma menina enfrenta a perda da mãe e encontra na imaginação uma forma de lidar com a saudade;
  • Lulina e a Lua, de Alois Di Leo e Marcus Vinicius Vasconcelos: eleita melhor curta infantil no Animage, um dos principais festivais de animação do país;
  • A menina e o pote, de Valentina Homem e Tati Bond: com consultoria da antropóloga indígena Francy Baniwa, usa a cosmologia dos povos Baniwa e Yanomami para contar a história de uma menina em transformação;
  • Òrun Àiyé, a criação do mundo, de Cintia Maria e Jamile Coelho, também disponível com Libras e audiodescrição: um avô narra à neta a história da criação do mundo segundo a mitologia iorubá.

Homenagem a Grande Othelo

Além dos filmes, a plataforma reserva espaço para homenagens a nomes centrais do cinema brasileiro.

Uma delas celebra Grande Othelo, um dos maiores nomes da chanchada, gênero de comédia musical que dominou o teatro e as telas nacionais entre os anos 1930 e 1950.

  • Carnaval Atlântida, de José Carlos Burle: um produtor quer fazer um filme sério sobre Helena de Troia, mas os funcionários do estúdio, entre eles a dupla vivida por Grande Otelo e Oscarito, insistem numa revista musical carnavalesca;
  • Matar ou correr, de Carlos Manga: paródia bem-humorada do faroeste “Matar ou morrer” (High Noon), no clima do humor nacional;
  • Rio, Zona Norte, de Nelson Pereira dos Santos: segue um compositor de samba explorado pela indústria fonográfica, um dos filmes que abriram caminho para o Cinema Novo.

As cores do som

Mostra dedicada à música brasileira em suas várias formas, do documentário histórico às produções mais recentes sobre ritmos regionais.

  • Concerto de quintal, de Juraci Júnior: seu primeiro longa-metragem, um documentário musical que reúne sons e vozes da Amazônia;
  • Partido Alto, de Leon Hirszman: documentário clássico de 1976 sobre o subgênero do samba nascido das rodas de improviso, com narração do sambista Paulinho da Viola;
  • Poesia azeviche, de Ailton Pinheiro: destaca a força dos blocos afro de Salvador;
  • Mexeu comigo, de Danilo Rodrigues, J. Hiago Oliveira e Sara Maylyne: investiga o arrocha no interior de Sergipe;
  • O som da pele, de Marcos Santos: acompanha o grupo Batuqueiros do Silêncio, formado por pessoas surdas que criam música a partir de vibração e percepção corporal.

Cinema negro brasileiro

Essa mostra reúne produções que colocam os talentos negros no centro da tela, com narrativas, corpos e olhares passando por diferentes gerações do audiovisual nacional.

  • Alma no olho, de Zózimo Bulbul: curta experimental de 1973, um dos pioneiros do cinema negro no Brasil, construído como um poema visual sobre identidade e ancestralidade;
  • A negação do Brasil, de Joel Zito Araújo: documentário que investiga décadas de representação de personagens negros nas telenovelas brasileiras;
  • Café com canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio: acompanha o reencontro entre duas mulheres no Recôncavo baiano, Margarida e Violeta, e o que essa amizade reacende em cada uma;
  • Também somos irmãos, de José Carlos Burle: de 1949, um dos primeiros filmes brasileiros a discutir racismo abertamente, quando um viúvo adota duas crianças brancas e duas crianças negras;
  • Engole o choro, de Fabio Rodrigo: vencedor do Prêmio Itaú Cultural Play, acompanha Anderson, jovem de 17 anos da periferia de São Paulo, em seu confronto com sentimentos que nunca aprendeu a lidar.

Filmoteca Indígena

A seção reúne obras dirigidas por cineastas indígenas, muitas delas fruto de projetos de formação audiovisual dentro das próprias comunidades dos povos originários.

  • Mãri hi, a árvore do sonho, de Morzaniel Ɨramari, primeiro cineasta da etnia Yanomami: conduzido pelas palavras do líder e xamã Davi Kopenawa, mergulha na relação entre sonho e floresta na cosmologia yanomami;
  • Rami Rami Kirani, de Lira Mawapai Huni Kuin e Luciana Txirá Huni Kuin: traz registros da cultura do povo Huni Kuin;
  • Gente verdadeira, infâncias indígenas, de Chico Faganello: um olhar sobre a infância em aldeias indígenas;
  • Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messora: premiado em Cannes, acompanha Ihjãc, jovem do povo Krahô que se recusa a assumir o papel de xamã depois da morte do pai.

Toda forma de amar

Reservada a histórias sobre afeto, identidade e descoberta, essa mostra reúne produções que tratam a diversidade sem reduzir seus personagens a estereótipos.

  • Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro: um dos títulos mais premiados do catálogo, acompanha Leonardo, adolescente cego, em suas descobertas de amizade e primeiro amor;
  • Cavalo marinho, de Leo Tabosa: narrativa sobre desejo e afeto ambientada no litoral nordestino;
  • Divinas divas, de Leandra Leal: documentário que resgata a trajetória de oito artistas travestis pioneiras no Brasil, ativas desde os anos 1960;
  • Mãe só há uma, de Anna Muylaert, parte da rotina de Pierre, um adolescente que descobre ter sido roubado ainda bebê pela mulher que o criou, e passa a reconstruir sua identidade junto à família biológica – um processo que também atravessa suas descobertas sobre gênero e sexualidade.

Cinema acessível para todo mundo

Parte do catálogo da Itaú Cultural Play tem Libras e audiodescrição, um compromisso da plataforma com a acessibilidade e a inclusão.

  • Brasiliana: o musical negro que apresentou o Brasil ao mundo, de Joel Zito Araújo, com Libras e audiodescrição: resgata a companhia de teatro, dança e música que rodou mais de 90 países entre os anos 1950 e 1970, mas segue pouco conhecida no Brasil;
  • Barbosa, de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado: um homem viaja no tempo até 16 de julho de 1950 para tentar evitar a falha do goleiro Barbosa na final da Copa do Mundo, revivendo uma ferida que marcou o país;
  • Uýra, a retomada da floresta, de Juliana Curi: acompanha Uýra Sodoma, artista indígena trans, numa jornada pela Amazônia para ensinar jovens sobre suas ancestralidades.

Itaú Cultural Play: audiovisual brasileiro gratuito pra você

A Itaú Cultural Play é uma plataforma de streaming dedicada ao audiovisual brasileiro. Nela, basta fazer um cadastro gratuito para começar a assistir.

Pronto para começar a maratona dedicada ao audiovisual brasileiro? Você pode acessar pelo site www.itauculturalplay.com.br ou pelo aplicativo, disponível para celular e smart TV.

A plataforma é voltada a maiores de 18 anos residentes no Brasil e reúne filmes, documentários, séries, curtas e animações sem mensalidade e sem anúncios. Com o catálogo organizado por temas, fica mais fácil escolher por onde começar.

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