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O mercado de camisas de futebol: por que algumas valem mais

De edições limitadas a assinaturas de lendas, entenda o que determina o preço de uma camisa e como colecionar com inteligência financeira.

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Por Redação Feito.Itaú
Publicado em Atualizado em
Imagem de um colecionador de camisas da seleção
Imagem gerada por IA

O mercado global de camisas oficiais de futebol movimentou quase US$ 8 bilhões em 2024 e deve chegar a US$ 11 bilhões até 2031, segundo relatório de pesquisa da Valuates Reports.

Mas o que separa uma camisa comum de uma peça que vira ativo? Não é só a marca ou o time. É uma combinação de contexto histórico, raridade, autenticidade e estado de conservação. Entender essa lógica ajuda tanto quem coleciona por amor quanto quem pensa no valor de longo prazo.

História é o maior multiplicador de preço

Davi Ferreira, 31 anos, analista de desempenho esportivo e colecionador há cerca de 18 anos, explica que três fatores principais definem o valor de uma peça: “O fato de ela ser oficial, a sua condição – se está bem preservada, sem furos – e o contexto histórico”.

Uma camisa usada em um jogo decisivo ou por um jogador que marcou aquela temporada, carrega uma carga simbólica que o mercado precifica automaticamente.

Foi assim com a camisa da Alemanha do Ballack que o pai de Davi trouxe da Copa de 2006. Um presente que simboliza o momento histórico do país-sede no Mundial.

Matheus Souza, CEO e criador do canal Ritmo das Camisas, amplia essa leitura ao trazer o peso da memória coletiva. “Mais vale uma camisa mediana em termos de beleza que foi usada em título ou por lendas do que uma linda usada num ano sem relevância. Mas pra tudo há exceções.”

Raridade não é só o que está fora de linha

No mercado de camisas, raro não significa apenas “descontinuado”. Segundo Davi, “camisa rara é aquela que você não consegue achar de forma alguma, mesmo com a facilidade da internet hoje em dia”.

Ele comenta que quando uma busca ampla – em lojas físicas, e-commerces e até grupos de Facebook e WhatsApp de colecionadores – não retorna resultado, a peça entra numa categoria à parte. E quanto mais difícil encontrar, maior o preço que o mercado aceita pagar.

Agora, a raridade também pode nascer de outro lugar: da história que a peça carrega – ou até da ausência dela em campo. Para Matheus, o valor não está só no uso em jogos ou em títulos.

Segundo ele, existem camisas que se tornam desejadas justamente por aquilo que representam fora das quatro linhas. É o caso de modelos que nunca foram usados oficialmente, mas que ganharam status entre colecionadores pelo design ou pela narrativa construída ao redor.

Um exemplo é a camisa de goleiro reserva da Seleção Brasileira de 1998, em tom laranja neon. Mesmo sem ter sido utilizada em partidas, ela se tornou uma peça cultuada.

“Essa camisa, por exemplo, é uma peça que, por si só, já basta. E a história que ela permite contar – como ‘a camisa mais linda que não foi usada’ ou até ‘a camisa esquecida’ – é o que a torna tão interessante.”

Nesse cenário, o que define valor não é só a escassez física, mas a capacidade da peça de gerar significado.

Assinaturas e edições limitadas: valorização real, mas com critérios

Os autógrafos de lendas como Pelé, Ronaldinho e Messi agregam valor, mas nem toda assinatura vale igual.

Davi aponta que a assinatura precisa ser feita com caneta adequada para o material e ser “limpa”. “Se tiver dedicatória para outra pessoa, ela perde um pouco do valor para o colecionador.”

Além da autenticidade da assinatura em si, o ideal é ter documentação. Empresas especializadas emitem laudos que legitimam a peça e dão segurança na hora de comprar ou vender, como a SportsBília Brasil – certificadora por autenticidade de artigos e produtos esportivos.

O futuro já tem candidatos

Pensando nos próximos anos, Davi sugere duas camisas que chamam atenção no radar para colecionadores: a do Neymar usada em 2022 – maior artilheiro da seleção em jogos oficiais – e a do Vinícius Júnior, que marcou sua estreia no torneio.

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