De diferentes pontos da Cidade do Rock, a roda-gigante patrocinada pelo Itaú se impõe na paisagem. Instalada em frente ao Gourmet Square, a estrutura tem 36 metros de altura e é considerada a maior roda-gigante transportável da América Latina. Ao todo, são 24 gôndolas, com capacidade para seis passageiros cada, permitindo até 144 pessoas por volta. À noite, LEDs RGB programáveis reforçam ainda mais sua presença no horizonte do festival.
Ao longo do dia, a reportagem acompanhou a movimentação em torno da atração e a forma como ela se integra à rotina da Cidade do Rock. O entorno da roda-gigante, inclusive, se transforma em cenário por conta própria. Em alguns momentos, pequenos aglomerados se formam diante da estrutura, com visitantes posicionando celulares e câmeras, ajustando luzes de LED e procurando o melhor enquadramento para registrar a roda iluminada ao fundo.
Antes mesmo de embarcar, ela já faz parte da experiência de quem passa por ali, não apenas como brinquedo, mas como uma das imagens mais reconhecíveis da paisagem do festival. Para clientes Itaú, a relação com a atração também inclui benefícios exclusivos no acesso.
Antes de sair do chão
O acesso à roda-gigante começa pelo celular. Nesta edição, o agendamento dos brinquedos é feito pelo aplicativo oficial do Rock in Rio e fica disponível quando o visitante já está dentro do território do festival. A dinâmica permite escolher um horário para a atração e organiza, ao longo do dia, o fluxo de quem pretende embarcar.
Para clientes Itaú, patrocinador da roda-gigante, há ainda uma fila exclusiva de acesso. Em um evento marcado por grandes deslocamentos, diferentes atrações e uma programação extensa, a vantagem acrescenta praticidade ao percurso de quem quer incluir o brinquedo no roteiro do dia. O benefício reduz uma das etapas de espera e torna o embarque mais fluido, sem retirar da experiência aquilo que é comum a todos que se aproximam da atração: a expectativa de deixar o chão e enxergar a Cidade do Rock de outro ponto de vista.
É na plataforma de embarque que a escala da roda-gigante se torna ainda mais evidente. Vista de longe, ela se destaca entre as luzes e as grandes estruturas que desenham o horizonte do festival. De perto, porém, é o movimento constante das cabines que chama a atenção. Enquanto a Cidade do Rock segue em ritmo acelerado ao redor, com pessoas cruzando caminhos em direção aos palcos e atrações, a roda avança em um compasso próprio.
O embarque marca o encontro entre essas duas velocidades. A poucos passos dali, o festival continua acontecendo no nível da rua; nas cabines, começa uma subida gradual que afasta os passageiros do fluxo sem desconectá-los do que acontece abaixo. Mais do que sair da multidão, é o início de uma mudança de perspectiva.
O festival visto de cima
No ponto mais alto do percurso, a roda-gigante deixa de ser apenas uma atração e passa a funcionar como um mirante sobre a Cidade do Rock. É também dali que a dimensão do evento se torna mais evidente. As multidões formadas diante dos palcos aparecem como grandes manchas em movimento. O que parece caótico quando visto de dentro revela, do alto, uma espécie de organização própria, fluxos se cruzam, filas se formam e se desfazem e diferentes pontos da Cidade do Rock permanecem ativos ao mesmo tempo.
A música continua fazendo parte da experiência. Mesmo distante do chão, o som dos palcos atravessa o espaço e chega às cabines de uma forma levemente abafada. Para quem embarca durante uma apresentação, há ainda a possibilidade de observar os Palcos Mundo e Sunset de longe com a plateia reunida enquanto a música continua ecoando pelo festival.
Em vez de escolher um caminho, atravessar uma multidão ou calcular o tempo até o próximo show, quem está lá em cima pode simplesmente acompanhar o que acontece. A roda oferece um intervalo mais de observação do que de descanso. O festival continua intenso abaixo, mas, naquele ponto, não há necessidade de estar no centro de tudo para fazer parte dele.
De volta à multidão
A descida acontece de forma gradual. Aos poucos, as estruturas voltam a crescer diante dos olhos, os caminhos ganham novamente dimensão e a movimentação do público deixa de parecer distante. A Cidade do Rock, que por alguns minutos podia ser observada como um conjunto, volta a se fragmentar em palcos, filas, encontros e trajetos.
Quando a cabine se aproxima novamente da plataforma, o som dos palcos se torna mais presente e as pessoas voltam a ocupar o campo de visão. Em poucos instantes, quem estava acima do fluxo retorna ao mesmo ritmo de deslocamentos que domina o festival no nível do chão.
Na saída, uma cena se repetia com frequência: visitantes deixavam as cabines sorrindo, ainda com os celulares nas mãos, revendo fotos, vídeos e comentando o que tinham acabado de enxergar. Alguns apontavam de volta para a roda, outros mostravam os registros aos amigos, enquanto novos grupos já se aproximavam para embarcar. A expectativa da subida dava lugar a uma energia mais leve e espontânea na volta ao chão.
Enquanto uns desembarcavam, outros ocupavam as cabines e a roda seguia seu movimento quase sem interrupção. Para quem descia, ficava uma imagem diferente do Parque Olímpico que abriga a Cidade do Rock. Por alguns minutos, foi possível observar de fora um espaço que, durante todo o restante do dia, é vivido por dentro. Os sorrisos na saída traduzem justamente essa mudança de perspectiva, voltar à multidão depois de ter visto, do alto, a dimensão do lugar do qual se faz parte.

