A série “Bem-estar financeiro para viver com autonomia, controle e leveza” – produção do Itaú com a Folha de S.Paulo, apresentada por Adriana Couto – chega ao terceiro episódio com uma conversa que sai do diagnóstico e parte para a prática.
Se os primeiros episódios mapearam como o brasileiro se relaciona com o dinheiro, agora a pauta é o que fazer com isso. A convidada é Pâmela Vaiano, diretora de comunicação corporativa do Itaú Unibanco e uma das idealizadoras da plataforma Feito.Itaú.
A premissa que abre a entrevista é a reflexão: dinheiro é um tema reservado a quem entende de finanças?
“Não deveria ser”, responde Pâmela quando perguntada sobre isso. E o motivo de não ser assim, na leitura dela, está numa herança de silêncio.
O peso de um tabu antigo
Para a executiva, gerações de brasileiros cresceram sem espaço para conversar abertamente sobre as próprias contas.
“A gente percebeu ao longo das décadas que o dinheiro não era algo muito tangível nas conversas das famílias e das pessoas. Sempre houve muito tabu, muito receio, muito medo”, afirma.
O custo desse silêncio, para Pâmela, aparecia tarde demais, quando “as famílias muitas vezes eram pegas de surpresa no momento de crise”.
Segundo ela, “por isso que as informações precisam estar tão leves (...) para que elas possam conversar e trocar de forma mais consciente”.
O cenário fica mais delicado quando se soma a complexidade crescente das opções financeiras.
“A vida financeira (...) vem ficando mais complexa. A tecnologia vem tornando a vida financeira mais diversa, com mais produtos, com mais soluções”, observa a executiva.
Hoje, lembra Pâmela, uma única compra pode envolver decidir entre Pix à vista, no crédito ou parcelado – e escolhas maiores e mais complexas, como financiar um automóvel ou imóvel ou fazer um consórcio.
Uma plataforma que acompanha, não cobra
Foi a partir desse diagnóstico que nasceu o Feito.Itaú, desenhado deliberadamente para fugir do tom de cartilha.
“Ela não é uma plataforma professoral, daquela visão antiga de educação financeira em que a gente tinha que ter metas muito duras. Poupe 30%, 40% do que você ganha (...) A conta não fecha para todo mundo da mesma forma no mês”, explica.
A proposta, em vez de impor metas, é caminhar junto com cada fase de vida. Essa lógica se traduz na forma como o conteúdo é organizado – a plataforma começou com 150 materiais e recebe de 70 a 80 novos por mês, distribuídos em três frentes:
- feito pra sua vida: que acompanha as decisões da pessoa física, de uma viagem dos sonhos à chegada de um filho;
- feito pro seu negócio: voltada a quem empreende, num momento em que, como nota Pâmela, as relações de trabalho mudaram e muita gente abriu o próprio negócio – exigindo cuidado com renda, crédito e a relação de benefícios que o vínculo CLT garantia;
- feito de trends: sobre tendências que partem da cultura, traduzindo discussões de filmes, novelas e redes sociais em conversas sobre dinheiro.
Aberta a todos os brasileiros
Um ponto que Pâmela faz questão de reforçar é o alcance: não é preciso ser cliente do banco para ter acesso à plataforma – que é gratuita.
“Ela está disponível para todas as pessoas. Inclusive, a gente tem trazido mais conteúdo para crianças e adolescentes. É para todos os brasileiros”, diz.
No fim, a conversa volta para a ideia que dá nome à série e que, para Pâmela, costuma ser mal compreendida:
“Muita gente acha que ficar bem financeiramente é sobre acúmulo de dinheiro, mas na verdade é sobre bem-estar. Bem-estar financeiro (...) Você toma decisões conscientes e o dinheiro não é mais uma fonte de extremo estresse e preocupação, mas uma forma para você viver bem sua vida e realizar seus sonhos”, comenta Vaiano.
Sobre a série
“Bem-estar financeiro para viver com autonomia, controle e leveza” é uma produção do Itaú em parceria com a Folha de S.Paulo, apresentada pela jornalista Adriana Couto, com dez episódios sobre organização financeira, dívidas, planejamento e tecnologia.
O episódio de estreia, com o antropólogo Michel Alcoforado, já está disponível no conteúdo original da Folha e aqui no Feito.Itaú.
