Ir para conteúdo principal

Dinheiro também é coisa de criança e pode entrar na conversa de forma leve

Falar de finanças desde cedo não significa encher a infância de números, mas ensinar, com pequenas experiências, o valor das coisas

Tempo de leitura:
Por Redação Feito.Itaú em
Criança guardando dinheiro em um cofrinho

Tocar no tema dinheiro já na infância pode parecer estranho à primeira vista. Afinal, a gente cresceu ouvindo que esse assunto “não é coisa de criança”. No entanto, a vida adulta nos ensina que entender como o dinheiro funciona desde cedo faz toda a diferença. “A educação financeira começa muito antes do que se imagina. A base é construída justamente na infância”, diz o educador financeiro Thiago Godoy, em post no perfil Papai Financeiro.  

Segundo a pesquisa "Finanças para os Filhos: Dinheiro é Coisa de Adulto?" (2023), divulgada pelo Serasa, 8 em cada 10 pais conversam sobre as finanças com seus filhos. Entre aqueles que afirmaram conversar com os filhos sobre o tema, 24% dizem que a abordagem começou quando as crianças tinham até 5 anos. Outros 23% dizem que tiveram a primeira conversa quando os filhos estavam na faixa de 6 a 8 anos.

E, à medida que esse assunto ganha espaço no dia a dia das famílias, cresce também o interesse por ferramentas que ajudem a estruturar o futuro financeiro das crianças desde cedo. É nesse contexto que surgem soluções como a Primeira Previdência, um plano de previdência pensado especialmente para menores de idade e que pode complementar o aprendizado sobre poupar, planejar e construir objetivos de longo prazo.

Pequenas lições do dia a dia ajudam os pequenos a entender o valor das coisas, a importância de poupar e até o prazer de conquistar algo com o próprio esforço. Quanto mais cedo esse assunto é colocado à mesa, mais natural fica e você vai se surpreender com a rapidez com que eles pegam o jeito. Veja algumas dicas!

Dinheiro na infância: por onde começar

Antes de entrar em jogos e aplicativos para gamificar o papo com as crianças, vale começar com o básico. O contato direto com o dinheiro e pequenas decisões do dia a dia já são um ótimo laboratório.

“Um dos primeiros pilares a serem aplicados com os filhos é o autoconhecimento financeiro. Se você der um dinheiro para o seu filho no aniversário, por exemplo, pergunte a ele o que ele vai fazer com aquela quantia”, diz Godoy. “Mesmo que a criança não saiba responder, você vai estar ensinando a ela a pensar antes de gastar.”

Dê mesada (ou semanada) com propósito

A mesada não precisa ser alta, mas deve ser regular. O segredo é usar esse dinheiro como ferramenta de aprendizado. Incentive a criança a dividir em três partes: gastar agora, guardar para algo maior e compartilhar/doar. Essa lógica simples ensina que o dinheiro não é só para consumo imediato, mas também para planejamento e empatia. Por exemplo: se ela ganhar R$ 30, pode separar R$ 10 para lazer, R$ 15 para poupar e R$ 5 para doar.

Educação financeira também passa por valores humanos. Incentive a criança a doar uma parte do que guarda, seja em moedas para uma causa, em brinquedos ou até ajudando alguém próximo. Assim, ela aprende que o dinheiro também pode ser uma ferramenta de solidariedade e não apenas de consumo.

Outro ponto importante: autocontrole. “Se o combinado é dar à criança uma semanada e ela gastar tudo no primeiro dia, não dê mais. Diga com firmeza: ‘essa foi sua escolha, semana que vem tem mais”, aconselha o especialista.    

Cofrinho: o clássico que nunca sai de moda

criança colocando moeda em um cofrinho com formato de porquinho
Imagem gerada digitalmente

Para uma criança pequena, dinheiro é um conceito abstrato. Se tudo que ela vê é você passando o cartão ou encostando o celular na maquininha, a noção de “gastar” pode não ficar clara. Por isso, os cofrinhos continuam imbatíveis.

Vale até usar potes transparentes e dividi-los em categorias: economizar, gastar e doar. Assim, a criança visualiza para onde o dinheiro vai e aprende que cada moeda tem um destino diferente.

Traga a criança para pequenas decisões

Dar autonomia em escolhas simples faz toda a diferença. No mercado, por exemplo, entregue um valor fixo e peça que ela escolha entre dois lanches. Esse tipo de experiência mostra que não dá para levar tudo e ajuda a desenvolver noção de prioridade, além de mostrar que gastar é também abrir mão de outras coisas.

Conquistas com esforço têm mais sabor

Se a criança deseja algo mais caro, como um brinquedo especial, incentive-a a guardar parte da mesada ou até realizar pequenas tarefas extras para completar o valor. Quando ela finalmente conseguir, vai entender que esforço + tempo = recompensa. Esse aprendizado, além de financeiro, é também sobre disciplina e paciência.

Brincar também é aprender

Jogos de tabuleiro como Banco Imobiliário ou o Jogo da Mesada podem ensinar crianças sobre negociação, cálculo e tomada de decisões. No Jogo da Mesada, por exemplo, cada participante recebe uma quantia fictícia e precisa administrar gastos e economias ao longo das rodadas.

Essas brincadeiras mostram que o dinheiro é limitado, que escolhas precisam ser feitas e que guardar pode abrir outras possibilidades no futuro.

Introduza o conceito de metas

criança olhando para os brinquedos em uma loja pensando qual consegue comprar com seu dinheiro
Imagem gerada digitalmente

Mostre que vale a pena planejar para realizar um desejo. Se o objetivo é um livro, um jogo ou até uma bicicleta, ajude a criar um plano para juntar o dinheiro. Além disso, acompanhe cada etapa junto, pois isso dá motivação e mostra que grandes conquistas são feitas de pequenos passos.

Tornando o aprendizado mais divertido

Educação financeira não precisa ser só regra. Criatividade e ludicidade tornam o processo leve e marcante. Para tornar a economia divertida, use recursos visuais. Desenhe o objeto desejado em um mural ou crie uma tabela para ir colorindo à medida que o dinheiro for sendo guardado. Esse acompanhamento deixa o processo de juntar dinheiro mais tangível e empolgante, transformando a espera em parte da diversão.

Conte histórias com personagens e dinheiro

Histórias são um ótimo jeito de ensinar. Crie personagens que enfrentem dilemas financeiros. Por exemplo, um super-herói que precisa escolher entre gastar tudo em doces ou economizar para comprar sua bicicleta voadora. Com narrativas lúdicas, a criança entende os conceitos sem perceber que está “aprendendo uma lição”.

Previdência infantil também é educação financeira

À medida que as crianças crescem, muitos pais começam a pensar não só em ensinar sobre dinheiro, mas também em preparar o futuro financeiro delas desde cedo. E é aí que produtos específicos para menores entram como uma extensão natural da educação financeira em casa. O Itaú oferece uma solução voltada exatamente para isso: a Primeira Previdência, um plano de previdência pensado para menores de idade.

“Essencialmente, é um plano de previdência, mas possui a característica de ser um plano para menores”, explica Jefferson Bacic Lestingi, Líder de Produtos de Previdência no Itaú. “Você pode contratar para sua filha, seu sobrinho, seu enteado ou seu neto. Qualquer menor de idade que você queira ajudar no futuro. O produto já sai no nome e CPF da criança, que hoje já nasce com CPF.”

Uma das dúvidas mais comuns é se é preciso contribuir todos os meses. “A recorrência não é mandatória”, diz ele. “Você pode fazer aplicações automáticas, ou de vez em quando, como com o 13º salário ou PLR, ou presentes de avó.”

Poupança x Previdência: qual a diferença?

Para muitos familiares, a poupança sempre foi a forma tradicional de guardar dinheiro para os pequenos. Mas hoje existem opções mais eficientes. “A questão da poupança é o rendimento, que é muito baixo hoje em dia, cerca de 60-70% do CDI”, explica Lestingi. “Com a Primeira Previdência, nós oferecemos uma variedade gigantesca de fundos de investimento, cerca de 140 opções, com rendimentos muito superiores. Você pode escolher desde um produto básico de renda fixa até um multimercado ou opções com investimento no exterior.”

Além do potencial de rentabilidade, o produto também traz vantagens fiscais importantes, especialmente quando contratado pelos pais. Para quem declara imposto de renda com alíquota máxima (27,5%), o uso do PGBL pode ampliar ainda mais o benefício. “Esse é o pulo do gato”, afirma Lestingi. “O pai economiza 27,5% na aplicação. Quando o filho for resgatar aos 18 anos e ainda estiver no início da carreira, ele provavelmente estará isento de imposto. Basicamente, o pai economizou 27,5% na entrada e o filho paga zero na saída.”

O funcionamento do plano também acompanha a transição para a maioridade. Três meses antes de o jovem completar 18 anos, o administrador recebe uma notificação para atualização cadastral. Depois disso, o controle passa oficialmente para o titular. “Ele precisa fornecer uma conta corrente própria e, a partir desse momento, passa a ser o administrador do plano”, explica Lestingi.

Há ainda um benefício pouco conhecido, mas muito relevante no planejamento familiar: a Primeira Previdência não entra em inventário. “Isso significa que não paga ITCMD e que o beneficiário recebe o recurso em cerca de 5 dias”, destaca o executivo.

Dica extra: dê o exemplo

Não adianta falar em poupar se, na prática, o adulto vive gastando sem critério. A criança percebe tudo. Então, mostrar que você também compara preços, evita compras por impulso e guarda para realizar sonhos é a lição mais poderosa que pode dar.

No fim das contas, falar de educação financeira com crianças é sobre plantar sementes de responsabilidade, escolhas conscientes e autonomia. Quanto antes esse papo começa, mais natural ele fica no dia a dia e maior a chance de formar adultos que sabem equilibrar sonhos com realidade.

EducaçãoFamiliaPrevidencia