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Quanto custa acompanhar a turnê de um artista

O gestor de eventos Rodrigo Tomaz mostra como equilibrar paixão e orçamento, combinando diferentes estratégias ao longo de toda a turnê da Xuxa em "O Último Voo da Nave".

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Publicado em Atualizado em
Imagem da cantora Xuxa em SP
Foto: Moriva Filmes

Quando uma turnê começa a cruzar diferentes cidades, alguns fãs escolhem apenas uma data para assistir ao show. Outros conseguem se organizar para acompanhar boa parte da agenda – ou até a turnê inteira – sem abrir mão da própria realidade financeira.

E esse é o caso do gestor de eventos Rodrigo Tomaz, que na última turnê da Xuxa, esteve em 7 dos 11 shows da apresentadora.

Para a despedida em “O último Voo da Nave”, apresentada pela plataforma Itaú Live, a meta dele é ainda maior: estar em todas as cinco primeiras datas já garantidas, e sonhando com uma sexta, em Buenos Aires.

Para entender como um fã consegue acompanhar uma turnê inteira sem perder o controle do orçamento, conversamos com Rodrigo sobre dinheiro, planejamento e memória. No caso dele, esses três elementos caminham juntos desde a infância.

Uma relação que começou por acaso

Rodrigo revela que a paixão pela artista não aconteceu de primeira, afinal, não gostava da ideia de ter o então novo programa da Xuxa no lugar de sua atração favorita na TV. “Na minha cabeça de criança foi ela que tirou o Balão Mágico da grade”, relembra.

Para ele, a apresentadora o conquistou devagar, quase sem que ele percebesse. “Sem nem eu entender como e o porquê, eu achava que ela era minha babá eletrônica”, revela o gestor, contando que essa relação amadureceu junto com ele.

No fim dos anos de 1990, no auge da carreira da apresentadora, Rodrigo passou quase nove horas embaixo de uma ambulância para conseguir sua primeira foto com ela. O registro, ele diz, está eternizado no Museu do Rock, na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba.

Hoje, entre suas memórias, Rodrigo compartilha que já mostrou à própria Xuxa e à filha dela a tatuagem com o nome completo da apresentadora. É esse tipo de investimento – de tempo, paciência e identidade – que precede e sustenta a parte financeira que vem depois ao longo dos anos.

O mapa (e o orçamento) de uma turnê inteira

Acompanhar uma turnê pelo Brasil significa, na prática, repetir o mesmo gasto – ingresso, transporte, hospedagem – em quatro ou cinco cidades diferentes.

Na turnê de despedida da Xuxa, os ingressos variam de R$ 97,50 a R$ 1.495, dependendo do setor.

E Rodrigo já decidiu como lidar com essa variação: garantir um show “colado” no palco e adaptar o resto. “Quando a gente está colado no artista é uma outra experiência, mas perde um pouco do espetáculo”, explica.

“Então me garanto em um show colado e os outros vou adaptando”, conta Rodrigo, muitas vezes optando pela arquibancada, que considera o melhor lugar para assistir ao espetáculo em si.

A programação, entre uma cidade e outra, também o ajuda a diluir o gasto. “Todas são em um raio de distância que, se for necessário, um ônibus já ajuda”, Rodrigo indica. Para ele, o item mais caro da conta, raramente é o ingresso.

“Como toda viagem, o que é mais caro é a hospedagem e o transporte”, explica o gestor que, para reduzir a despesa com os dois, une duas estratégias específicas – uma financeira e outra afetiva.

Parte das passagens é paga com milhas acumuladas. Quanto à hospedagem, tem a sorte de ter amigos espalhados pelas cidades da turnê. “Isso sim ajuda muito. Além de amigos, serão companheiros fiéis nos ‘xous’”, celebra Rodrigo.

A próxima etapa do orçamento, ele admite, é a mais desafiadora: uma possível viagem a Buenos Aires para acompanhar a artista fora do Brasil. “Lá sim teremos os ingressos em outra moeda, hotel e passagem internacional. Mas será incrível vivenciar essa idolatria dos ‘hermanos pela Rúbia’”, diz, torcendo para que a viagem saia do papel.

Comprar cedo, parcelar e esquecer

Se tem uma regra que rege o orçamento de Rodrigo, é a antecipação. “Os ingressos eu sempre sugiro comprar quando abrem as vendas, além de pegar os primeiros lotes mais baratos”, explica.

Essa estratégia, segundo ele, já serviu para pagar dois cruzeiros temáticos da artista antes mesmo do embarque. “Quando chegou o momento, já estava tudo pago”. O método para bancar isso no dia a dia é simples, quase automático, conta.

Rodrigo brinca que o segredo é “parcelar no cartão de crédito e esquecer”. Mas reconhece o limite dessa liberdade: comprar em cima da hora encarece tudo, principalmente as passagens.

Para Rodrigo, planejamento de longo prazo é considerar sua agenda profissional – que dita o ritmo, mais até do que o financeiro, ele argumenta. “Confesso que me planejo bem pouco, se eu pensar muito e planejar acabo não indo. Meu maior desafio é a agenda mesmo”.

Onde ele já esbarrou no limite

Ele conta também que nem toda turnê já coube no seu orçamento. Rodrigo lembra de uma vez, na época da turnê “Xuxa Só Para Baixinhos”, em que chegou a São Paulo sem “um tostão” e precisou aceitar que não daria para entrar naquele show específico.

“Não sofri, até porque, vamos ser sinceros, é a menor das prioridades, né? Vou porque tenho condições hoje. Se tivesse condição de ir em um só, já me sentiria muito privilegiado”, revela, sem drama.

Em outra ocasião, para bancar uma viagem ao Rio de Janeiro sem ter o dinheiro guardado, a solução veio de fora.

Sua mãe comprou um ursinho de pelúcia enorme, e ele organizou uma rifa para pagar a excursão. “Deu super certo”, lembra. “Tenha gente que te apoie, não necessariamente com o dinheiro, mas buscando alternativas para realizar um sonho”.

O conselho de quem já aprendeu o limite

Rodrigo é direto sobre o que considera saudável nesse tipo de investimento. “Não vá se meter em dívidas eternas ou se prejudicar. Certamente seu artista preferido não ficaria feliz em saber que por causa dele você está ferrado”, aconselha Rodrigo.

Para ele, o valor do “xou” está em outro lugar – em ser, junto com outros fãs, quem realmente é, sem julgamento.

Ele conta que cresceu entendendo a importância da artista como alguém que encontrou nela acolhimento e referência, algo que segue valendo até hoje.

No final, olhando para trás, a régua que ele usa para medir se valeu a pena não é financeira.

“É um investimento em memórias, em histórias e experiências marcantes. É como investir em educação, você leva pra vida toda. O que não vale é se endividar e não conseguir pagar depois, porque vira uma bola de neve sem fim”, reforça Rodrigo.

O que dá para aprender com quem acompanha a turnê inteira

  • Primeiro lote: comprar ingressos e passagens com antecedência costuma reduzir os custos – a estratégia que já bancou dois cruzeiros inteiros do Rodrigo antes mesmo do embarque;
  • Combinação de setores: alternar lugares próximos ao palco com arquibancada ajuda a equilibrar experiência e orçamento ao longo de uma turnê inteira;
  • Rede de apoio: amigos em outras cidades podem reduzir um dos maiores custos da viagem: a hospedagem. Em outros momentos, soluções criativas, como a rifa organizada por Rodrigo, também ajudaram a transformar o sonho em realidade;
  • Milhas acumuladas: despesas do dia a dia podem se transformar em passagens e cobrir parte dos custos entre uma cidade e outra;
  • Parcelamento consciente: dividir pagamentos pode facilitar o fluxo de caixa, desde que caiba no orçamento. Mas vale a máxima do próprio Rodrigo: nunca a ponto de virar uma dívida que “não tem fim”.

Viajando em turnê: como o Superapp Itaú pode ajudar

Planejar uma turnê envolve bem mais do que comprar o ingresso. Algumas ferramentas do Superapp Itaú  podem ajudar a organizar esse tipo de gasto ao longo do tempo:

Milhas e pontos acumulados: cartões Itaú com programas de fidelidade convertem parte de cada compra de passagens em pontos, trocáveis por milhas aéreas – a mesma lógica que Rodrigo já usa para bancar parte do transporte entre as cidades da turnê;

Cofrinhos: permite abrir uma reserva com nome e meta próprios – “turnê”, “Buenos Aires”, “ingressos” – dentro do Superapp, com rendimento atrelado ao CDI, útil para quem acompanha vários shows ao longo do ano e prefere guardar aos poucos em vez de parcelar tudo;

Antecipar Parcelas: para quem, como Rodrigo brinca, parcela e “esquece”, permite quitar parcelas antes do vencimento com desconto sempre que sobrar um dinheiro extra, reduzindo o custo total do parcelamento;

Vira Fatura: antecipa o fechamento da fatura em até 8 dias antes da data oficial, empurrando compras novas para o próximo ciclo – útil para quem, como Rodrigo, compra ingresso e passagem de uma cidade e já emenda a compra da próxima, sem sobrecarregar uma única fatura;

Controle de Gastos: organiza as despesas por categoria (ingresso, transporte, hospedagem, produtos) e ajuda a enxergar, cidade por cidade, quanto já foi investido na turnê – importante para quem, como ele, prefere “não pensar muito” na hora de decidir ir.

Não existe uma fórmula única para acompanhar um artista em turnê. Mas as escolhas de Rodrigo mostram que, quando planejamento e orçamento caminham juntos, é possível transformar uma paixão em uma coleção de experiências – uma cidade de cada vez.

Itaú liveXuxaPlanejamento