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Reforma Tributária: por que empresas precisam revisar processos financeiros e operacionais

Entenda como a transição para o novo modelo de impostos pode elevar a produtividade e a segurança fiscal do seu negócio 

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Imagem de um homem apresentando gráficos em uma reunião
Foto: Shutterstock fizkes - Modificada com IA

A Reforma Tributária começa a mudar a rotina das empresas antes mesmo de o novo sistema estar totalmente implantado. Em 2026, com o início da fase de testes e adaptação ao IBS e à CBS, sistemas, notas fiscais e processos já precisam acompanhar as novas regras. E esse é apenas o começo de uma transição que vai se estender pelos próximos anos.  

Para as empresas, a mudança não fica restrita ao cálculo e ao recolhimento de impostos. A nova lógica aproxima processos que hoje podem funcionar de forma mais independente: emissão de notas, pagamentos a fornecedores, recebimentos de clientes, aproveitamento de créditos tributários, conciliação e gestão do fluxo de caixa passam a estar ainda mais conectados.  

Por isso, se preparar para a Reforma Tributária também significa olhar para dentro da operação. Entender como essas etapas se relacionam, identificar possíveis gargalos e aproximar áreas como financeiro, fiscal, tecnologia, compras e comercial pode fazer diferença na adaptação ao novo modelo, especialmente durante o período em que regras antigas e novas vão conviver.  

A seguir, entenda quais processos merecem atenção e porque essa revisão pode começar antes das próximas etapas da reforma entrarem em vigor. 

O novo cenário: como o split payment muda a cadeia de pagamentos

Um dos pilares da Reforma Tributária é a transição para o modelo de IVA Dual, formado pelo IBS e pela CBS, além da implementação gradual do split payment. Diferente do modelo atual, em que o estabelecimento recebe o valor bruto da operação e recolhe os impostos posteriormente, o split payment permitirá que a parcela correspondente aos novos tributos seja separada no momento da liquidação financeira e recolhida de forma automática. 

Em 2027, o split payment será introduzido inicialmente para transações entre empresas (B2B), exigindo que os departamentos financeiros estejam preparados para o recolhimento automático em meios como Pix, boleto, TED e TEF. 

Durante esse período, o mecanismo também vai conviver com outras formas de recolhimento dos novos tributos. Essa transição reforça a necessidade de os departamentos financeiro, fiscal e operacional entenderem desde já como esses fluxos se conectam e onde poderão ser necessários ajustes. 

O impacto no caixa: menos float e maior atenção aos créditos tributários

A mudança pode alterar a dinâmica do fluxo de caixa das organizações. Ao deixar de receber, em determinadas operações, o valor dos tributos para mantê-lo em caixa até o momento do recolhimento, as empresas precisarão acompanhar com mais precisão seus pagamentos, recebimentos e necessidades de capital de giro

Como pontua a advogada e consultora jurídica Olga Grillo ao Feito.Itaú, o split payment reduz o “float tributário”. Ou seja, “a empresa deixa de receber o valor integral da venda e ter o imposto disponível por alguns dias ou semanas”. 

Esse efeito, porém, precisa ser analisado junto com os créditos tributários. O split payment pode reduzir o valor que entra no caixa porque uma parte do pagamento já segue para o Fisco. Ao mesmo tempo, a empresa poderá usar créditos de IBS e CBS gerados nas compras para reduzir o imposto que terá de pagar. 

Por isso, não basta olhar apenas para o valor que deixou de entrar na conta. O efeito sobre o caixa vai depender também de quanto a empresa tem em créditos para compensar e de quando esses créditos estarão disponíveis. Esse equilíbrio varia de acordo com o setor e com a operação de cada negócio. 

A organização como vantagem competitiva: por que revisar processos agora? 

Com a nova lógica de não cumulatividade, em que as empresas podem aproveitar créditos de IBS e CBS gerados nas compras para abater parte dos tributos devidos nas vendas, a gestão tributária passa a ter uma relação ainda mais próxima com a operação do negócio.  “Essa mudança reforça a importância da transparência e da confiança na cadeia de suprimentos”, explica a advogada e consultora jurídica Olga Grillo.  

Isso acontece porque o aproveitamento dos créditos passa a depender também das informações e do recolhimento dos tributos ao longo da cadeia. A escolha e o acompanhamento de fornecedores, por exemplo, ganham importância não apenas do ponto de vista comercial, mas também para a gestão desses créditos. Empresas que conseguem acompanhar melhor essas informações podem ter mais clareza para planejar o caixa e negociar condições.  

O trabalho de revisão de fluxos internos já ganha importância em 2026, período em que empresas começam a adaptar sistemas e documentos fiscais aos campos de IBS e CBS. Nesse cenário, se tornam relevantes: 

  • Integração entre áreas: A conexão entre o financeiro, o operacional e o fiscal torna-se indispensável. Dados de venda precisam estar perfeitamente alinhados com a apuração de impostos, garantindo que a comunicação entre departamentos seja fluida e livre de gargalos. "Crie uma rotina mensal simples para revisar notas de entrada, conferindo se os fornecedores estão destacando o IBS/CBS corretamente", recomenda a Dra. Olga.
  • Automação para a apuração assistida: Com o sistema de apuração assistida - no qual o contribuinte acompanha débitos e créditos em tempo real -, a tecnologia passa a ser o braço direito da gestão. "O maior risco é o erro de parametrização e classificação nos sistemas, que gera inconsistências acumuladas", alerta a Dra. Olga. Diante disso, manter seus sistemas (ERP) e plataformas integrados é uma necessidade para garantir a precisão dos dados enviados ao Fisco.  
  • Segurança na gestão de dados: A precisão na emissão de notas fiscais e na classificação de produtos é o que garante a segurança fiscal. Informações bem estruturadas minimizam riscos de erros e trazem mais previsibilidade para o seu fluxo de caixa.

Como a tecnologia do Itaú apoia sua empresa nesta transição 

Ao simplificar e integrar processos, a empresa não apenas se adapta à Reforma Tributária, mas ganha clareza para tomar decisões de negócio mais assertivas. Para isso, a tecnologia de pagamentos e recebimentos está sendo integrada às principais plataformas para garantir que o recolhimento automático ocorra de forma fluida. Você já pode contar com:  

  • Gestão de pagamentos e recebimentos: Com a implantação gradual do split payment, os meios de pagamento precisarão se conectar às informações fiscais e à plataforma pública criada para o novo sistema. O Itaú trabalha no desenvolvimento dessas integrações para que, à medida que o mecanismo avance, pagamentos e recebimentos possam ser processados com menos etapas manuais.
  • Conciliação Financeira Automatizada: Ferramentas que automatizam o confronto entre o que foi vendido e o que foi efetivamente recebido (já descontados os tributos), dando visibilidade real ao seu fluxo de caixa.
  • Integração via APIs: Soluções tecnológicas que conectam o seu sistema de gestão (ERP) diretamente aos serviços bancários. "A integração bancária direta é um dos maiores ganhos de eficiência, reduzindo drástica e manualmente os erros", complementa a Dra.Olga.  
  • Suporte Especializado: acompanhamento de especialistas do Itaú Empresas para ajudar a sua empresa a entender o funcionamento do split payment e se adaptar para essa mudança.

Ao antecipar essas mudanças e investir em processos mais eficientes, sua empresa cumpre as novas obrigações fiscais com mais tranquilidade e ganha competitividade no mercado. 

A Reforma Tributária não precisa ser um desafio solitário. Para isso, conte com a estrutura e a inovação do Itaú para transformar essa mudança em um diferencial estratégico para o seu negócio. 

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